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Desafios da cadeia de suprimentos para levar vacina para todo o Brasil

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Vando de Jesus, diretor Comercial da Atento Express, explica a logística adequada para armazenamento e transporte seguro das vacinas

No dia 17 de janeiro foi aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) o uso emergencial da Coronavac, vacina contra o novo coronavírus que é produzida pelo Instituto Butantan em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac, e a vacina de Oxford-AstraZeneca.

Com isso, do questionamento da capacidade do Brasil de produzir essas vacinas, há também dúvidas sobre como essas vacinas chegarão ao povo brasileiro.

O fornecimento da vacina contra a COVID-19 representa um desafio claro: a importância da cadeia de suprimentos para fazer com que chegue até nos locais mais remotos. Enfrentar esse desafio estão nas mãos dos governos, mas empresas de logística têm o expertise necessário para auxiliar nessa missão

Conversamos com Vando de Jesus, diretor Comercial da Atento Express, empresa de logística expositora da Hospitalar, que nos deu detalhes dos desafios que o país terá pela frente. Confira na íntegra:

Hospitalar:  A vacina é um produto perecível, o que exige condições de armazenamento apropriadas. Como são armazenadas as vacinas?

Vando de Jesus: Sim as vacinas são produtos perecíveis podendo ter variações de temperatura. O armazenamento, via de regra, deve ocorrer em áreas ou equipamentos refrigerados e qualificados termicamente. Além disso, é de extrema importância que tais locais tenham uma fonte de energia alternativa, como um gerador, para os casos de falta ou falhas na fonte de energia principal. São nestas áreas ou equipamentos que são armazenadas as vacinas, nestes locais a faixa de temperatura que o produto exige é extremamente controlada e nos casos de alterações além dos limites preestabelecidos, alarmes são acionados e medidas corretivas e preventivas são tomadas.  As vacinas, desde do início da expedição, passam por um processo de embalo onde são armazenadas em caixas de isopor adequado e gelo qualificado, pois no Brasil temos regiões onde a temperatura ultrapassa os 40 ºC e esta embalagem deve suportar no mínimo 48 horas em condições extremas.

Hospitalar: Quais são os meios de transporte utilizados para fazer com que após devidamente embaladas, cheguem com segurança até seu destino?

Vando de Jesus: No Brasil, o modal mais utilizado para movimentação de cargas da área da saúde é o rodoviário, mas para a distribuição das vacinas será necessário a utilização de outros modais, como o aéreo e marítimo, principalmente para a região norte e nordeste. É importante dizer que a questão da segurança está mais ligada ao meio de transporte qualificado do que ao modal propriamente. O transporte deve ser feito por veículos adequados (refrigerados) respeitando a temperatura indicada pelo fabricante e aliado às boas práticas de manuseio e transporte que devem ser observados durante toda operação até seu destino.

Hospitalar: Há uma articulação entre as empresas de logística, associações e governo para que o transporte seja adequado e rápido?

Vando de Jesus:  Até onde sabemos não houve uma busca emergencial para que empresas privadas de logística pudessem fazer o transporte das vacinas. Como o momento é delicado e sigiloso para o armazenamento da vacina contra a COVID-19, acreditamos que o governo tenha feito o transporte de insumos e da própria vacina por meio do exército e aeronáutica, com ajuda de aviões de companhias aéreas privadas de forma gratuita.

Enquanto aguardam pelo evento, expositores e participantes podem já mergulhar nos conteúdos de qualidade que estão disponíveis na 2ª edição do Podcast Saúde Business, com convidados referência debatendo as principais tendências do setor de saúde.

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