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Demografia Médica 2018: veja os principais resultados

CFM lança nova edição da Demografia Médica

Estudo é realizado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) com colaboração institucional do próprio CFM e do Conselho Regional de Medicina de São Paulo (CREMESP).

O Conselho Federal de Medicina (CFM) disponibilizou em seu site a quarta edição da Demografia Médica 2018, pesquisa realizada pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) com colaboração institucional do próprio CFM e do Conselho Regional de Medicina de São Paulo (CREMESP) e contribuição informacional da Associação Médica Brasileira (AMB) e da Comissão Nacional de Residência Médica (CNRM).

Coordenado pelo professor Mário Scheffer, da FMUSP, o levantamento lança luz sobre diversas questões que envolvem o exercício da medicina no Brasil. Além de documentar o expressivo crescimento na quantidade de médicos no país, o estudo, entre outras informações, reafirma a grande concentração de profissionais em regiões mais desenvolvidas da federação, mostra o aumento do número de mulheres e jovens na carreira e aponta tendências na profissão para os próximos anos.

Segundo os resultados da pesquisa, quando analisados somente os dados de 2004 e a projeção para o ano de 2024 – ano em que a maior parte dos jovens que ingressaram nas universidades em 2013 se tornarão novos médicos –, a perspectiva é de que haja um crescimento de 200% no número de novos registros. A tendência é que, nos anos seguintes, os números continuem em progressão, uma vez que a quantidade de vagas em universidades cresce a cada ano, principalmente na região Sudeste.

Com relação a gênero e idade, os homens continuam sendo maioria, representando 54,4% dos 414.831 médicos em atividade em 2017. Nas faixas etárias de 40 e 44 anos, 60 e 64 anos e 70 anos ou mais eles também têm maior presença, sendo, respectivamente, de 54,8%, 62,5% e 79,5%.

O estudo, no entanto, revela que essa diferença cai a cada ano, e o país segue para uma feminização e jovenização da profissão. No geral, em média, os médicos recém-formados que participaram da pesquisa têm 27 anos e apenas 14,8% deles tinham 30 anos ou mais. Dentre os mais jovens, as mulheres já são maioria e equivalem a 57,4% do grupo de até 29 anos e 53,7% do grupo de faixa etária entre 30 e 34 anos.

Os estados do Alagoas e Rio de Janeiro são os dois únicos com a presença de mais médicas do que médicos (52,2% e 50,8%, respectivamente). Já Piauí, Amapá, Goiás e Santa Catarina são os que possuem a menor, com apenas 37%, 37,2%, 38,5% e 38,8% de profissionais mulheres, respectivamente.

Em relação à quantidade de médicos nos 27 estados e nas cinco regiões do Brasil, foi reforçada a tendência já observada nas outras três edições da pesquisa: há desigualdades na distribuição de profissionais em todo país. No Brasil, considerando uma população de mais de 200 milhões de habitantes, a média é de 2,18 médicos para cada 1.000 pessoas, mas há capitais em que a proporção é de mais de 10 profissionais para a mesma população e regiões em que não há sequer um médico para atender o mesmo número de habitantes. Como já era esperado, o Sudeste é a região que mais possui profissionais por habitante, chegando à razão 2,81. Norte e Nordeste chegam à 1,16 e 1,41, respectivamente.

O número de vagas ociosas na residência médica também é alarmante. São 58.077 vagas autorizadas pela CNMR e apenas 35.178 delas são preenchidas. Cerca de 40% das vagas não são ocupadas. Os motivos variam entre a falta de financiamento de bolsas, a infraestrutura insuficiente, a ausência de médicos orientadores e a desistência de residentes do primeiro ano.

Para mais informações, consulte o estudo neste link.

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