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Desospitalização é caminho indispensável para população brasileira em processo de envelhecimento

Reduzir o número de internações promove mais qualidade de vida ao paciente idoso, que pode se tratar em casa recebendo todos os cuidados médicos, mas mais próximo aos familiares

1.Desospitalizacao 24112016A população mundial está envelhecendo e, no Brasil, a expectativa é que em pouco tempo tenhamos uma predominância de pessoas na terceira idade. Como forma de antecipar os impactos que este envelhecimento demográfico causa nos sistemas de saúde e na economia como um todo, é fundamental começar a reformular alguns padrões que vêm sendo exercidos há décadas.

A desospitalização é um dos caminhos que já estão sendo traçados. Para a FEHOESP – Federação dos Hospitais, Clínicas e Laboratórios do Estado de São Paulo, já é possível notar a diminuição das internações hospitalares e a substituição por serviços de saúde alternativos e com maior resolutividade. Segundo dados apresentados pela entidade, nos últimos anos, houve crescimento de casas de repouso (que passaram de 302 serviços em 2011 para 587 em 2015) e também de serviços de home care, que dobraram neste período passando de 138 unidades para 290.

Para o presidente da FEHOESP, Yussif Ali Mere Júnior, este processo atende uma tendência mundial de humanização do atendimento, diminuição de custos e priorização do atendimento multiprofissional. “O modelo tradicional de assistência, com ênfase no hospital e no ambulatório, vai mudar. Hospitalização de pacientes idosos somente em casos de doenças graves ou em necessidade de cirurgia”, destaca.

Para Thais Haliz, fisioterapeuta e especialista clínica da Lumiar Healthcare, o tratamento, quando realizado em casa, deve continuar multidisciplinar, envolvendo uma equipe completa com qualidade, tecnologia e conhecimento. Além disso, a profissional destaca a importância de aplicar o conceito da humanização. “Para tornar esse atendimento mais humanizado, o profissional deve valorizar a efetividade e a sensibilidade como elementos necessários ao cuidado e deve haver um compartilhamento de saber, poder e experiência vivida entre o profissional, familiar e paciente, mantendo, assim, relações éticas e solidárias. O atendimento humanizado vai valorizar o paciente e atender às suas necessidades com responsabilidade”, declara.

São inúmeros os benefícios do tratamento em sistema home care. A redução do stress causado pela internação hospitalar e das chances de contrair uma infecção são apenas alguns deles. “Há a redução de complicações clínicas diversas e de reinternações desgastantes e desnecessárias, além do menor tempo de recuperação do paciente. A família também é beneficiada, pois irá participar e compartilhar das responsabilidades aplicadas ao doente, sabendo que o melhor atendimento possível está sendo oferecido a ele”, complementa Thais.

Em se tratando da forma como planos de saúde e seguradoras encaram o home care, a análise de cada contrato é necessária para conhecimento se o procedimento está ou não incluso no plano do paciente. Nos casos em que há expressa exclusão contratual, quando o documento não prevê ou exclui expressamente o atendimento de natureza domiciliar, o segurado não pode exigir, para sua mera comodidade, que o serviço seja prestado. Já se o caso decorre de uma extensão da internação hospitalar, quando o paciente estará sujeito a necessidade de acompanhamento ininterrupto por tempo indeterminado e se há indicação médica, haja ou não expressa previsão contratual excluindo a cobertura de atendimento domiciliar, tal imposição não pode prevalecer e a cobertura é exigível.

Tecnologia para home care – Com a indústria nacional atuando no desenvolvimento de produtos e serviços inovadores, o oferecimento de serviços em sistema home care vem agregando tecnologias diversas. A Carci, especialista em soluções para fisioterapia e reabilitação física, lançou durante a última edição da Feira Hospitalar, o Shockmed Carci, primeiro dispositivo para aplicação por ondas de choque produzido no Brasil. Indicado para tratamento de dores e inflamações crônicas é versátil e pode ser usado tanto em clínicas quanto em atendimento domiciliar. O modelo alia tecnologia na emissão de ondas de alta energia que são transportadas até os tecidos musculoesqueléticos e fibroses, podendo ainda ser utilizado em pontos “gatilhos”.

Justamente por não ser invasivo e não causar efeitos colaterais, pode ser utilizado tranquilamente pela terceira idade, dispensando a aplicação de anestesia ou medicamentos prévios. “Desenvolvemos uma solução eficaz tanto para os profissionais quanto para os pacientes com excelente custo benefício”, explica o diretor da Carci, Orlando de Carvalho.

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