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Estrutura de Telessaúde em Minas Gerais já atende 780 municípios

Rede já realizou mais de 2,5 milhões de laudos de exames e 76 mil teleconsultorias a distância

telessaudeA partir de 2005, a criação da Rede de Teleassistência de Minas Gerais (RTMG) – uma parceria de seis universidades públicas –, sob a coordenação do Centro de Telessaúde do Hospital das Clínicas da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), tornou possível a formatação de uma base para a implantação de serviços de telessaúde em municípios remotos, priorizando aqueles distantes dos grandes centros, com baixo IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) e populações pequenas.

Em 2006, a participação do HC-UFMG no Projeto Piloto Nacional de Telessaúde, do Ministério da Saúde, propiciou uma gradual expansão dos serviços de telessaúde, estruturados na telecardiologia (análise e laudo de eletrocardiogramas-ECG) e teleconsultorias online e offline, em todas as áreas da saúde. Também em 2006, o Hospital das Clínicas da UFMG passou a participar da Rede Universitária de Telemedicina (RUTE), da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), que visa aprimorar projetos em telemedicina já existentes e incentivar o surgimento de novos trabalhos interinstitucionais.

Hoje, essa estrutura é capaz de realizar diagnósticos a distância, dar suporte a profissionais de saúde remotos, gerar conhecimento e capacitar pessoal especializado, com o objetivo de facilitar o acesso dos pacientes aos serviços de saúde e dos profissionais ao conhecimento em saúde.

Até o momento, no estado de Minas Gerais, o sistema realizou 2.632.354 laudos de exames, 76.644 teleconsultorias, e foram economizados R$ 156 milhões por causa da redução de encaminhamentos médicos. São 780 municípios atendidos. Em seu início, o Projeto de Pesquisa em Telecardiologia na Atenção Primária, da Rede de Teleassistência de Minas Gerais, atendia 82 municípios no estado de Minas Gerais.

“A telessaúde, nos últimos anos, tem se mostrado muito importante tanto para quem provê os atendimentos, que são feitos nas universidades (centrais), como para quem recebe os atendimentos nos municípios remotos. Isso tem valor indiscutível em um país com as distâncias do Brasil, onde os atendimentos de saúde estão concentrados em grandes centros. Ter uma ferramenta que possibilita o atendimento em municípios distantes, por profissionais que se encontram nos centros, é um avanço muito grande”, ressalta a Dra. Beatriz Alkmim, coordenadora do Projeto Rede Universitária de Telemedicina (RUTE), na UFMG.

Para Clara Sousa Diniz, teleconsultora da Clínica Médica do Centro de Telessaúde do Hospital das Clínicas da UFMG, o sistema de teleconsultorias abriu um canal permanente de comunicação entre profissionais distantes fisicamente. “O sistema beneficia tanto o médico usuário como o teleconsultor. O usuário tem a oportunidade de discutir casos de pacientes, resultados de exames e dúvidas teóricas sobre temas prevalentes em seu dia a dia. Assim, as dificuldades impostas pela distância dos grandes centros de saúde são minimizadas, tornando o atendimento mais efetivo e reduzindo a necessidade de encaminhamentos”, explica a teleconsultora, que ainda acrescentou: “Já o teleconsultor se beneficia com a oportunidade de conhecer a realidade da assistência em diversos municípios, e tem a satisfação em contribuir em casos desafiadores e o estímulo para estar sempre se atualizando e buscando as melhores evidências científicas disponíveis para a resolução dos problemas”.

Além dos serviços de telediagnóstico e teleconsultoria, são oferecidos serviços de Tele-Educação – serviço de educação de diferentes metodologias -, e Suporte Técnico - apoio técnico aos usuários para a correta utilização dos sistemas de telessaúde.

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