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Mercado farmacêutico: “O Brasil nunca esteve tão bem quanto hoje”, afirma diretor da IQVIA

Mesmo em um cenário de incertezas, o mercado farmacêutico está com boas projeções para o futuro.

Dados apresentados pela Associação Brasileira de Distribuição e Logística de Produtos Farmacêuticos (Abradilan), no Fórum Virtual sobre Cenário e Perspectivas do Mercado Farmacêutico, apontam que mesmo a demanda tendo diminuído, os estoques continuam sendo repostos.

Para o diretor sênior da IQVIA, Edu Rocha, o Brasil nunca esteve tão bem quanto hoje. A projeção da empresa é que o mercado farmacêutico registre crescimento constante em unidades de medicados. Para ele, o grande aumento está no sell-in, recomposição de estoque.

A demanda não está respondendo da melhor forma, sobretudo porque a onda de realizar estoques em casa, por grande parte das famílias brasileiras, acabou. Mas os estoques de farmácias estão sendo repostos e se o inverno chegar com força, de acordo com as quedas de temperaturas vividas nos últimos tempos, tende a crescer ainda mais, o que é muito bom”, completa Edu Rocha.

Olhando para o futuro, o empresário alega que temos que ficar de olho na pirâmide demográfica. São quase um milhão de pessoas com mais de 60 anos entrando para essa estatística todos os anos. Essas pessoas chegam à idade com pelo menos duas doenças crônicas. Aos 75 anos, elas vão apresentar pelo menos quatro doenças crônicas. Pensando no consumo de medicamentos, 42% desses idosos vão ter que tomar cinco ou mais medicamentos e 23% vão fazer uso de até cinco medicamentos. “Tudo isso vai exigir muito esforço da indústria e da distribuição para esse atendimento”, completa Edu.

A IQVA fez uma previsão para o mercado farmacêutico brasileiro, levando em conta três cenários:

  • menor impacto (término da quarentena, desemprego estável e atividades retornando) o crescimento será de 7,3% esse ano;
  • médio impacto (quarentena por mais tempo, desemprego e lockdown nas cidades menores), crescimento de 4%;
  • alto impacto (isolamento se arrasta até o fim do ano, milhões de desempregados, lockdown nas cidades maiores), crescimento de 1,9%.

Independentemente das previsões, o cenário ainda é novo e muito incerto. O presidente da Abradilan, Vinicius de Andrade, comenta que o que mais exige atenção é não saber quando tudo isso vai acabar e qual o período de crise que ainda vem pela frente.

Vinicius recomenda olhar para a gestão para fazer com que os negócios prosperem. Ele lembra que, para o futuro, não se pode deixar que a dificuldade de receita faça com que se tenha perda de margem. “Muita atenção ao fluxo de caixa, como prevenção para um cenário futuro incerto. Além disso, foco na gestão do estoque, para não comprar demais, nem de menos, sobretudo quando há perda de repasse de descontos e oscilação em demanda”, finaliza.

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