200704_medicina diagnostica_sug02.jpg

Medicina diagnóstica é tema de webinar

Confira o que aconteceu nesse debate promovido pelo Saúde Business

A medicina diagnóstica e as inovações em testagem da COVID-19 foi o tema do webinar promovido pelo Saúde Business, da Informa Markets. O debate teve como moderadora a diretora-executiva da Abramed, Priscilla Franklin Martins, e contou com a participação Emerson Gasparetto, vice-presidente da DASA; Guilherme Ambar, CEO da Seegene Brazil; e Jeane Tsuisui, diretora-executiva de negócios do Grupo Fleury.

Para a moderadora do evento, o sistema de saúde diagnóstico foi e continua sendo protagonista na luta contra o coronavírus. “Muitas vezes fomos negligenciados como parte do sistema e, agora, a pandemia colocou um holofote sobre o segmento de diagnóstico e todos, inclusive a população geral, conseguem enxergar nosso valor”, declarou.

Para contextualizar a rápida resposta do setor frente a essa crise, Priscilla pediu que Emerson falasse sobre como a Dasa se organizou para responder rapidamente a essa nova demanda de exame para uma doença ainda desconhecida. Para ele, a empresa passou bem pela crise, dentro daquilo que era possível. Eles estão mais confortáveis para lidar com o que vem pela frente porque, mesmo com os fatores imprevisíveis, manter o foco no paciente e em seus colaboradores é fundamental. 

A criação de um comitê de crise foi fundamental para o sucesso da Dasa. Durante este momento de pandemia, nós conseguimos ficar unidos e tomar decisões focadas no bem de nossos clientes e colaboradores. Nosso senso de urgência foi essencial para tomar decisões rápidas”, completa Emerson. 

O vice-presidente da Dasa ainda fala sobre a dificuldade em realizar as testagens na população brasileira, graças ao extenso território que temos. E também comentou sobre a importância de conhecimentos técnicos para a excelência da área da saúde. 

Novidades nos testes

Em outro momento da conversa, a Priscila pede que Jeane fale sobre o novo teste por proteômica, que permite diagnosticar casos agudos da COVID-19. Jeane comenta sobre os diferentes tipos de testes que existem e quais as suas indicações, como o teste rápido, de RT-PCR e molecular. Sobre o teste totalmente novo, com método extremamente específico, ela diz que sua indicação e procedimento são similares aos testes moleculares, no entanto a amostra não precisa ser conservada em temperatura específica, pode ser armazenada em temperatura ambiente. 

Assim como o teste molecular, o teste por proteômica tem a mesma indicação para a fase aguda da infecção. No entanto, o que o Fleury desenvolveu foi algo inédito no mundo, porque as amostras podem ser colhidas em todos os lugares e levadas a algum centro de testagem sem se degradar. Este método identifica a presença da proteína do vírus, o que gera maior estabilidade. 

Eu costumo falar que eu sou uma otimista, também olhando todo esse aspecto do quanto trouxemos novas soluções e quanto temos por olhar para todas as soluções digitais, porque a gente vai ter que se reinventar para esse novo momento que estamos vivendo. Eu acho que a tecnologia vem e vem para ficar. E que no futuro, a gente consiga incorporar tecnologias para trazer saúde para todo mundo”, finaliza Jeane. 

Parecerias foram aliadas no combate à crise

Na oportunidade participou também o CEO da Seegene Brazil, Guilherme Ambar. A empresa sul-coreana de biologia molecular vem ganhando espaço no mercado de saúde brasileiro, principalmente depois que a OMS (Organização Mundial de Saúde) definiu este tipo de teste como o padrão ouro para a testagem da COVID-19, mesmo sendo um teste de alta complexidade e realizado em poucos lugares. Ele comentou sobre as dificuldades que a empresa encontrou para entrar no mercado brasileiro há um ano e sobre como a empresa investe em tecnologia, buscando patentear todos os produtos usados no processo de testagem, da sonda até o software de análise de resultados. 

Ambar destaca que o país estava despreparado para atender às demandas de testagens e como os insumos relacionados ao diagnóstico estavam em falta no mundo todo. Para ele, mais laboratórios focados na tecnologia molecular vão surgir e continuar funcionando depois que a pandemia passar. “A gente precisa ter uma estrutura montada, precisa, cada vez mais, de laboratórios aptos a realizar testagens com excelência. Acho que o que ficou mais evidente nessa crise é que é impossível fazer tudo sozinho, parcerias são importantes. A gente teve que fazer escolhas e parcerias. Desde o começo da pandemia, a Seedene decidiu que queria oferecer soluções, e não problemas”, desabafa Guilherme. 

Jeane também destacou durante o webinar as parcerias que o Fleury está fazendo para realizar a avaliação epidemiológica da população de São Paulo, além de outra importante parceria com o Ibope Inteligência, que está em sua segunda fase.

Não perca as próximas lives!

Durante todo o mês de julho o Saúde Business está realizando uma série de webinars em parceria com os eventos Hospitalar, SBF e HIS. 

No dia 16, especialistas do setor irão se reunir para discutir o tema determinantes sociais da saúde: como a tecnologia pode ajudar, às17h, e para fechar o ciclo de lives do mês, no dia 30, também às 17h, você confere Experiências Internacionais na condução da COVID-19. As inscrições podem ser feitas pelo portal do Saúde Business [2].

Os webinars que já aconteceram estão disponíveis na íntegra no YouTube do Saúde Business [3].