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Gestão e liderança no centro dos debates no terceiro dia da Digital Journey by Hospitalar

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A principal questão debatida no terceiro dia da Digital Journey by Hospitalar foi: como a gestão e liderança da saúde podem contribuir para ofertar melhores serviços e produtos à população?

A programação foi inteiramente planejada com foco no trabalho da comunidade de Gestão e Liderança. Incluiu assuntos como educação corporativa, ESG, perfil da liderança no futuro e demais temáticas que envolvem o dia a dia da alta gestão do setor de saúde.

Veja, abaixo, os principais conteúdos do dia 18 de agosto na Digital Journey by Hospitalar.

Entrevista: Desafio de gestão de pessoas no setor hospitalar no pós-pandemia

A pandemia de covid-19 evidenciou uma situação que já vinha sendo percebida há algum tempo – a exaustão dos profissionais de saúde e uma iminente escassez de mão de obra no futuro. No último ano, observamos um dos mais altos índices de burnout no setor da saúde, descontentamento dos profissionais – muitos desistindo da carreira – aumento significativo de doenças mentais entre os profissionais e um clamor por reconhecimento.

Diante desse cenário, Evelyn Tiburzio, Diretora Técnica da Associação Nacional de Hospitais Privados (ANAHP) entrevistou Raquel Oliveira, Gestora estratégica de pessoas do Hospital Albert Sabin de Juiz de Fora; e Paulo Bastian, Executivo da Saúde e Senior Advisor para falar sobre o desafio da gestão de pessoas, particularmente nos últimos meses da pandemia.

Evelyn definiu quatro pilares para nortear as perguntas: comunicação; saúde mental; tecnologia e inovação; e capacitação. Raquel foi a primeira a responder e ressaltou que a pandemia trouxe protagonismo aos funcionários de saúde. Ela colocou a questão sobre como motivar essas pessoas que já entregaram tudo de si nos últimos meses.

“Essa questão é importantíssima, e percebemos que o caminho é a participação da alta gestão dentro dos processos”, afirmou Raquel. De acordo com ela, o exemplo da liderança é fundamental para a manutenção da motivação das pessoas porque a liderança tem de dar ferramentas aos liderados e transmitir segurança, pois na pandemia todos ficaram inseguros.

Já para Paulo, o principal caminho é a comunicação. Ele citou que no Hospital Oswaldo Cruz, onde trabalhava, 15% do corpo de cerca de 4.000 funcionários passaram para o home office. “A boa comunicação é muito importante, principalmente, porque as pessoas estavam distantes, mas tinham que estar próximas da liderança para transmitir os objetivos de forma clara aos médicos, pacientes e prestadores de serviço”, explicou.

A pandemia promoveu agilidade e acelerou o tempo da transformação no âmbito da tecnologia. “Por isso, não podemos deixar de usar a tecnologia a favor da agilidade de condução da prática de gestão de pessoas e com o objetivo de acelerar processos”, ressaltou Raquel.

Ambos os entrevistados concordaram que a grande questão é a participação da liderança nos processos. Além disso, muitas vezes os colaboradores não têm as ferramentas adequadas para executar seus ofícios nas empresas, portanto, a alta liderança precisa apoiá-los a fim de que eles correspondam às demandas. “Isso transmite segurança e apoio para que as pessoas se sintam incluídas no processo de gestão”, afirmou Paulo.

A entrevista completa pode ser acessada na Hospitalar Hub, onde todo o conteúdo fica disponível um dia após o evento.

Painel de Debate: Projeto Redução do Custo Brasil e os impactos na Saúde

No segundo evento da noite, discutiu-se o projeto Redução do Custo Brasil, plano publicado em maio de 2021 pelo Ministério da Economia para o enfrentamento das dificuldades estruturais, burocráticas e econômicas que encarecem e dificultam o desenvolvimento nacional. Dirceu Barbano, Diretor Científico do SindHosp (Sindicato dos Hospitais, Clínicas e Laboratórios do Estado de São Paulo) foi o mediador do debate entre Jorge Lima, Secretário de Desenvolvimento da Indústria, Comércio, Serviços e Inovação do Ministério da Economia e Fernando Torelly, Superintendente corporativo e CEO do HCor.

O debate referiu-se ao trabalho realizado pela Secretaria Especial de Produtividade e Competitividade (SEPEC) e pelo setor produtivo, que calcularam o chamado Custo Brasil. Nesse estudo, foi apontada uma dificuldade adicional em torno de R$ 1,5 trilhão, o equivalente, à época, a 22% do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil. “Percebemos que o Brasil joga fora R$ 1,5 trilhão por ano”, explicou Jorge Lima.

