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Medalha de ouro na saúde

Diretor médicodo Comitê Olímpico Internacional (COI),Richard Budgett, enfatizou o desempenho do Rio de Janeiro durante os Jogos Olímpicos

posolimpiadasSe antes dos Jogos Olímpicos a imprensa internacional temia o risco de epidemia de dengue e zika, a contaminação com a água da Baía de Guanabara, além de colocar em dúvida a capacidade da estrutura da rede hospitalar do Rio de Janeiro, após o encerramento das competições o sentimento que ficou foi o de sucesso completo. Quem afirma é o diretor médico do Comitê Olímpico Internacional (COI), Richard Budgett, que também elogiou a estrutura oferecida pelo Americas Medical City, que foi eleito hospital referência para atendimento de atletas e delegações nas Olimpíadas e Paralimpíadas.

“Os Jogos foram um completo sucesso, inclusive na questão do planejamento médico. Trabalhamos sempre em parceria com o ministro da saúde e autoridades brasileiras e sempre confiamos que daria tudo certo”, ressaltou Budgett, que conhece bem os desafios de planejar toda a estrutura médica das Olimpíadas, pois foi o chefe-médico dos Jogos de Londres (2012).

Ao invés de críticas, o diretor afirmou que o Rio facilitou o trabalho do setor médico, porque concentrou todas as atividades em regiões dentro da cidade, algo que não aconteceu nas Olimpíadas anteriores. Em Londres, por exemplo, as competições de iatismo foram disputadas na Ilha de Portland, no Sul da Inglaterra. A proximidade dos locais de competições facilitou na logística do planejamento e na agilidade em casos de atendimento. “Mesmo em Londres houve problemas, sempre há. Mas não houve nada que atrapalhasse o andamento das competições do Rio”, destacou ele.

Sobre os riscos de epidemias, Budgett – que também é medalhista olímpico – foi ouro no Remo nas Olimpíadas de Los Angeles (1984) – revelou que a diretoria médica nunca temeu que isso fosse realmente um problema. Ele contou que especialistas haviam garantido que agosto é um mês onde cai drasticamente a incidências de doenças transmitidas pelo Aedes Aegypti.

No caso do medo de contaminação de atletas na Baía de Guanabara, foi feito monitoramento constante da qualidade da água da Baía, de Copacabana e da Lagoa. “Todo o trabalho feito pelas autoridades deu resultado. A qualidade se manteve em nível aceitável durante toda a competição. Se houve algum caso de intoxicação, dificilmente foi devido à contaminação na água” pontuou.

Budgett revelou que recebeu apenas avaliações positivas das equipes médicas das delegações. Um ponto que mereceu destaque foi atendimento prestado pelo Americas Medical City. Segundo o diretor médico do COI, os médicos ficaram impressionados com a estrutura e com a qualidade do atendimento.

Elogiado pelo diretor médico do COI, o Americas Medical Hospital, primeira cidade médica na América Latina, se preparou com mais de um ano de antecedência para as Olimpíadas, segundo o diretor-executivo, Marcus Vinícius José dos Santos. “Nosso planejamento começou cerca de um ano e meio atrás. Também investimos na qualificação da nossa equipe realizando treinamentos, principalmente voltados para o atendimento”.

Marcus Vinicius destacou que havia reticências de delegações se o complexo hospitalar teria as condições necessárias para atender os atletas. Para superar essa desconfiança, o Americas recebeu, desde o ano passado, a visita de dezenas de equipes médicas dos países competidores. Foi a oportunidade para apresentar a estrutura, procedimentos e protocolos de atendimento. “Na verdade, nenhum deles tinha noção do tamanho do complexo hospitalar e da nossa estrutura. Depois que eles conheceram, a desconfiança transformou-se em elogios”, afirmou Marcus Vinicius, que ainda enfatizou o engajamento dos funcionários: “Nem a barreira da língua existiu, pois os médicos falam inglês e a maior parte do corpo clinico também, os que não sabia usavam o tradutor do Google para se comunicar com o paciente”.

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