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Hospitalar participa de seminário sobre sistema de saúde focado em atenção primária e prevenção

“A Saúde Que Podemos Ter” foi tema de discussão entre representantes do setor na última segunda-feira (29)

AcRioNo Brasil, 50 milhões de pessoas utilizam a rede de saúde suplementar. Desse total, quase 80% é custeado pelo setor privado, que contrata planos de saúde para seus funcionários. Nos últimos doze meses, a receita do setor no país foi de R$ 152 bilhões, de acordo com a Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde). As despesas, no mesmo período, chegaram a R$ 151 bilhões. Com o intuito de promover debates sobre a prevenção para a redução de custos e melhor atendimento a todos, alguns especialistas do setor participaram, nesta segunda-feira (29), do seminário “A Saúde Que Podemos Ter”, realizado pelo Conselho Empresarial de Medicina e Saúde da Associação Comercial do Rio de Janeiro (ACRio). Durante o evento, várias discussões sobre a fragmentação do sistema de saúde e defesa do controle dos gastos no setor, hierarquização no atendimento privado, fim dos desperdícios e valorização do padrão ético na saúde foram destacados.

Na ocasião, a Hospitalar foi representada pela presidente, Dra. Waleska Santos e pela diretora, Mônica Araújo.  Atualmente, o empresariado é quem mais sofre com os aumentos dos planos privados, e a saúde para os empregados já é um dos maiores custos das empresas com os seus colaboradores. Para a diretora da Hospitalar, o ponto mais relevante da discussão procurou direcionar mudanças necessárias na saúde.  “Diante de tantos desafios, temos a necessidade de um modelo único de saúde no Brasil unindo público e privado num mesmo modelo, assim como a integração das tecnologias de informação para criar um registo único do paciente de modo a tornar a integralidade uma realidade", ressaltou.

O presidente do Conselho Empresarial de Medicina e Saúde da Associação Comercial do Rio de Janeiro (ACrio), Josier Vilar, responsável pela organização e realização do encontro, destacou que, o fato do empresariado ser responsável pelo pagamento final dos custos da assistência médica e hospitalar no Brasil, os coloca como “coparticipantes da responsabilidade de encontrar as soluções para os gargalos do setor”. E uma das principais demandas defendidas pelos participantes é a mudança no atual modelo de assistência, com foco em atenção primária e prevenção.

“A saúde que nós podemos ter é a saúde que nós quisermos ter. O que falta é que o sistema de saúde suplementar aprenda com o sistema público de saúde. E a modelagem do sistema único de saúde é muito boa. Nós pecamos por falta de gestão e por falta de recursos, mas é isso, basicamente, que devemos mudar”, defendeu o presidente do Hospital Sírio-Libanês, Paulo Chapchap.

O presidente da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), José Carlos Abrahão, criticou a fragmentação do sistema de saúde e defendeu que os gastos do setor devem ser claros e previsíveis. Ele avaliou, entretanto, que, quando se fala em valores, há uma total ausência dessa previsibilidade. Em 2007, por exemplo, o preço médio dos equipamentos era na ordem de R$ 91. Ano passado, esse valor era, em média, R$ 401. Ou seja, 336% de reajuste em oito anos.

Segundo a presidente da FenaSaúde, Solange Mendes, o sistema de atendimento privado deve ser hierarquizado, quando o paciente, antes de ir à um especialista, passa por um clínico geral, de modo a dar o maior acesso e conforto aos usuários e evitar desperdícios. “O índice de desperdício na ressonância magnética, por exemplo, é enorme. Então, o sistema deve garantir retribuição justa a pacientes, operadoras e prestadoras de serviços”, avaliou.

O presidente do Sindicato dos Hospitais, Clínicas e Casas de Saúde do Município do Rio de Janeiro (SindhRio), Fernando Boigues, enfatizou a importância do padrão ético na saúde. Para ele, se o tema, “que passa pelo combate a fraudes e corrupção, não for atacado, não será possível atingir melhores resultados”.

O professor da Universidade de São Paulo, Gonzalo Vecina, afirmou que o Sistema Único de Saúde (SUS) é um bom programa, mas precisa ser aperfeiçoado no dia-a-dia, em um debate exatamente como esse realizado pela ACRio, que envolva toda a sociedade e do qual participe, também, o setor de medicina supletiva – as empresas de convênios médicos.

Ex-secretário de Saúde de São Paulo, ex-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e do Hospital Sírio-Libanês, Vecina ponderou que dessas discussões surgirão alternativas viáveis para o SUS superar seus dois maiores desafios: a melhoria de sua eficiência e fontes de financiamento que o sustentem.

Para Vecina, o país precisa adotar o que já existe nos países desenvolvidos, um programa de assistência farmacêutica básica, com “fator de moderação”, o fornecimento de medicamentos mediante pagamento quase simbólico por parte do paciente e o restante do custo coberto pelo Estado.

Representantes nacionais de diversas instituições públicas e privadas de saúde estiveram presentes no evento. As conclusões do seminário serão transformadas em um documento que será a base condutora da atuação da ACRio e de outras associações comerciais.

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