A partir disso, iniciou-se um processo de grande transformação na competitividade e produtividade do Brasil, evidenciando e medindo os componentes de cada deficiência que causam perdas para as empresas brasileiras. O novo processo é baseado no diálogo com o setor privado, por meio da disponibilização de ferramentas para recebimento e acompanhamento de proposições de políticas públicas da sociedade civil de forma objetiva e detalhada.

Jorge Lima afirmou que os setores produtivo, executivo e o congresso têm que ser um triângulo equilátero. “O estado que trabalha para o setor produtivo, e não o contrário”, disse.

Para ele, o Brasil precisa trabalhar nas reformas estruturantes e o executivo precisa estar muito perto desse processo.  “O grande problema é que as pessoas não entendem que há projetos que dão resultados em um dia, e outros que demoram anos, por isso é necessário  começar essa mudança agora.”

Fernando Torelly deu o ponto de vista do setor de saúde. “A saúde no Brasil e no mundo, por não estar preparada, de alguma forma contribuiu muito para impactar a atividade econômica”, afirmou. Ele ressaltou que a infraestrutura não estava pronta, a indústria de insumos hospitalares também não e tudo isso impacta na capacidade de atendimento à população e enfrentamento da pandemia, aumentando o custo e gerando um risco de escassez muito grande.

Outro ponto lembrado foi a suspensão de tratamentos na pandemia, além do fato de que muitos brasileiros ficaram fora do mercado produtivo por estarem em filas esperando procedimentos. “O segmento de saúde suplementar, por exemplo, precisa de uma economia que emprega, pois sem emprego as pessoas não pagam plano de saúde”, disse.

Fernando ainda fez questão de frisar que quanto mais forte é a saúde suplementar, menos sobrecarregado fica o Sistema Único de Saúde (SUS). “Temos que encontrar uma forma de tirar os hospitais de situações financeiras ruins, criando linhas de financiamento que entendam a saúde como estratégica”, concluiu.

O debate completo já está disponível no Hospitalar Hub! Acesse e veja na íntegra esse e outros conteúdos.

Keynote: Se todos sabem que o modelo de remuneração do setor precisa ser revisto, por que é tão difícil mudar?

No último evento da noite (com exceção da Sala Comunidade, onde espectadores fazem perguntas a palestrantes), Adriano Londres, fundador e sócio da Arquitetos da Saúde trouxe a percepção baseada em sua vivência sobre o modelo de remuneração atual.

“A minha percepção é baseada em três Cs: confiança, competência e conjuntura”, afirmou Adriano. Para ele, confiança se constrói a partir de pessoas e a falta de confiança é o principal motivo para caminharmos com menor velocidade na questão dos modelos de remuneração. "Esse é o caminho que deveríamos caminhar na relação entre operadoras e prestadores”, ressaltou.

Para Adriano, ter o conhecimento específico não é sinal de competência. “Conhecimento nós temos, mas precisamos desenvolver habilidades e ter atitude”, reforçou. A respeito da conjuntura, Adriano acredita que poderíamos ter avançado muito mais do que avançamos.

Adriano explicou que dois terços da conta da saúde suplementar é paga pelo contratante e o crescimento do setor gera um grande fluxo de renda. “O aumento de custo é consequência da ineficiência e dos desperdícios e quem paga a conta da nossa lentidão é o contratante do seguro de saúde”, enfatizou.

Para responder essa questão sobre novos modelos de remuneração Adriano acredita nas pequenas ações para mudar. “Se fosse fácil mudar, já tínhamos mudado e o grande problema das operadoras é que o dinheiro está no centro de tudo, quando na verdade é o paciente que deveria estar”, concluiu.

O conteúdo completo você consegue acessar no Hospitalar Hub.

2ª edição da Digital Journey 

A jornada de conteúdo ocorre de 16 a 30 de agosto na Hospitalar Hub, plataforma on-line que promove oportunidades de troca de conhecimento e de networking para futuros negócios. Serão duas semanas de palestras e debates, cada uma direcionada a uma comunidade do setor da saúde.

O público poderá entrar em contato com os principais players do mercado e participar de debates com especialistas de diferentes áreas: Tecnologia, Inovação, Atenção Domiciliar, Gestão e Engenharia Clínica, entre outras.

Garanta aqui a sua participação gratuita e saiba mais sobre a 2ª edição da Digital Journey by Hospitalar.

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