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Fatos e ações tecnológicas para mitigar o Covid-19

Saiba o que são as Pandemic-Techs e como essas tecnologias podem fazer diferença!

A vida seguia no ritmo normal até que a pandemia do Covid-19 acelerou de forma global, mudando todas as rotinas, como, por exemplo, um simples aperto de mão. Essa foi a oportunidade para as tecnologias digitais (pandemic-techs) passarem a fazer diferença. As soluções de Digital Health tornaram-se poderosas aliadas em tratamentos, atendimentos, controle epidêmico ou qualquer outra iniciativa que, rapidamente, pudesse ajudar e minimizar os problemas do isolamento social. Além disso, elas ajudam na pesquisa, estudos, criação de medicamentos terapêuticos, na vacina e na produção de materiais que sejam eficazes no controle pandêmico. Confira 6 Pandemic-Techs:

Internet Overload

Com meio milhão de infectados ao redor do mundo, a pandemia Covid-19 sequestrou a atenção do mundo. Como esperado, a mais importante ferramenta de comunicação entre povos, entidades e pessoas passou a ser a Internet. A preocupação com a saúde passou a ser dividida com com a chamada internet overload (excesso de carga). Devido ao home office e as políticas de confinamento domiciliar, as operadoras passaram intensificar as preocupações. A Netflix e o YouTube, por exemplo, estão reduzindo a qualidade do streaming na Europa e no Brasil, evitando um colapso pelo uso sem precedentes. Nos Estados Unidos, o uso da VPN (virtual private network) aumentou 124% na segunda quinzena de março, segundo o AtlasVPN. A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) vem realizando reuniões com representantes das Operadoras para discutir medidas extraordinárias para o atual momento pandêmico. Um dos pontos que vai atrair intenso debate nos próximos meses é o aumento exponencial que ocorrerá no Brasil do uso da Telemedicina. Ela vai ampliar em muito a demanda por banda, o que requer estabilidade, segurança e garantias de non stop (sem interrupções). Na Alemanha, o setor de saúde se beneficiou da infraestrutura digital durante a pandemia do Covid-19, com plataformas de telemedicina, bots e sistemas de TI que ajudam a proteger remotamente os cuidados médicos e permitem o gerenciamento eficiente de crises e o planejamento preciso dos recursos. 

A Guerra pelos ventiladores mecânicos

Entre 15 e 21 de março de 2020, o número de novos internados na país com insuficiência respiratória grave saltou para 2.250 pacientes, de acordo com informações do Ministério da Saúde. Esse número alarmante, dez vezes maior do que a média histórica, requer uma atenção especial em uma tecnologia específica: o ventilador mecânico. O aparelho é usado para apoiar pacientes com problemas respiratórios críticos, centrados no pulmão. Essa demanda ocorre no mundo todo, e os ventiladores nunca tiveram tanta importância nos sistemas de saúde de qualquer país. O histórico dos pacientes graves em Covid-19, mostra o desenvolvimento de uma condição com risco de vida denominada síndrome do desconforto respiratório agudo (SDR): sem ventiladores essa insuficiência é letal. Pior que isso: um paciente pode precisar estar no ventilador por semanas. O Brasil tem 46 mil leitos de UTI com ventiladores, mas a taxa de ocupação desses leitos (rede pública e privada) já era ao redor de 90% antes do coronavírus. Ou seja, a corrida por esse aparelho tornou-se uma guerra dentro da cadeia mundial de equipamentos hospitalares. Nos EUA não é diferente. De acordo com o New York Times, existem cerca de 170 mil ventiladores em solo americano, enquanto a American Hospital Association estima que 960 mil pessoas precisarão deles ao longo da pandemia. Montadoras automobilísticas e outras linhas de manufaturas já estudam a fabricação do ventilador. Ocorre que a produção está longe de ser simples e rápida. Eles são rigorosamente regulamentados e devem passar por um intenso processo de aprovação e testes. Também existem problemas na cadeia de suprimentos com os insumos necessários para esses equipamentos. No Brasil, o Laboratório de Engenharia Pulmonar e Cardiovascular da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) publicou nas redes sociais um texto solicitando ajuda para fabricar ventiladores mecânicos. A UFRJ estuda a viabilidade de desenvolver um modelo de ventilador mecânico de baixo custo e baixa complexidade, e que possa ser construído em massa, em pouco tempo e com os recursos disponíveis no mercado nacional. Outras ações para a produção rápida de dos ventiladores  mecânicos mobilizam grupos nas redes sociais, como o projeto: Covid-19 Air BRASIL - Fast production of assisted ventilation devices.

