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Salas cirúrgicas inteligentes revolucionam o cuidado hospitalar

A evolução na tecnologia permitiu que a medicina se desenvolvesse muito nos últimos anos. Os maiores hospitais do país e do mundo entraram na era digital e, nesses caminho, passam a contar com as chamadas salas cirúrgicas inteligentes, com aparelhos integrados, para obter resultados ainda melhores para os seus pacientes e para as instituições.

A evolução na tecnologia permitiu que a medicina se desenvolvesse muito nos últimos anos. Os maiores hospitais do país e do mundo entraram na era digital e, nesses caminho, passam a contar com as chamadas salas cirúrgicas inteligentes, com aparelhos integrados, para obter resultados ainda melhores para os seus pacientes e para as instituições.

O gerente de produtos da linha cirúrgica na América Latina da Steris, Marcelo Vallim, explica que a sala inteligente possui a vantagem de se conectar com todos os processos corporativos da instituição. “As salas convencionais funcionam como uma ilha. A sala inteligente, por outro lado, faz parte dos processos do hospital justamente porque é integrada por meio das tecnologias que nela estão presentes”, aponta.

A integração é um ponto-chave para distinguir uma sala inteligente e uma convencional. Na sala inteligente, é possível acessar em tempo real os dados atualizados do paciente. “Em uma sala de cirurgia tradicional, é necessário trazer todos os exames impressos para o procedimento. Com a sala inteligente, há a conexão com os softwares e aplicativos que controlam a gestão de imagem do paciente e, imediatamente, antes ou durante o procedimento, é possível acessar o servidor remoto da instituição para trazer as informações mais atuais”, resume Vallim.

Os principais hospitais brasileiros contam com salas inteligentes. No CopaStar, por exemplo, unidade da Rede D’Or São Luiz no Rio de Janeiro, todas as suas nove salas cirúrgicas são inteligentes com o uso de equipamentos de última geração. Em São Paulo, o Hospital Sírio-Libanês conta com 14 salas inteligentes em seu complexo.

A forma como a sala inteligente deve ser montada, porém, varia de acordo com as necessidades da instituição e de quais procedimentos se espera executar naquele ambiente. Primeiramente, a instituição deve analisar criteriosamente, por meio de um projeto, as formas, as necessidades e como e onde as salas inteligentes serão inseridas.

“Não há uma fórmula. Existem na saúde grupos gigantescos e grupos pequenos, como hospitais periféricos, com outra necessidade de equipamento, ou seja, os dois vão consumir diferentes tecnologias para seus sistemas cirúrgicos”, pontua Paulo Banevicius, diretor de Healthcare Digital da GE Healthcare para a América Latina.

Veja abaixo algumas das principais vantagens das salas inteligentes.

Acesso a dados

As salas inteligentes disponibilizam, em tempo real, um grande volume de dados assistenciais do paciente. “A sala em si promove a integração das informações, dando maior conveniência ao médico em procedimentos que requerem a visualização de um grande volume de exames pré-operatórios. No transoperatório, esse tipo de sala mostra maior vantagem pela disponibilização das informações de forma mais dinâmica, podendo reduzir o tempo cirúrgico”, ressalta Dr. Jefferson Klock, diretor regional das unidades da Zona Sul - RJ da Rede D’Or São Luiz.

Cirurgias mais rápidas

As salas cirúrgicas inteligentes proporcionam à instituição a chance de realizar mais cirurgias em menos tempo. Nos equipamentos, é possível salvar o setup preferido de cada cirurgião, evitando que se perca tempo configurando a sala a cada novo procedimento cirúrgico. O tempo dos procedimentos também é menor. “Tendo demanda, o hospital pode conseguir aumentar a receita, pois passa a fazer cirurgias de forma mais rápida e controlada”, diz Banevicius.

Segurança do paciente

Para o paciente, há mais conforto e segurança. “O ponto central da tecnologia auxiliando nas salas cirúrgicas é o paciente, ou seja, é tornar os procedimentos mais seguros, menos invasivos, buscando tornar a cirurgia ainda mais precisa”, pontua Lucas Foga, engenheiro de produção e gerente de produto da Siemens Healthineers.

Imagens em tempo real

As salas cirúrgicas inteligentes podem contar com equipamentos integrados, por exemplo, para a realização de tomografias ou ressonância em poucos minutos, no mesmo ambiente. O mais importante é que, ao realizar tal procedimento, o médico tem a oportunidade de corrigir ou readequar o rumo da cirurgia para alcançar o melhor resultado possível.

Precisão com alta resolução

As salas contam com centros multimídia, compostos por diversas telas em alta resolução que se comunicam entre si, facilitando a troca de informações e a precisão do trabalho executado pelo cirurgião e pela equipe. Além da resolução, o tamanho, a quantidade e a forma como as telas estão dispostas no ambiente cirúrgico colaboram para proporcionar todas as informações e recursos necessários. “O anestesista, por exemplo, pode ter uma tela própria para verificar o abdômen do paciente, identificando se há algum sangramento”, explica Dr. Sérgio Arap, gerente médico do Sírio-Libanês.

Transmissão dos procedimentos

A tecnologia pode ser utilizada como forma de difundir conhecimento na área cirúrgica, por meio da transmissão dos procedimentos por vídeo ou teleconferência. “Além do uso com alunos dos cursos de medicina, é possível transmitir a cirurgia para qualquer congresso internacional”, explica Foga, da Siemens Healthineers.

Esse recurso também é utilizado para fins que não sejam necessariamente didáticos, como reitera Dr. Sérgio Arap, gerente médico do Sírio-Libanês. “A teleconferência pode ser usada para solucionar uma dúvida durante o intraoperatório. O cirurgião pode discutir o caso com outro cirurgião, até mesmo de outro hospital, mostrando a imagem da cirurgia e perguntando a opinião dele sobre a conduta ideal para aquele paciente”.

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