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Manufatura aditiva é base da medicina 4.0

Manufatura aditiva é base da medicina 4.0

Avanços tecnológicos na indústria englobam a área da saúde, exigindo uma discussão sobre o futuro da produção de equipamentos e insumos

A manufatura avançada – uma das tecnologias da indústria 4.0 – promete mudar a forma de operação de todas as cadeias produtivas, o que inclui o segmento da saúde. Nesse contexto, a mudança na forma de fabricar e entregar produtos impõe urgência às discussões sobre a Medicina 4.0.  É preciso adotar as novas tecnologias para ampliar a competitividade. A digitalização traz vantagens que devem ser aproveitadas.

O diagnóstico é de Tobias Zobel, diretor do Instituto Central de Engenharia Médica na Universidade Friedrich-Alexander de Erlangen-Nuremberg (Alemanha), que participa como convidado da sexta edição do CIMES (Congresso de Inovação de Materiais e Equipamentos para Saúde), no TALK SHOW: Inclusão Digital e Tecnologias Aditivas que acontece no segundo dia de evento, que contará também com as presenças de Guto Drummond, gerente de vendas da TechCD e do professor Eduardo Mario Dias, pesquisador e coordenador do Gaesi (Gestão em Automação e Tecnologia da Informação, do Departamento de Engenharia de Energia e Automação Elétrica, da Escola Politécnica, da Universidade de São Paulo).

Drummond destaca que já existe uma intensa movimentação tecnológica na área da saúde. “As mudanças abrangem toda a cadeia produtiva, da área de fármacos ao desenvolvimento de técnicas, materiais e equipamentos”, explica. Segundo ele, a impressão 3D é um divisor de águas tanto na pesquisa médica como no setor produtivo. “Na área industrial, a manufatura aditiva permite a redução do ciclo de desenvolvimento de produtos”, diz, lembrando que a prototipagem em 3D já é uma realidade na indústria.

Para Dias, o Brasil tem pesquisas na área de impressão 3D, tanto nas áreas de materiais como na produção dos equipamentos.  Como desafio para a área acadêmica, Dias aponta a integração das linhas de pesquisa, permitindo mais agilidade na transferência de conhecimento para o setor produtivo. “Os laboratórios trabalham de forma autônoma. Com o avanço da manufatura aditiva, precisamos de um ambiente de cooperação para acompanhar o ritmo”, comenta.

Outra questão é a oferta customizada – que muda a forma de entrega. Dirceu Barbano, farmacêutico, ex-presidente da Anvisa, consultor da ABIMO (Associação Brasileira da Indústria de Artigos e Equipamentos Médicos, Odontológicos, Hospitalares e de Laboratórios) e diretor da B2CD Consultoria Empresarial, explica que a manufatura aditiva reúne um conjunto de tecnologias que permitem a fabricação de dispositivos médicos capazes de atender a necessidades individuais. “Em peças implantáveis é possível adequar o produto a cada paciente, com resultados mais adequados para a intervenção cirúrgica”, diz.

Segundo Barbano, que será o moderador do Talk-Show, as empresas do setor de saúde estão aplicadas na validação dos processos produtivos. Na academia, os esforços são crescentes para estabelecer os limites de segurança e eficácia dos produtos. Ele alerta, no entanto, que a regulamentação do setor ainda não acompanha o ritmo das inovações. “Por regra, o ambiente regulatório não está totalmente preparado para lidar com inovações radicais”, afirma.

A digitalização é outro desafio que tem de ser encarado por todo o setor de saúde. “Desde a identificação das necessidades dos pacientes – passando pela concepção, fabricação e utilização dos dispositivos – todos os processos envolvem ferramentas digitais”, comenta Barbano.

Congresso

O CIMES, evento realizado pela ABIMO, tem o intuito de fortalecer a inovação no setor nacional de saúde. O encontro, que acontece nos dias 17 e 18 de agosto, discutirá novas tecnologias em saúde e odontologia, enquanto representantes do governo e pesquisadores do setor irão debater e propor o aprimoramento das políticas públicas da saúde.

Mais informações: http://cimes.org.br/

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