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Comunidade de Atenção Domiciliar e Reabilitação discute os desafios do setor na Digital Journey by Hospitalar

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No terceiro dia de Digital Journey, 6 de maio, a comunidade de Atenção Domiciliar e Reabilitação discutiu os avanços tecnológicos neste ambiente alavancados pela pandemia do coronavírus e como foi a aceitação destes avanços pelas entidades operadoras de saúde.

A Digital Journey by Hospitalar acontece entre os dias 4 e 20 de maio. O encontro ganha ainda mais alcance e relevância por ser de forma 100% online e traz conteúdos especializados com temas relevantes para cada comunidade do setor de saúde, contando também com uma plataforma que disponibilizará experiências de networking para oportunidades de novos negócios. Todo o conteúdo está disponível on demand e pode ser acessado gratuitamente. Basta realizar a inscrição aqui.

No terceiro dia de Digital Journey, 6 de maio, a comunidade de Atenção Domiciliar e Reabilitação discutiu os avanços tecnológicos neste ambiente alavancados pela pandemia do coronavírus e como foi a aceitação destes avanços pelas entidades operadoras de saúde. Veja os destaques da noite.

Conectividade desafiando a avaliação funcional do sono

Abrindo a noite de quinta-feira, Marcel Simis, médico fisiatra, neurologista e neurofisiologista, Chefe do Laboratório de Neuromodulação do IMREA HCFMUSP na Rede de Reabilitação Lucy Montoro e Diretor do Instituto do Sono de Sorocaba, contextualizou o sono, as doenças relacionadas e as formas de avaliação.

Na palestra, Marcel comentou os principais fatores que regulam o sono, que são os ritmos circadianos, a homeostase sono-vigília, e as influências cognitivo-comportamentais. Além disso, mencionou as principais doenças do sono, que são a insônia, desordens do sono relacionadas a respiração (Apneias), sonolência excessiva, desordens do sono relacionadas ao ritmo circadiano, parassonias (pesadelos) e os distúrbios do movimento relacionado ao sono.

As principais delas são a insônia, que acomete 32% da população mundial, e a Apneia Obstrutiva do Sono, que acomete 32,8% da população. A grande incidência dessas doenças é uma questão evolutiva. “Com o aumento da expectativa de vida da população humana, acaba acontecendo alterações residuais, de colágeno, que predispõem obstrução das vias aéreas superiores, resultando em uma maior predisposição à apneia do sono, por exemplo”, explicou Marcel.

As doenças do sono podem resultar em doenças cardiovasculares, diabetes, obesidade, declínios cognitivos, doenças neurodegenerativas, alterações neuropsiquiátricas, câncer e até mudar a resposta imune da vacinação da gripe, como apontam alguns estudos.

O exame de polissonografia é o exame onde são colocados diversos sensores enquanto o paciente dorme para mapear as principais doenças do sono. Este exame é um exame eficiente, mas possui um custo elevado e, portanto, um menor acesso e é um exame desconfortável para o paciente que tem que dormir cheio de sensores.



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Com isso, abrem-se possibilidades para o que está por vir: os diferentes tipos de sensores novos e o potencial deles. Entre eles:

  • Impulse-Radio Ultra-Widebande (IR-UWB) Radar Technology: Um radar que capta qualquer movimento na cama e, possivelmente, dá informações semelhantes a polissonografia sem necessidade de tantos sensores.
  • Oxímetro especial: Dispositivo que mede a oxigenação do sangue que o paciente leva para casa de modo a realizar uma triagem (não o diagnóstico) da Apneia do Sono.
  • SmartBeds: As camas inteligentes têm sensores que coletam informações sobre o tempo que a pessoa ficou na cama, quantas horas ela dormiu, estimativa do sono profundo e as diferentes fases do sono.
  • Smartwatches: Os relógios inteligentes monitoram atividades físicas, ritmos circadianos, pressão arterial, saturação do oxigênio, fases do sono, entre outros.
  • Eletro Encéfalos: Dispositivos de acesso remoto que captam atividades cerebrais e diferenciam os estágios do sono.
  • NeuraLink: Interface cérebro máquina.

Marcel vê o futuro com otimismo e essas novas possibilidades de estudos do cérebro são muito importantes e promissoras. “O que vai mudar é essa questão de a gente deixar de fazer um exame para comprovar uma doença, mas sim passar a fazer uma avaliação contínua do paciente”, completou. 

Como o modelo de transição e continuidade de cuidados avançou durante a epidemia

No segundo evento da noite, às 18h50, Christina Ribeiro, Consultora em gestão de Serviços de Transição e Continuidade de Cuidados nos Serviços de Saúde Home & Personal Care abriu o debate falando sobre o momento atual e os desafios enfrentados.

Christina explicou que até o início de 2020, quando teve início a pandemia no Brasil, contávamos com uma oferta crescente de serviços de atenção domiciliar nos setores público e privado e as unidades de transição já ganhavam espaço na composição do modelo e fluxo da continuidade de cuidados, principalmente com os objetivos de cuidados de casos complexos, cuidados de longa-permanência e também de finitude. Com o cenário pandêmico, o aumento da demanda hospitalar e de outras instâncias assistenciais tornou essa questão ainda mais relevante. A agilização da transição entre os níveis de cuidado primário, secundário, agudos e pós-agudos se tornou ainda mais desafiador e, por isso, a maior comunicação e integração entre as ações e os serviços tornou- se essencial.

