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Reunir todos os elos da cadeia da saúde, esse é o desafio do ComSaúde

Nesta edição da News Hospitalar, entrevistamos a coordenadora executiva do ComSaúde – Comitê da Cadeia Produtiva da Saúde e Biotecnologia, Priscilla Franklim Martins. O ComSaúde é uma organização da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) que tem o objetivo de estabelecer uma comunicação imparcial com toda a área da saúde e promover o diálogo entre as partes envolvidas, com uma agenda de pautas definida e representativa.

Nesta edição da News Hospitalar, entrevistamos a coordenadora executiva do ComSaúde – Comitê da Cadeia Produtiva da Saúde e Biotecnologia, Priscilla Franklim Martins. O ComSaúde é uma organização da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) que tem o objetivo de estabelecer uma comunicação imparcial com toda a área da saúde e promover o diálogo entre as partes envolvidas, com uma agenda de pautas definida e representativa.

Nessa entrevista, Priscilla falou sobre o desafio em reunir todos os players do mercado de saúde em prol de uma agenda única, o relacionamento com autoridades e a dificuldade de se manter um diálogo com o setor público devido a inúmeras trocas de secretários nas gestões municipal e estadual, e falou o que espera de 2018.

Priscilla Martins é jornalista e possui diversas certificações internacionais em seu currículo acadêmico, como diploma de Business & Marketing do Martin College e Certificate of Freelance Journalism da Morris Journalismo Academy. Ela está no ComSaúde desde 2015.

Acompanhe a entrevista:

Hospitalar: Quais são os principais desafios que o ComSaúde enfrenta no setor atualmente?

Priscilla Franklim Martins: O desafio máximo, a razão de nossa existência, é fomentar diálogo entre todos os elos da cadeia produtiva da saúde. E conseguir levar em consideração as demandas do sistema de saúde e não os interesses de cada entidade. Sem dúvidas, é o maior obstáculo que nós ultrapassamos.

Hospitalar: Quais são os projetos da instituição para 2018?

Priscilla Franklim Martins Temos alguns projetos encaminhados e continuamos com uma agenda intensa. Receberemos autoridades como Jarbas Barbosa, presidente da Anvisa, e o presidente da ANS, Leandro Fonseca da Silva. E, agora, com a mudança da presidência de algumas entidades, iremos nos aproximar dessas novas diretorias. Continuamos em conversa com as instituições parceiras e, cada vez mais, trazendo novas organizações para o comitê. Relacionamento é nosso forte, nossa espinha dorsal, e isso continua em 2018, 2019 e para o futuro.

Hospitalar: O cenário político afeta o planejamento de vocês?

Priscilla Franklim Martins: A demanda da nossa agenda é muito baseada no cenário político. O ano de 2018 é de eleição, há muito a acontecer e precisamos manter essa agenda flexível. No ComSaúde, o olhar está direcionado para política pública, e as autoridades mudam muito rápido, o que torna difícil construir um relacionamento. Para se ter uma ideia, só neste ano um município trocou oito vezes de secretário, considerando que o ano do novo exercício municipal começou em janeiro. Como trabalhamos com relacionamento, o desafio é a continuidade do diálogo com esses players que mudam com tanta frequência.

Hospitalar: Fale um pouco sobre o impacto das atividades do ComSaúde no setor de saúde.

Priscilla Franklim: Estamos constantemente falando com Brasília, com alguns empresários, acadêmicos, pesquisadores e, principalmente, com lideranças. Como as decisões políticas influenciam o setor, temos um escritório de acompanhamento legislativo tanto em São Paulo quanto em Brasília. Nossos parceiros não nos cobram um prazo, mas trazem problemas que ainda não conseguem resolver sozinhos. Buscamos ações em conjunto porque, normalmente, o resultado, além de ser mais rápido, consegue eficácia com todos os objetivos contemplados e representa toda a cadeia.

Hospitalar: Comente um pouco do seu trabalho junto ao ComSaúde. Como foi seu ano de 2017 na instituição?

O trabalho é todo baseado em reuniões estratégicas que eu tenho com a minha diretoria. Quinzenalmente, sento-me em uma mesa com todos os diretores do ComSaude, que respondem por áreas diferentes da cadeia produtiva.  Essa é a hora de levantar tudo o que está acontecendo no cenário político, econômico, no mundo dos negócios, mas também de trazer essas demandas dos parceiros. É o momento em que definimos uma agenda de trabalho.  Preciso estar em muitos lugares ao mesmo tempo, sempre vou a eventos porque conheço e converso com novas pessoas, ouço o que têm a dizer e levo tudo isso ao ComSaúde.

Hospitalar: Como a parceria do ComSaúde com a Hospitalar ajuda no desenvolvimento dos projetos da instituição?

A Hospitalar é uma referência. É a terceira maior feira do mundo.  O ComSaúde existe há 10 anos e esteve presente todos os anos. Acho que a grande vantagem é conseguir reunir todas as cabeças pensantes da saúde nacional e internacional. Se você se planejar, consegue ter reuniões densas, muito próximas uma da outra, porque está todo mundo no mesmo espaço. Além disso, há todo o conteúdo para negócios. São lançadas publicações como o Observatório da Anahp que é benchmarking, o Sumário Executivo Nacional da Saúde da GPeS, que foi lançado na Hospitalar nesse ano, então é também um momento para receber informação consistente e fundamentada.

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