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Players latino-americanos apontam caminhos para a saúde em evento do Financial Times

Pela primeira vez no Brasil, o Financial Times e parceiros promoveram o encontro sobre Cuidados de saúde e Ciências biológicas na América Latina, no dia 30 de novembro, em São Paulo.
O evento reuniu os principais líderes e formadores de opinião do setor para debater as perspectivas e direcionamentos para os mercados de saúde estabelecidos na região.

Pela primeira vez no Brasil, o Financial Times e parceiros promoveram o encontro sobre Cuidados de saúde e Ciências biológicas na América Latina, no dia 30 de novembro, em São Paulo. O evento reuniu os principais líderes e formadores de opinião do setor para debater as perspectivas e direcionamentos para os mercados de saúde estabelecidos na região.

Um dos pontos chave foi a discussão sobre a cadeia produtiva de saúde na América Latina e os desafios enfrentados na tarefa de agregar valor à assistência e equilibrar custos, evitando o desaproveitamento de recursos. A inovação foi elencada como essencial para a sobrevivência em um mundo cada vez mais digital.  Contudo, como fazer isso em uma região com histórico de gestão ineficiente e constantes flutuações políticas e econômicas locais? A resposta parece estar na própria oportunidade de colaboração, acesso a dados e ampliação do diálogo que os novos tempos proporcionam. E em como serão utilizadas essas ferramentas para a criação de modelos que funcionem localmente.

Nesse sentido, os principais temas abordados foram a entrada de capital estrangeiro, uso de novas tecnologias, inteligência artificial, meios de agregar valor para assistência e profissionais, modelos de remuneração, papel das operadoras e gestão clínica.

Entre os destaques esteve a fala do ministro da Saúde, Ricardo Barros, que aposta em um modelo decentralizado de saúde no Brasil, considerando as realidades locais e contando com o apoio de parcerias.

Ele apresentou os principais programas, campanhas e ações governamentais na área, incluindo combate a mosquitos vetores de doenças, vacinação e enfermidades como Hepatite C, criticou a judicialização excessiva, além de ressaltar o foco da atual gestão na eliminação de desperdícios e informatização de todo o sistema. “Hoje financiamos a doença e não a saúde. Nós desconhecemos o que acontece na ponta do processo, pois quem nos dá informação são os contadores dos hospitais ou prefeituras. Depois da informatização global, que termina no final de 2018, o país poderá propor um modelo que priorize a saúde.”, avaliou.

De modo geral, os palestrantes do evento sinalizaram um otimismo em relação à recuperação econômica crescente do país. Embora o cenário recente tenha deixado algumas empresas receosas, o potencial de atuação e a quantidade de campos em que se pode investir ainda são atrativos.  

Se por um lado, se falou em remuneração com base em resultados como tendência mundial, por outro, se frisou a importância de manter a qualidade assistencial como prioridade e o quanto este equilíbrio ainda é difícil na região.

Outro ponto levantado foi a cultura local, que precisa ser considerada em todos os processos, como afirmou Michel Freund, sócio-operativo do Bain Capital Private Equity.  “O Brasil é enorme. É um continente do tamanho da Europa, não é a mesma coisa fazer negócio em diferentes estados. São Paulo é mais ou menos parecido com outros países, mas também é mais competitivo e exigente. Bom lugar para começar a aprender, depois expandir para outras regiões”, analisou.

Em relação às operadoras, quando teve a palavra, Leandro Fonseca, diretor-presidente da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), revelou que a tendência dos custos ainda é de se manterem elevados,  e ressaltou a necessidade de torná-los mais sustentáveis. “Não haverá espaço para ineficientes”, disse. Além de ações regulatórias, acredita na atuação do próprio mercado, incentivando, inclusive, a trazer os empregadores para o debate do sistema de saúde, como acontece Estados Unidos, por exemplo.

O evento também contou com exemplos de avanços na biomedicina, ressaltou o papel da indústria farmacêutica, retratou as ações devidas diante do envelhecimento populacional. E, principalmente, revelou uma consciência dos gestores sobre a importância da tecnologia e informatização da saúde em todos os processos,  o que apoia a gestão e a assistência nos mais variados níveis, incluindo desde demandas administrativas, burocráticas e acesso informação até apoio à decisão clínica e maior eficiência para acompanhamento de doenças, prevenção e realização de diagnósticos precisos.

Perspectivas sobre o evento e expectativas para a Hospitalar

Para Bernardo Medrado, CEO da Hill-Rom Brasil, que acompanhou de perto o encontro, há uma oportunidade de diálogo e trocas importantes para mudar o pensamento tradicional sobre a cadeia produtiva da saúde.

“Ainda há um pensamento isolado, de cada um dos seus segmentos em relação à visão do mercado. E este evento traz os maiores formadores de opinião e mostra que se está mudando a visão de como a cadeia de saúde deve funcionar e como os players podem agir. Precisamos buscar um modelo disruptivo. Que operadoras possam ver a indústria como uma parceira, não como uma incrementadora de custos, que a tecnologia da própria indústria pode ajudar na gestão pública e de hospitais privados, e, aqui, o grande valor está nesta discussão de um modelo de saúde colaborativo.”

Quanto à Hospitalar, Medrado vê na plataforma um evento robusto para ampliar a rede de relacionamentos e firmar bons acordos. “Estamos expandindo e, neste ano, mostraremos mais algumas inovações. O paciente está em contato contínuo com nossos equipamentos e produtos, tanto no hospital quanto fora dele. Em 2018, teremos um cenário econômico mais estável e enxergo muitas perspectivas”, disse.

Enrico De Vettori, líder de Life Sciences e Health Care da Deloitte no Brasil, mostrou-se entusiasmado por fazer parte do time que fez o encontro acontecer em São Paulo.  “É um orgulho trazer esse evento do Financial Times com a Deloitte. A edição latino-americana acontecia em Miami e nós queríamos trazê-la para a América Latina, efetivamente. Disputamos com o México e conseguimos fazer aqui. As inscrições têm 80% CEOs e CXOS e, mais do que isso, é muito bom conseguir reuni-los em torno da discussão desses temas atuais e relevantes, nesse formato, com microfone aberto”, comemorou.   

Para a Hospitalar, ele se mostra otimista. “Sempre falo que há uma coincidência de datas, com o início do nosso ano fiscal, portanto é a nossa plataforma de lançamento de novos produtos, soluções, um grande acontecimento para o trade como um todo. A minha expectativa é que haja mais possibilidades de negócios na feira, mais fusões e aquisições entre empresas.”, destacou.

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