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Espaço Reabilitação: a tecnologia assistiva a favor da autonomia

Interatividade e demonstração de produtos em um pavilhão exclusivo para as empresas produtoras de tecnologias assistivas.

Interatividade e demonstração de produtos em um pavilhão exclusivo para as empresas produtoras de tecnologias assistivas. Denominado Espaço Reabilitação, a iniciativa é resultado de uma parceria entre ABIMO (Associação Brasileira da Indústria de Artigos e Equipamentos Médicos e Odontológicos) e Hospitalar, e recebe apoio da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) e da Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência do Estado de São Paulo (SEDPcD).

Durante o evento, os expositores também terão a oportunidade de realizar palestras curtas, de 30 minutos, entre às 14h e 17h30, sobre diversos temas do universo de reabilitação. Entre os participantes, estão as empresas ID Ethnos, Jumper e Ortrus.

O supervisor de marketing da startup carioca ID Ethnos, Rafael Pereira, apresenta a capa para prótese Confetti, que traz um conceito de leveza e alegria para quem resolve assumir uma relação mais próxima com o próprio corpo e a condição de amputado. “As pessoas geralmente usam em torno da prótese, daquele ferro, uma espuma e uma meia cosmética que imita a pele. Muita gente não gosta de usar aquilo. Criamos essa capa feita de poliuretano injetado, um plástico bem resistente e mais leve, com menos de 1kg. O produto está disponível em 11 opções de cores, com preço acessível”, explica. 

“Se a gente é sobrevivente e passou por uma situação difícil, é interessante ter uma prótese que se adapte à nossa vida. Uso todos os dias, para ir para faculdade, uma balada, mudo as cores de acordo com a ocasião”, explica o estudante de direito e usuário da marca, Gustavo Brina. 

A Ortrus, por sua vez, está focada em produzir cadeiras para pacientes com deficiências graves e maior dificuldade motora, que exigem soluções especiais, seguras e personalizadas. Algumas delas possuem, inclusive, sistema de ventilação mecânica desenvolvida pela fabricante. Entre os produtos apresentados estão os itens de adaptação para cadeirinha de carro para crianças. “O equipamento proporciona uma segurança de tronco e no posicionamento da cabeça, principalmente. A criança com desenvolvimento normal apresenta um maior domínio dessa região, diferente da aquela com deficiência, que fica solta. Por isso, são necessários apoios e cintos para dar mais segurança”, explica Mayra AyaHirasawa, fisioterapeuta e porta-voz da empresa. A Ortus comercializa também um kit de posicionamento veicular que a ajuda a criança (a partir dos nove anos) a se apoiar no próprio assento do carro. 

De acordo com Mayra, a grande novidade da Ortrus é uma realização em parceria com a Jumper, que nasceu de um encontro realizado na Hospitalar 2017: uma cadeira de rodas com sistema postural e amortecedor na roda traseira, a Maximus. “Seu diferencial é lidar com o cuidado com crianças de maior gravidade. Imagine andar em São Paulo com uma cadeira sem nenhum sistema de amortecimento. O modelo está disponível para crianças partir de 1 ano (e chega a qualquer idade), comporta 120 kg e inclui a

personalização de todas as adaptações, proporcionando mais segurança, estabilidade tanto para quem está sentado como para quem está conduzindo a cadeira.”

Já a Jumper trabalha com um público mais ativo, que possui movimentação dos membros superiores e têm um certo grau de movimentação, e o foco está nas cadeiras de roda especializadas, voltadas para o esporte. Nesta edição da Hospitalar, a empresa apresenta a Le Parkour, cadeira que permite extrema resistência e mobilidade para cadeirantes ativos, para realizar atividades diárias. Outro destaque é a linha Infinity, que atende desde crianças de 1 ano até idosos, com um sistema de adequação postural. Há ainda o Parapodium dinâmico, um equipamento que trabalha ortoestatismo, apoiando crianças em fase de desenvolvimento que precisam ficar em pé. 

Atleta da Jumper, a paratleta Paola Klokler nasceu com deficiência na perna. Sua paixão pelo esporte começou com a própria vontade de brincar e se mover como as outras crianças. Passou pela natação até chegar ao basquete, que começou a jogar profissionalmente aos 17 anos. Hoje, ela defende a seleção brasileira e acredita na tecnologia assistiva como fundamental para o desempenho de esportistas como ela. “Algumas adaptações são únicas. Eu, por exemplo, tenho uma adaptação exclusiva neste tipo de cadeira para que meu coto fique para baixo. Esse encaixe específico é muito importante. Minha cadeira é da Jumper, o encaixe é da Ortho Pauher. É fundamental uma integração dos produtos/ tecnologias para que possa obter o melhor equipamento”, completa a atleta. 

Amanhã o Espaço Reabilitação continua com mais novidades e palestras instigantes.

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