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Profissionais de saúde não se sentem preparados ao COVID-19

Estudos foi realizado com 1.456 profissionais da saúde pública

Com a disseminação do novo coronavírus no país, a preocupação com os trabalhadores que atuam na linha de frente do combate à pandemia aumenta cada vez mais. Para tentar compreender o impacto da COVID-19 sobre os profissionais da saúde, o Núcleo de Estudos da Burocracia (NEB), da Escola de Administração de Empresa de São Paulo (EAESP) da Fundação Getúlio Vargas (FGV), realizou a pesquisa “A pandemia de COVID-19 e os profissionais de saúde pública no Brasil”.

O estudo foi realizado com 1.456 profissionais da saúde pública, de todos os níveis de atenção e regiões, entre os dias 15 de abril e 1º de maio de 2020. Em média, 64,97% dos profissionais da saúde entrevistados não se sentem preparados para lidar com a crise do novo coronavírus; apenas 14,29% se sentem preparados; e o restante não soube responder. Os estados do Norte e Nordeste parecem estar em situação ainda mais frágil quanto à preparação dos profissionais. E, dentre os profissionais analisados, os agentes comunitários de saúde (ACS) e agentes de combate à endemia (ACE) são aqueles que se sentem mais despreparados (apenas 7,61% se sentem prontos para enfrentar a crise). 

Os resultados indicam que o medo é comum para os profissionais da saúde que atuam na linha de frente, independente da região, do nível de atenção ou da profissão. Segundo dados coletados, 91,25% dos ACS e ACE sentem medo da doença; enquanto o medo atinge 84,31% dos profissionais da enfermagem, 77,68% dos médicos e 88,24% de outros profissionais das equipes ampliadas da saúde. Mais de 55% dos profissionais de saúde conhecem alguém que se contaminou ou foi diagnosticado com suspeita de COVID-19.

“A pesquisa mostra que os profissionais de quem mais dependemos para enfrentar a pandemia estão em situação de extrema vulnerabilidade. Há escassez de equipamentos de proteção, faltam informações e suporte governamental, e a maioria não se sente preparada para lidar com a crise. Isso coloca esses profissionais em uma situação de muita fragilidade, na medida em que precisam estar na linha de frente, mas sentem medo e podem tanto adoecer como se tornarem vetores de contágio”, avalia Gabriela Lotta, professora da EAESP FGV, coordenadora do NEB e pesquisadora do Centro de Estudos da Metrópole. “Importante lembrar que o Brasil já lidera o ranking de mortes entre profissionais de saúde em decorrência do coronavírus. Quem vai cuidar de quem precisa cuidar de nós?”, questiona Lotta.

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