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ABIMED lança campanha para divulgar os benefícios da tecnologia de produtos médicos para pacientes, para a economia do sistema de Saúde e planejamento de políticas públicas

foto abimed01Milhões de pacientes em todo o mundo se beneficiam de tecnologias de equipamentos e produtos médico-hospitalares que salvam, prolongam e melhoram a qualidade de vida. Estudos internacionais mostram que, além de pacientes, a tecnologia é benéfica também para a economia do sistema de saúde: melhora sua eficiência e gestão, reduz tempo de internação, possibilita o diagnóstico precoce e a prevenção, tratamentos menos invasivos e menos custosos, entre inúmeros outros ganhos.

Com o objetivo de divulgar a importância da inovação e da tecnologia médica para a promoção da saúde e bem-estar da população e para todos os participantes da cadeia da saúde, a ABIMED – Associação Brasileira da Indústria de Alta Tecnologia de Produtos para Saúde lançou, no dia 28 de setembro, quarta-feira, a campanha nacional “Tecnologias que Transformam Vidas”.  O mestre de cerimônias do evento foi o produtor, repórter e apresentador de TV, Leo Madeira.

A proposta da campanha é mostrar a importância de a tecnologia ser acessível a todos e oferecer para pacientes informações e conhecimento para que possam ser cada vez coparticipantes e assumir responsabilidades sobre o seu tratamento.

Além disso, para a ABIMED, a tecnologia é uma ferramenta fundamental para ajudar os gestores da saúde a controlarem os inevitáveis aumentos de custos causados pelo envelhecimento da população e pelo perfil de doenças que ele traz. E que, para isso, deve ser prescrita e usada adequadamente para evitar desperdícios.

 “No debate entre os representantes da área da saúde sobre a inflação do setor, muitas vezes a tecnologia é apontada como responsável por boa parte dos aumentos de custos assistenciais. Os estudos internacionais mostram justamente o contrário: a inovação, além de abrir inúmeras opções para pacientes e ajudar na prevenção de doenças, contribui para controlar despesas, reduzir desperdícios e definir políticas públicas mais eficazes, que melhorem o acesso da população às inovações”, afirma Carlos Goulart, presidente executivo da ABIMED.

Estudos americanos* revelam que, nas três últimas décadas, os avanços da medicina ajudaram a acrescentar cinco anos à expectativa de vida naquele país, reduziram à metade a mortalidade decorrente de doenças cardíacas e de derrame e em mais de um terço as mortes por câncer de mama. Segundo os americanos, entre 1980 e 2010 o tempo de internação naquele país caiu 58% graças a inovações como as cirurgias minimamente invasivas, que devolvem os pacientes mais rapidamente a uma vida produtiva.

No Brasil, a comparação entre o tempo médio de internação nos hospitais da rede pública e privada também confirma essa tendência. Segundo dados do Sistema de Informações Hospitalares do SUS (SIH/SUS) do Ministério da Saúde, a média de permanência hospitalar na rede pública gira ao redor de 5,6 dias. Nos estabelecimentos filiados à Anahp (Associação Nacional de Hospitais Privados), que atendem em geral os casos de média e alta complexidade e contam em tese com mais recursos tecnológicos, o período médio de internação é de 4,2 dias. Em ambos o tempo de hospitalização vem decaindo nos últimos anos.

Segundo Goulart, a tecnologia digital, por exemplo, está transformando o setor de saúde com aplicativos móveis e outros sistemas que permitem monitorar remotamente a saúde das pessoas. Essas tendências tendem a se expandir e a produzir novos comportamentos na relação médico-paciente, trazendo soluções – como por exemplo o envio de resultados de exames por e-mail ou celular, - que podem reduzir a demanda sobre o sistema de saúde e diminuir custos.

Etapas da campanha

Com duração de dois anos, um dos propósitos da Campanha é democratizar o conhecimento sobre as tecnologias disponíveis e seus benefícios, além de gerar estudos locais sobre seu impacto para os pacientes, para a sustentabilidade econômica do sistema de saúde e para melhor planejamento de políticas públicas.  

Na primeira etapa, foi criado um hotsite – hospedado no site da ABIMED (www.abimed.org.br) – que apresenta resultados de estudos internacionais compilados pela Advamed (Advanced Medical Technology Association), entidade equivalente à ABIMED nos Estados Unidos.

Nas etapas seguintes, a iniciativa envolverá ações com todos os públicos ligados à área da saúde: produção de dados e estudos para subsidiar os gestores públicos; parcerias com sociedades médicas, hospitais, planos de saúde e associações de pacientes; coleta e filmagem de depoimentos e casos reais de pessoas que tiveram suas vidas transformadas pela tecnologia, além de ações de rua e nas mídias sociais para conscientização da população.

* Os dados mencionados são do National Center for Health Statistics. “Health, United States, 2012”, compilados pela ADVAMED.

Sobre a ABIMED

A ABIMED congrega 220 empresas de tecnologia avançada na área de equipamentos, produtos e suprimentos médico-hospitalares. As empresas associadas da ABIMED respondem por 65% do faturamento do segmento médico-hospitalar. O setor de produtos para saúde tem participação de 0,6% no PIB brasileiro, conta com mais de 13 mil empresas e gera em torno de 140 mil empregos.

Criada em 1996, a ABIMED foi pioneira no Brasil na elaboração de um Código de Conduta para as empresas do setor. É sócia-fundadora do Instituto Coalizão Saúde e membro do Conselho Consultivo do Instituto Ética Saúde. A entidade também coopera com a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e com autoridades da Saúde, fomentando a implementação de políticas e regulamentações que proporcionem à população acesso rápido a novas tecnologias e a inovações, em um ambiente ético de negócios.

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