Mariana Borges, Referência técnica da Coordenação Geral de Atenção Hospitalar e Domiciliar (CGAHD/DAHU/SAES) do Ministério da Saúde foi a primeira a falar e começou falando de um dos principais princípios do Sistema Único de Saúde (SUS): a continuidade. Mariana ressaltou que a pandemia veio para questionar o modelo hospitalocêntrico e que uma das maiores riquezas do SUS é a Rede de Saúde.

Na questão da Atenção Domiciliar, o SUS tem o programa Melhore em Casa, que interna pacientes em seus domicílios com equipes exclusivas para isso. O programa está ao alcance de 40% da população brasileira, presente em 638 municípios, com 1555 equipes multiprofissionais de atenção domiciliar e equipes multiprofissionais de apoio (EMADs e EMAPs). “A possibilidade de fazer a transição correta é fundamental e fazer isso num país da dimensão do nosso, da diversidade do nosso e da intensidade de implantação dessa rede de atenção à saúde que une todos os serviços de atenção primária, secundária e terciária é um grande e imenso quebra-cabeça”, ressaltou Mariana.

Luiz Felipe Fabi, Gerente Médico da Carteira de Crônicos da Prevent Senior, foi o segundo a falar. A Prevent Senior trouxe os quatro atributos da atenção primária em saúde para dentro da empresa, que são o acesso, a longitudinalidade, a integralidade e a coordenação da atenção. “Foi um desafio conseguir pegar esses quatro atributos da atenção primária, os essenciais, e não esquecer dos 3 derivados (competência configural, dinâmica familiar e a dinâmica dos cuidados) e colocar isso dentro do cenário do particular”, explicou Luiz.

Luiz explica que para entregar um serviço de atenção domiciliar, a Prevent Senior elegeu 3 pilares intra-hospitalares e 5 pilares pós-hospitalares. Dentro do hospital o primeiro pilar é a necessidade de um enfermeiro clínico, que basicamente é um coaching de saúde que vai montar as metas atingíveis pro paciente dentro do primeiro dia de internação e identificar quem é o cuidador daquele paciente.

O segundo pilar é o cuidador. O enfermeiro clínico pega essa pessoa e começa a capacitá-la durante o período de internação, em um atendimento customizado, desenhando a linha de cuidado desse paciente direta (do paciente) e indireta (do familiar/cuidador) e começando a montar uma rede e um suporte de apoio. O terceiro pilar é a customização terapêutica, visto que ninguém é igual a ninguém. Na saída do paciente, o enfermeiro clínico pensa na reabilitação global de forma que o desfecho clínico dessa transição do cuidado seja segura.

A partir destes 3 pilares, os 5 pilares pós hospitalares tornam-se possíveis, que são: cuidados domiciliares, leitos de transição, centro de reabilitação, educação permanente do cuidador previamente identificado e a dinâmica familiar.

Cláudia Pedrosa, Presidente do Enconsad, Encontro Nacional de Serviços de Atenção Domiciliar foi a terceira a falar e ressaltou a importância de entender o papel do cuidador. A Enconsad pensa na atenção domiciliar em 3 momentos: comunicação, acolhimento de ambas as partes (cuidador e familiar) e o cuidado em si. “ O novo modelo a se aplicar era realmente não só conhecer o papel do cuidador, mas como educar esse cuidador para ele receber bem a orientação do hospital e realizar os cuidados em casa e conduzir junto com a equipe multiprofissional, presentes via teleconferência, exercícios necessários”, explicou Cláudia.

Após estas breves apresentações, a mediadora Christina Ribeiro e os espectadores fizeram perguntas. O debate completo está disponível na plataforma da Digital Journey by Hospitalar.

Movimento In Home Saúde em Casa

Às 19h50 aconteceu o Industry Talks, onde Carlos Hiran Goes de Souza, Editor-chefe do canal in-Home Saúde em Casa e VP e CEO da American Accreditation Comission Internacional – AACI Portugal & Brazil apresentou o canal de comunicação In-Home Saúde em Casa.

Carlos falou sobre como a pandemia encasulou e transformou os ambientes de cuidados e transformou os modelos assistenciais. “A pandemia não se mostra diferente de outros marcos de passagem da história da humanidade, mas pode ser considerada hoje o maior fenômeno acelerador de tendências do mundo contemporâneo”, explicou.

Nos anos 80, começou a surgir uma tendência pela reclusão ou encasulamento associada à procura das pessoas pelo bem estar, pela segurança individual e familiar e pelos valores que as facilidades digitais daquele momento começavam a trazer para próximo das pessoas. Todo o tipo de qualidade de lazer, de serviços e, principalmente a comodidade de se comprar e de se trabalhar em casa. Essa tendência só foi alavancada pela pandemia.

Hoje, o home care é considerado não apenas como uma via alternativa, mas como uma necessidade urgente para suportar os impactos causados na economia e no funcionamento dos sistemas de saúde na totalidade. “A pandemia adicionou fatores humanos novos a esse processo de encasulamento prolongado que derivou no modelo In-Home de consumo e prestação de cuidados de saúde centrados no indivíduo”, explicou Carlos.

In-Home Saúde em Casa é um canal de comunicação integrada que oportuniza a construção de um diálogo contínuo, com o propósito de ser um valioso instrumento de informação qualificada para empresas, profissionais e autoridades do segmento da Atenção Domiciliar.

Carlos concluiu explicando que a ideia do lar como centro de cuidados de bem-estar foi fortalecida significativamente com a viabilidade da população em receber serviços multidisciplinares, exclusivos e personalizados, baseados em princípios de humanização e protocolos assistenciais seguros e de qualidade.

Toda a programação e os conteúdos na íntegra da Digital Journey by Hospitalar podem ser conferidos on demand realizando a inscrição gratuita.

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