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Em média 100 mil pessoas morrem, por ano, por causa de infecção hospitalar no Brasil

Segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), infecções hospitalares atingem cerca de 14% dos pacientes internados

infecohospitalarA cada ano, aproximadamente 14% dos pacientes internados no Brasil contraem algum tipo de infecção hospitalar segundo a OMS, e cerca 100 mil pessoas morrem em decorrência das infecções de acordo com a Anbio (Associação Nacional de Biossegurança). Estudos conduzidos por médicos indicam que, nas UTIs (Unidades de Terapia Intensiva), 62% dos pacientes internados apresentam algum tipo de infecção, que também ocorrem muito em unidades de parto por causa do alto número de operações cesarianas.

Pacientes internados na UTI, sejam adultos, sejam crianças ou recém-nascidos, apresentam maior risco de desenvolver infecção durante a estadia no setor, pois são pacientes mais debilitados e submetidos a procedimentos invasivos, como cateteres vasculares, por vezes ventilação mecânica e sondagem vesical. “Esta ‘invasão’ e o estado clínico e imunológico do paciente o tornam mais vulnerável a complicações infecciosas”, destacou a doutora Rosana Richtmann, infectologista do Hospital e Maternidade Santa Joana.

De acordo com a infectologista, hoje em dia o termo Iras (Infecção Relacionada a Assistência à Saúde) é mais usado no lugar de infecção hospitalar, por ser um termo mais amplo, não só se referindo a pacientes hospitalizados, mas também a pacientes que necessitam frequentar serviços gerais de saúde, como hospitais, serviços de hemodiálise, entre outros. “As principais Iras nos pacientes da UTI são a pneumonia e a sepse associada ao cateter vascular. Se o paciente é submetido a procedimento cirúrgico, temos a infecção do sítio cirúrgico e infecção do trato urinário como complicações a serem consideradas”, ressaltou.

Durante a 23ª edição da Feira Hospitalar, as empresas JC Pharma, DMC e ADV lançaram a Campanha Parceiros da Saúde com o intuito de conscientizar as pessoas, profissionais da saúde ou não, sobre os perigos da infecção hospitalar e como ajudar a prevenir. “É um problema universal. Precisamos lembrar sempre, tanto profissionais da saúde quanto usuários do sistema, a importância da higienização das mãos e do ambiente”, pontuou o porta-voz da campanha, doutor professor Manoel Jacobsen, neurocirurgião do Hospital Sírio-Libanês e professor de neurocirurgia da Faculdade de Medicina da USP.

O estudo das infecções hospitalares teve início muito antes da descoberta dos microrganismos, quando o médico húngaro Ignaz Semmelweis concedeu a “partículas estranhas” a responsabilidade pelas mortes de mulheres no período de puerpério. Mesmo diante de muitas críticas e rejeições por parte de seus colegas médicos, Semmelweis instituiu um sistema de desinfecção em sua unidade de saúde que consistia em fervura instrumental e obrigatoriedade para todos os médicos e estudantes de lavarem as mãos em solução de ácido clorídrico antes de entrar na sala de parto. Com essas duas medidas simples, Semmelweis reduziu em 83% a mortalidade das parturientes.

Ações de prevenção

O Grupo Santa Joana, que administra as maternidades Santa Joana e Pro Matre Paulista, em São Paulo, há muitos anos promove ações em prol do combate à infecção hospitalar, mesmo tendo um dos menores índices (0,3%), considerado baixo quando comparado à média nacional de 2,8%. Atualmente, a instituição dispõe de uma CCIH (Comissão de Controle de Infecção Hospitalar) muito atuante e presente em todas as áreas, que está embasada em normas brasileiras e órgãos internacionais reconhecidos no mundo inteiro.

Várias medidas preventivas podem e devem ser instituídas nos hospitais. A primeira e mais importante é constituir um SCIH (Serviço de Controle de Infecção Hospitalar) responsável por desenvolver ações e programas de prevenção de Iras, como higiene das mãos, uso racional de antimicrobianos, treinamentos de profissionais sobre isolamento e precauções, padronização de antissépticos e desinfetantes a serem utilizados no hospital, treinamento sobre prevenção de infecção de cateteres vasculares, de pneumonia, infecção urinária e sítio cirúrgico, entre outras.

“Em relação aos pacientes, eles devem receber orientação sobre a importância da higiene das mãos, além de estarem cientes que, se algum dos seus acompanhantes apresentar suspeita clínica de doença infecciosa, deverá procurar a enfermagem antes de entrar no hospital, pois pode estar carregando alguma doença infectocontagiosa”, frisou a doutora Rosana Richtmann.

A campanha Parceiros da Saúde oferece palestras em hospitais e instituições de ensino, eventos em escolas, empresas e universidades, ações na internet e intenso trabalho de conscientização junto a profissionais da medicina e usuários do sistema. Para contribuir com a diminuição dos índices de infecções no Brasil, pessoas podem contar suas histórias e melhores práticas para conscientizar sobre os benefícios de ter mãos limpas e ambientes higienizados no site www.somosparceirosdasaude.com ou no Facebook: www.facebook.com/parceirosdasaude.

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