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Dia do Idoso: anseios por qualidade de vida na terceira idade

Cuidados são necessários para a garantia de conforto do público que mais cresce no Brasil

diaidosoA população brasileira está envelhecendo. De acordo com os dados mais recentes do Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE), a população idosa no Brasil é de quase 24 milhões (17% da população) e a expectativa é de que, até 2055, o número de brasileiros com mais de 60 anos supere o de até 29 anos. No próximo sábado (1º), comemora-se em todo o Brasil, o Dia do Idoso. Graças aos avanços da medicina, é possível atingir a terceira idade com maior qualidade de vida e isso se deve a diversos fatores. Um deles é a prática da salutogênese, um método que vem sendo utilizado para auxiliar o indivíduo a ter uma vida mais saudável e um envelhecimento pleno.

O conceito foi criado pelo pesquisador Aaron Antonovsky em 1979, para designar as forças que geram saúde, e se opõem à patogênese, ou seja, às influências que causam a doença. “Ela é a aptidão do indivíduo para viver com qualidade, resistir aos males, movido por um senso de coerência e outros valores subjetivos positivos. A ideia é enfrentar a vida em situações adversas e ainda assim tornar-se flexível, interior e exteriormente”, disse Mônica Rosales, terapeuta e idealizadora/co- fundadora da Associação São Joaquim de Apoio à Maturidade, em Carapicuíba. Para ela, a vivência por meio da salutogênese é uma das saídas para que o indivíduo consiga fazer mais por si, e vencer as limitações exteriores.

A visão da médica alemã Dra Michaela Gloeckler, pesquisadora da salutogênese, mostra que nos aproximamos de uma sociedade onde apenas 20% da população estará ativa, enquanto 80% dependerá da assistência social. As pessoas vivem mais, continuam a se aposentar, mas não estão necessariamente saudáveis para encarar a idade. Com isso, há um desafio de como inverter essa relação, na qual 80% da população deveria ser ativa e saudável para cuidar dos 20% que não conseguem fazê-lo.

“Isso levanta o questionamento sobre de onde vem a saúde e como ela pode ser fortalecida. Um assunto que deveria estar cada vez mais em pauta. Como podemos, além das vacinas, criar resistência interna? ”, questionou Mônica. “É justamente esse o paradigma da salutogênese, que busca a gênese da saúde dentro uma visão integral do ser humano. A salutogênese tem sido tema de pesquisa, inclusive econômica, desde o fim do século XX”, pontuou.

Para a terapeuta, apesar das vicissitudes da vida, o fato de conseguir manter um olhar vivo e um sorriso mostra onde reside um segredo para uma vida equilibrada. “É no agir cotidiano que devem estar imbuídos propósitos maiores, já que a perda de conexão com o sentido da existência é um fator desintegrador”, frisou Mônica.

Mexa-se!

Assim como em qualquer faixa etária, os exercícios para idosos também são de extrema importância para a melhora da saúde. Geralmente possuem doenças, como hipertensão, problemas com o colesterol, diabetes, dores articulares em decorrência do desgaste articular, depressão e apresentam sobrepeso ou obesidade; e em muitos casos, estão associadas umas às outras. A boa notícia é que a atividade física consegue auxiliar no controle dessas condições, melhorando a qualidade de vida do paciente. 

Para o especialista em Medicina do Esporte do Hospital Ifor, Dr. Carlos Eduardo Pereira Melo, os idosos estão mais engajados em ter hábitos saudáveis. “Não vimos essas mudanças nas gerações dos nossos avós, por exemplo, onde não era tão frequente praticarem atividade física. Atualmente recebo pacientes que querem correr maratonas, completar provas de triathlon”, destacou. O médico acredita ainda que isso é um reflexo direto desta exposição nas mídias a favor da atividade física. “Eles vêm buscar atendimento com objetivos pessoais no esporte”, completou.

A rotina de avaliação é composta por exame de teste ergométrico, que busca detectar problemas cardíacos induzidos pelo esforço, mesmo que os que nunca tenham apresentado sintomas. É identificado, pois na exposição do esforço apresentado, os médicos podem enxergar a existência de algum processo patológico, minimizando assim os riscos.

A maioria dos idosos hoje chega ao consultório questionando sobre a possibilidade de realizar hidroginástica, por terem a ideia de que é a única atividade recomendada para a faixa etária. “Podemos indicar também pilates ou musculação. Inicialmente eles desconfiam, mas ao explicar os benefícios de cada uma, acabam se interessando também por elas. São impedidos de praticar esportes somente aqueles que possuem doenças cardiovasculares ou osteoarticulares”, explicou. De uma maneira geral, as atividades indicadas devem envolver flexibilidade, equilíbrio, com por exemplo, as funcionais, musculação e aeróbicas.

Todos esses benefícios refletem ainda na diminuição do risco de quedas, considerado um tema importante na saúde do idoso, pois melhora a força muscular, o equilíbrio, a cognição e a coordenação motora.

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