Teleconsulta pode ajudar a virar o jogo

O Covid-19 é uma ameaça brutal a toda a comunidade médica, sem falar que a ausência dos profissionais de saúde impacta diretamente dezenas de pacientes. Imagine que um médico seja infectado por coronavírus e percebe que está dentro do isolamento, podendo já ter contaminado sua própria família e, obviamente, impossibilitado de exercer sua função e ajudar no atendimento de inúmeros pacientes. Mas com as plataformas de Telemedicina e Telehealth o cenário já seria diferente. Há muito já utilizadas em vários países, só agora devido a epidemia seu uso foi regulamentado no Brasil pelo Governo, Congresso e CFM, pelo menos até o fim da crise Covid-19. A Teleconsulta domiciliar possui vários benefícios, entre:

  • Evita o deslocamento dos pacientes suspeitos de infecção às unidades de atendimento; 
  • Protege os profissionais de Saúde da contaminação; 
  • Reduz os custos dentro da Cadeia de Saúde;
  • Induz o paciente a normatizar seu autocuidado, inserindo a conveniência no seu cotidiano.

O serviço de atendimento médico residencial é realizado remotamente entre paciente e médicos, utilizando plataformas online com o paciente podendo acessar o contato através de smartphones, desktops, tablets, etc. Por videoconferência o médico auxilia o paciente provendo informações, identificando inconformidades, produzindo diagnóstico e orientando sobre procedimentos básicos. Como todo serviço é realizado pela Internet, não importa onde médicos e pacientes estão localizados. A Associação Paulista de Medicina, em recente pesquisa, constatou que para 43,76% dos médicos, a falta de regulamentação era grande barreira na utilização da vídeo consulta. Vários países já fazem usam da tecnologia no combate a pandemia como Reino Unido, Dinamarca e França.  

Atrações do HIMSS@Hospitalar Fórum lançam ferramentas contra a pandemia

O  HIMSS@Hospitalar Fórum sempre procurou parceiros que contribuíssem em cases reais e, que acima de tudo, que tivessem propósito. Para a edição 2020, não foi diferente. Diante da pandemia do Covid-19, três empresas com presenças confirmadas no evento, tiveram diferentes ações na resolução deste cenário. 

Uma das empresas de Telehealth mais importantes da Europa, a Babylon Health, lançou uma plataforma específica para o combate ao coronavírus: Covid-19 Care Assistant. A ferramenta, lançada no Reino Unido, permite que os usuários registrem seus sintomas e oferece conselhos àqueles que podem ter contraído coronavírus, mantendo uma linha de segurança coletiva que os impede de espalhar a doença. Os contaminados recebem um plano de tratamento com base nas orientações do NHS e são incentivadas a registrar seus sintomas. A Spectator Healthcare Tecnology, também holandesa, adaptou uma solução de vídeo consulta para as demandas geradas pelo coronavírus. Sem falar na Denmark Telehealth, que além de prover conhecimento e inovação a Dinamarca, está apoiando a Noruega no combate ao vírus

Poder da Inteligência Artificial na identificação e gestão pandêmica

No final de 2019, pesquisadores usavam sistemas de inteligência artificial para vasculhar as mídias e plataformas sociais detectando a propagação de uma doença incomum semelhante à gripe em Wuhan, China. Levaria vários dias antes que a Organização Mundial da Saúde divulgasse uma avaliação de risco. Um mês depois, declarou emergência de saúde pública global para o novo coronavírus. Os sistemas de IA estão acelerando o processo de identificação e controle pandêmico. A Dataminr, empresa de tecnologia IA voltada a detecção de risco em tempo real, emitiu o primeiro alerta sobre o Covid-19 em 30 de dezembro, com base em relatos de testemunhas oculares de hospitais de Wuhan. Fotos da desinfecção do mercado de frutos do mar de Wuhan, onde o vírus se originou, eram um aviso de que havia algo diferente na China. Kamran Khan, fundador e executivo-chefe da empresa de rastreamento de doenças BlueDot, no Canadá, mostrou que os dados, não necessariamente clínicos, mostravam ecos do surto de SARS 17 anos antes, mas sem identificar o quão contagioso isso era. Os sistemas de IA e Aprendizado de Máquina estarão cada vez mais presentes na batalha virótica, passando pelo rastreamento do surto até a aceleração dos testes de drogas. 

O mais completo guide tecnológico on-line do Covid-19

Poucas organizações estão tão preparadas para analisar, avaliar e estimular o uso de digital health do que o HIMSS (Healthcare Information and Management Systems Society), a mais importante organização não governamental e non profit de estudo e conteúdo tecnológico para a Saúde. O painel “How Technology is Guiding COVID-19 Response Worldwide” é uma plataforma com vídeos, apresentações, entrevistas e artigos sobre o que está acontecendo na pandemia do coronavírus dentro da visão tecnológica. Uma real plataforma de informações, estudos e sugestões que já possui mais de um milhão de seguidores em todos o mundo. 

