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Setor de equipamentos e dispositivos médicos volta a crescer em 2017

Depois de dois anos de retração, com queda de dois dígitos no consumo aparente, o setor de produtos para saúde registrou recuperação e deverá encerrar 2017 com crescimento ao redor de 1%. O resultado foi puxado, principalmente, pelo aumento das importações, que cresceram 3,7% no acumulado de janeiro a setembro deste ano.

Depois de dois anos de retração, com queda de dois dígitos no consumo aparente, o setor de produtos para saúde registrou recuperação e deverá encerrar 2017 com crescimento ao redor de 1%. O resultado foi puxado, principalmente, pelo aumento das importações, que cresceram 3,7% no acumulado de janeiro a setembro deste ano.

Os números foram apresentados durante o painel “Saúde: Balanço 2017 e Tendências para 2018” em São Paulo, no dia 6 de novembro. O debate foi parte da programação do encontro anual da Associação Brasileira da Indústria de Alta Tecnologia de Produtos para Saúde (Abimed), que reuniu autoridades e lideranças de saúde dos setores público e privado do país.

“O perfil das importações revela que a retomada ocorreu mais em função da necessidade de repor produtos por parte dos estabelecimentos de saúde do que em decorrência de novos investimentos – o que se espera que volte a acontecer em 2018. O segmento que registrou maior aumento de importações, com índices ao redor de 15%, foi o de materiais, suprimentos e mobiliário. Já a compra de equipamentos, que ocorre quando os prestadores de serviço investem na atualização ou expansão do parque, não registrou resultados expressivos”, explicou Carlos Goulart, presidente da Abimed.

Os dados de emprego também foram positivos, com a geração, até setembro passado, de 2.253 novos postos de trabalho nas atividades industriais e comerciais. Com esse acréscimo, o total de trabalhadores no setor se elevou a 134,4 mil – um crescimento de 1,7% no acumulado do ano, que acompanhou a retomada de empregos nos demais setores do mercado formal de trabalho do país.

Já as exportações recuaram 7,7% nos nove meses do ano, exceto nas áreas de cardiologia, diagnóstico por imagem e oftalmologia, que cresceram 42%, 30% e 9,5% respectivamente. Já a produção local de instrumentos e materiais para uso médico e odontológico, durante o mesmo período, recuou 2,3%, enquanto as vendas cresceram cerca de 1% no mesmo período.

Debate

O evento contou com as participações de Antonio José Rodrigues Pereira, superintendente do Hospital das Clínicas de São Paulo; Dirceu Barbano, consultor da B2CD e ex-diretor-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa); Francisco Balestrin, presidente do Conselho de Administração da Associação Nacional dos Hospitais Privados (Anahp); e Gonzalo Vecina, professor-assistente da Faculdade de Saúde Pública da USP e ex-superintendente Corporativo do Hospital Sírio-Libanês.

O diretor de estratégia, Rodrigo Moreira, e o presidente, Jean-François Quentin, ambos da UBM Brazil, estiveram presentes na oportunidade. “Encontros como esse são fundamentais para termos um termômetro do setor, principalmente os que envolvem tecnologia e impulsionam a saúde brasileira”, destacou Quentin.

O debate girou em torno da crise econômica e política em 2017 e como isso afetou a área da saúde, e, ao mesmo tempo, de transformações que devem ocorrer em 2018. Melhoria da gestão, aprimoramento do modelo assistencial, ética, mudanças no modelo de remuneração, Saúde 4.0 foram temas que pautaram as discussões e que devem se aprofundar ano que vem. “A crise criou uma necessidade de melhorarmos a gestão e a transparência e gerou uma cultura de resultados que veio para ficar”, afirmou Rodrigues Pereira.

Para Vecina, uma das questões fundamentais em 2018 será discutir o tipo de assistência que o país quer prestar. Segundo Barbano, temas estruturais da saúde como esse precisam envolver o Sistema Único de Saúde (SUS) que, a seu ver, se afastou dos debates. Já Balestrin afirmou que, em 2017, ficou claro que o futuro chegou. “Vivemos uma fase de transição.  A visão de saúde que tínhamos não será mais a mesma e em 2018 teremos que enfrentar as grandes questões da saúde.”

Novo Conselho

Após quatro anos no comando da Abimed, Fabrício Campolina, presidente do Conselho de Administração, fez um balanço da sua gestão, apontando marcos importantes de crescimento e reposicionamento institucional da associação, como o aumento de 80% no número de associados, acordos de cooperação com o Ministério da Saúde e Anvisa, a realização de campanhas em prol da inovação e do acesso da população a novas tecnologias e o fomento da ética e da transparência no setor de produtos para saúde.

Campolina também apresentou os dirigentes que assumirão o Conselho da Administração da Abimed a partir de 1º de janeiro de 2018. Confira:

Felipe Kietzmann – Presidente da Abimed e Diretor de Compliance para América Latina e Caribe da Alcon/Novartis

Renato Carvalho - Vice-presidente Abimed e CEO da Philips Brasil

Pedro Stern - Diretor Tesoureiro Abimed e presidente do Conselho Consultivo da Sonova do Brasil

Adriano Caldas – Diretor da Abimed e CEO da J&J Medical Devices no Brasil

Armando Lopes – Diretor da Abimed e CEO da Siemens Healthineers no Brasil

Fabrizio Signorin – Diretor da Abimed e presidente para a América Latina da Stryker

Miguel Velandia – Diretor da Abimed e vice-Presidente Brasil da Medtronic

Neide Kawabata – Diretora da Abimed e presidente da B. Braun

Simone Agra – Diretora da Abimed e gerente-geral para a América Latina da Edwards

Walban Damasceno de Souza – Diretor da Abimed e diretor de Assuntos Corporativos, Relações Governamentais, Responsabilidade Social e Relações Públicas da BD

William Krinickas – Diretor da Abimed e vice-Presidente/gerente-geral – Brasil da Boston Scientific

Por vídeo, o novo presidente, Felipe Kietzmann, apontou as prioridades de sua futura gestão e destacou que a Abimed continuará a trabalhar ativamente para reforçar o valor da tecnologia e a ética no setor.

Código de Conduta

Durante o encontro, a Abimed lançou a quinta versão do Código de Conduta. A primeira foi elaborada em 2006 e, desde então, vem sendo revisada periodicamente para se adequar às melhores práticas nacionais e internacionais de ética.

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