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Apoio fundamental ao SUS

O presidente da Confederação das Santas Casas fala de ações contra a COVID-19 e de doações para equipar hospitais

O sistema de saúde passa por um de seus momentos mais dramáticos. Sobretudo no cenário de pandemia, em que as instituições públicas são cruciais para atender à população. 

“A rede de saúde filantrópica no Brasil tem papel muito importante no enfrentamento à COVID-19, pois é composta por 1.788 hospitais ativos, distribuídos por todos os Estados, que abrigam 180.500 leitos e 16 mil leitos de UTI”, explica o médico Mirocles Véras, presidente da Confederação das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos (CMB). “Em 990 municípios brasileiros, as santas casas ou hospitais filantrópicos são os únicos equipamentos de saúde para a população.”

Veras contou ao blog da Hospitalar sobre as ações tomadas nas unidades de assistência que compõem a CMB. Confira a entrevista

Hospitalar: Quais as medidas das Santas Casas e hospitais filantrópicos no combate à COVID-19?
Mirocles Véras:
Entre outras ações, as Santas Casas e hospitais filantrópicos que estão atuando no atendimento aos casos de COVID-19 readequaram suas estruturas, com alas específicas para o tratamento de pacientes com coronavírus, e adotaram uma série de medidas, como a suspensão das cirurgias e exames eletivos para manter leitos reservados a pacientes infectados com O vírus. Também houve alteração de horários de visitas, diminuição de visitantes para que um número menor de pessoas circule pelo hospital e afastamento de todos os colaboradores com mais de 60 anos e as gestantes.

A CMB estabeleceu um canal direto com o Ministério da Saúde para troca de informações e pleitos, e o ministro pediu que a Confederação instituísse uma rede de fluxo de informações para mapear leitos que possam atender aos pacientes com coronavírus. Os dados são fundamentais para a administração dos leitos e o gerenciamento da contenção da doença nos hospitais. O setor filantrópico aguarda com muita ansiedade a sanção de dois projetos (805/20 e 1.006/20), que destinarão verbas e fortalecerão nossas instituições para que possamos fazer mais e melhor pela vida de milhões de brasileiros. 

H: Quais os equipamentos com maior demanda e como é possível ajudá-los?
MV:
A maior demanda são os EPIs (Equipamentos de Proteção Individual): máscaras cirúrgicas, luvas e aventais, além de álcool em gel. O setor tem deparado com vários desafios importantes e um dos mais graves neste momento é a escassez desses suprimentos, necessários para atendimento aos pacientes acometidos pela COVID-19. Por essa razão, a CMB e outras entidades da área da saúde se reuniram com o ministro Dias Toffoli, por meio de videoconferência, solicitando providências do STF (Supremo Tribunal Federal) nessa questão. Além disso, doações de empresários têm ajudado os hospitais a manterem os estoques de EPIs para que o trabalho possa continuar sendo feito em segurança e da melhor forma possível. 

H: Como têm sido as doações? Têm ocorrido? Há colaborações de empresas e sociedade civil? 
MV: Sim, muitas empresas têm procurado diretamente as Santas Casas e hospitais filantrópicos de seus estados para realizar doações. Grandes empresas também têm procurado a CMB e as Federações de seus Estados para doar insumos que atendam às necessidades dos hospitais neste momento. Além disso, a CMB está se organizando junto ao BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) para captar recursos em maior proporção, que possam ser utilizados para aquisição de materiais essenciais para os hospitais. 

H: Quais as medidas de segurança adotadas para os profissionais que estão na linha de frente do combate?
MV:
Os profissionais passam por constantes treinamentos, preparando-os para o atendimento de casos suspeitos e confirmados da COVID-19. Além disso, apesar da escassez dos EPIs, esses equipamentos vêm sendo fornecidos para todos os profissionais, desde os que estão na triagem aos que atendem os casos confirmados, para proteger a saúde e a integridade física dos trabalhadores. 

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