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Novo estudo mostra que telemedicina é um dos caminhos primordiais para atingir os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU

Além de conectar paciente e equipe médica, também permite a obtenção de uma segunda opinião e uma assistência personalizada de pacientes crônicos, idosos e gestantes de alto risco

telemedicinaOs Objetivos de Desenvolvimento Sustentável – o impulso universal para transformar nosso mundo – da Organização das Nações Unidas (ONU) estão apenas no começo de sua trajetória. Adotados em setembro do ano passado, os ODSs estabelecem um prazo até 2030 para que a humanidade vença seus principais desafios, tais como pobreza, fome e falta de água, entre outros. No caso da saúde, a meta é assegurar uma vida saudável e promover o bem-estar para todos, em todas as idades. Para cumprir este objetivo, uma das soluções é investir em telemedicina, com sistemas simples e baratos que permitam obter facilmente informações e diagnósticos dos pacientes, à distância, e colocá-los ao alcance das equipes médicas. A boa notícia é que a tecnologia descrita já existe e é desenvolvida por uma empresa brasileira: a Hi Technologies, única representante do Brasil inserida no relatório Starship Earth 2, um profundo e seja alcançado.

A Hi Technologies aparece no estudo entre gigantes globais, como Tata, Danone, Symantec, NYK, Siemens, Marks & Spencer, Iberdrola e Unilever, entre outros. De acordo com o Starship Earth 2, estas empresas estão impulsionando mudanças sustentáveis por meio de inovações, parcerias e ajustes nos modelos de negócios. O CEO da HiT, Marcus Figueredo, participou do lançamento do estudo em setembro, na sede da ONU, em Nova York, em parceria com o Global Compact, iniciativa da Organização das Nações Unidas para encorajar empresas a adotar políticas de responsabilidade social corporativa e sustentabilidade. “Uma parte do futuro já está sendo inserida em nosso presente. A Internet das Coisas, por exemplo, é técnica e economicamente viável, e, como nosso produto Milli Coraçãozinho provou, efetivamente salva vidas”, afirmou Figueredo. Desenvolvido ao longo de dez anos, o Milli Coraçãozinho já examinou mais de 170 mil recém-nascidos em hospitais no Brasil. Trata-se de um dispositivo portátil, que fornece uma maneira simples, indolor e não invasiva de monitorar os níveis de oxigênio no sangue do bebê e compartilhá-los pela internet com médicos, especialistas ou outros profissionais da saúde. Esse monitoramento é importante porque níveis de oxigênio abaixo de 95% indicam um possível defeito no coração da criança, que dificilmente é detectado no parto ou nos primeiros exames, mas que afeta uma em cada 100 crianças.

E um dos médicos que inseriram o oxímetro em sua rotina com sucesso foi o neonatologista Ênio Machado, de 53 anos. Para ele, quando saiu a obrigatoriedade do Teste do Coraçãozinho, para triagem neonatal de Cardiopatias Congênitas Críticas, em recém-nascidos, em 2013, pesquisou para saber qual era a melhor opção para a realização do exame e conheceu o aparelho da Hi Technologies para Teste do Coraçãozinho. Desde então, na Maternidade Curitiba, o teste é realizado somente por meio dele em cerca de 10 pacientes por dia. Nos três anos de uso, o médico estima que foram realizados aproximadamente 9 mil exames em pacientes da Maternidade e de outros hospitais que a indicam, pelo fato de serem mais precisos que o oxímetro convencional. 

Segundo o doutor Machado, os maiores benefícios do dispositivo são a comodidade que adiciona à rotina de trabalho e a possibilidade de armazenar os resultados e compartilhá-los com os pais. “Eu sou muito criterioso no que eu faço e posso afirmar que este tipo de tecnologia facilita o dia a dia e traz segurança ao trabalho médico, ao emitir um laudo em dois minutos com toda precisão. Desde que adotamos o aparelho, dos meus pacientes, cinco testes do coraçãozinho mostraram alterações. Quatro pacientes foram encaminhados para especialistas para a realização de exames e, em um caso específico, o diagnóstico rápido foi imprescindível para o encaminhamento de um recém-nascido para realizar uma cirurgia que salvou a vida do bebê”, exemplifica o neonatologista, doutor Machado.

Este é um exemplo de como a telemedicina pode potencializar a eficácia do atendimento médico. Além de conectar paciente e equipe médica, também permite a obtenção de uma segunda opinião e uma assistência personalizada de pacientes crônicos, idosos e gestantes de alto risco. “A telemedicina terá um papel-chave na transição para um modelo em rede que favorece a prevenção e a personalização do atendimento”, destaca Marcus.  “Os atuais sistemas de saúde, públicos ou privados, não são sustentáveis. Existem tendências inexoráveis, como o número insuficiente de médicos, o envelhecimento da população, a espiral de custos, o aumento de doenças não transmissíveis (DNT) e o declínio da eficácia dos antibióticos que, fatalmente, levarão ao colapso este modelo em alguns anos. Somente o custo das doenças crônicas tem potencial de destruir os sistemas de cuidados com a saúde", alerta. 

A Hi Technologies está agora concentrando seus esforços em tecnologias para detectar HIV, dengue, sífilis e Zika, além de monitorar o colesterol, diabetes e inúmeras outras condições de saúde. Figueredo lembra que 12 milhões de brasileiros sofrem de diabetes, mas nem todos se tratam adequadamente. "Um dos grandes desafios para que o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável relacionado com saúde seja alcançado é fazer com que o paciente se envolva com seu tratamento. Para isso, ele precisa ter mais acesso a informações sobre sua saúde", analisa Marcus. Os dispositivos da HiT são projetados para serem adquiridos também por farmácias, e não somente por hospitais. E, no futuro, por pessoas, funcionando como equipamento de home care. “Essa é nossa visão de futuro: que cada lar possa ter seu aparelho de monitoramento da saúde da família, que é um elemento fundamental para que os tratamentos sejam seguidos à risca”, detalha Marcus. 

Empoderar o paciente também irá empoderar médicos e profissionais de saúde, liberando-os para cuidar de mais pessoas, de forma mais eficaz e remotamente. Essa descentralização dos cuidados da saúde é inevitável devido à crescente falta de profissionais da área: apenas nos Estados Unidos, estima-se um déficit de um milhão de enfermeiros em 2020.

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