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Transformação digital é tema de debate em evento do CBEXs

A transformação digital é um assunto que está cada vez mais forte em todas os setores da área da saúde, principalmente após a publicação da Resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM) nº 2.227/18, que regulamenta e atualiza o uso da telemedicina no Brasil.

A transformação digital é um assunto que está cada vez mais forte em todas os setores da área da saúde, principalmente após a publicação da Resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM) nº 2.227/18, que regulamenta e atualiza o uso da telemedicina no Brasil. A nova regulamentação foi tema do CBEXs (Colégio Brasileiro de Executivos da Saúde), realizou o evento “Conexão CBEXs”, em São Paulo, na sede da Associação Nacional de Hospitais Privados (ANAHP), no dia 07 de janeiro.

Estiveram presentes executivos, médicos, profissionais da tecnologia da informação e convidados dos principais setores para falar sobre “O novo papel dos profissionais e instituições de saúde: transformação digital para médicos e hospitais”.

No evento, ocorreram palestras dividas em dois blocos. O primeiro trouxe o médico José Luiz do Amaral, presidente da Associação Paulista de Medicina, que abordou as necessidades e adaptações necessárias para que a telemedicina possa ocorrer conforme a realidade brasileira; e Klaiton Simão, consultor e especialista em Tecnologia da Informação e diretor associado da Folks, que falou sobre a importância da TI se abrir para compreender e falar com outros setores, permitindo que a transformação digital tenha um alcance cada vez maior.

“O tema é muito atual e em todos os eventos deste ano nós traremos debates sobre eles. Mas hoje, principalmente pelo calor do momento sobre a discussão da resolução que regula a telemedicina, acredito que foi uma discussão muito enriquecedora e esclarecedora para o setor”, comenta Francisco Balestrin, Presidente do Conselho de Administração do CBEXs.

No segundo bloco houve a participação do vice-presidente da MV, Alceu Alves da Silva, do fundador da Bionexo, Maurício Barbosa, e do diretor-executivo da Fundação CESP (Funcesp), Carlos Eduardo Soares dos Santos.

Para o vice-presidente da MV, a transformação digital é um caminho que precisa ser aberto para a evolução da saúde e uma das formas de alcançar isso será pela adoção da cultura digital da mesma maneira que outros setores fizeram, como é o exemplo dos bancos.

“É importante entendermos a transformação digital como um caminho inevitável e nós precisamos percebê-la como um meio, e não um fim. Ela é um meio para viabilizar, dentro do âmbito hospitalar, aquilo que é a essência da nossa atividade: a qualidade da assistência aos pacientes, os processos que dão segurança durante o atendimento, entre outras, para que possamos ter ganhos com processos mais rápidos, mais alinhados entre o uso dos recursos e, ao mesmo tempo, prestarmos um grande atendimento com o retorno econômico que precisamos. Nós também somos uma empresa, precisamos continuar existindo e investindo em novas tecnologias.

O vice-presidente complementa afirmando que ainda existe muita resistência em alguns setores da saúde para estas mudanças.

“Isso é curioso porque do ponto de vista dos equipamentos médicos, nós já estamos habituados com a inovação. No entanto, com o processo de gestão não é assim. Nós precisamos evitar de trabalhar a transformação digital em pequenos feudos dentro dos hospitais e transformar isso em processos integrados, em uma cultura de transformação digital que seja adotada por toda a instituição”, finaliza Alceu.

Maurício Barbosa, da Bionexo, defendeu a necessidade de investir em profissionais que possam trazer o pensamento da transformação digital da TI para os hospitais. De acordo com ele, estas pessoas também são importantes agentes de mudança neste processo.

“Os primeiros médicos digitais chegaram ao mercado de trabalho há pouco tempo. Por que tivemos essa resolução no CFM? Alguém provocou isso, e não foram os médicos ou as empresas. Foi o próprio paciente e a sociedade que estão provocando o surgimento das transformações digitais. Ninguém nos elegeu (empresas) para empurrar essas mudanças. A transformação acontecerá de acordo com a dinâmica e a natureza de cada atividade no ramo da saúde.

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