Como nossas pesquisas no Google são usadas para prever infecções por Covid-19

 

“Não sinto o cheiro de nada”. Essa frase é uma das frases inseridas diariamente no Google por milhões de indivíduos em busca de informações sobre determinada condição física.  Pesquisadores, cientistas e engenheiros de dados estão usando essa massa de informações para tentar retardar a progressão do coronavírus. Cientistas da Universidade Collegue London (UCL), por exemplo, trabalham com Health Analytics e utilizam as pesquisas do Google para prever a evolução do coronavírus. Criaram um modelo matemático que combina os dados do mecanismo de busca (obtidos através da API Google Health Trends), as notícias publicadas pela mídia sobre o Covid-19, os sintomas reais diagnosticados e acessíveis em prontuário digitais, bem como de outras fontes de dados. A ferramenta faz não só a correlação direta, mas em muitos casos analisa o fluxo de pesquisas para estar à frente da confirmação oficial de infecções. Quando milhares ou milhões escrevem em sua busca no Google “Não sinto gosto de nada” ou “Estou com diarreia” é porque passam a sentir esses sintomas ou estão preocupadas e precisam de informações. A ferramenta da UCL cataloga as buscas por áreas geográficas, permitindo que as Agências Governamentais tenham formas mais precisas de localização de possíveis fontes de contágio. Veja maiores informações no site do The New York Times
 

País Basco mapeia provisionamento de slots em UTIs com IA

 A estrela tecnológica ascendente na pandemia é sem dúvida a Inteligência Artificial. Em nenhum outro momento a civilização humana foi tão intensamente amparada pela tecnologia como nos horrores da Covid-19. Quando um neto e seu avô estiverem dialogando daqui a 50 anos sobre o que aconteceu em 2020, o idoso vai explicar como passava seus dias de confinamento e como sobreviveu na UTI, e o jovem vai perguntar: “mas porque vocês não usavam mais IA?”. Os algoritmos estão emergindo com espantosa velocidade em todas as direções do front pandêmico. Mapeiam o avanço do vírus, ajudam as UTIs em seu arsenal de equipamentos, alertam os usuários sobre riscos de contaminação, notificam as agencias sanitárias, etc.  Em pleno inferno espanhol da contaminação, a empresa basca Sherpa.ai, sediada em Erandio (Biscaia), colabora de maneira altruísta com a administração autônoma, utilizando uma plataforma capaz de prever as necessidades futuras das UTIs, identificando por território o número de unidades necessárias nos sete dias seguintes. A ferramenta é capaz de reconhecer padrões e tendências virais, identifica dados para os serviços de saúde (tendências de infectados, futuros surtos, etc.). Utiliza algoritmos de aprendizado de máquina para previsões e é desenvolvida 'ad hoc' para as características da Comunidade Autônoma Basca. China, Cingapura e Coréia do Sul já vem utilizando semelhantes máquinas inteligentes para mapear a prevenção do surto. 

Veja maiores informações do Case Basco em: https://cincodias.elpais.com/cincodias/2020/04/07/companias/1586289347_785364.html

Variáveis legais para o uso de Machine Learning - Report

A pandemia explodiu ou antecipou um colossal arsenal de soluções em Digital Health. Nos últimos dois meses, inúmeras soluções disruptivas estão fazendo a diferença nas unidades de atendimento pandêmico. O HIMSS@Hospitalar Forum 2020 objetiva apresentar um amplo painel das principais ferramentas de eHealth e contextualizar com dezenas de Estudo de Caso quais opções estão emergindo no combate a Covid-19. A Wilson Sonsini Goodrich & Rosati é um dos principais escritórios jurídicos do Vale do Silício, e apresentou esta semana um interessante digital health report  discutindo aspectos que envolvem orientações legais para o uso das ferramentas digitais, como, por exemplo, as questões jurídicas no uso comercial de Machine Learning. Confira aqui o Report

Monitorando idosos 24 x 7

Em 2011, Guillaume DuPasquier e outros cofundadores resolveram colocar em pratica uma antiga ideia: fornecer serviços para melhorar a qualidade de vida dos idosos.  Realizaram vários estudos na Europa entre 2012 e 201, identificando entre outros parâmetros que a maioria dos idosos tem medo de não poder continuar vivendo em casa com segurança. Em 2015, o grupo de pesquisadores criou a startup suíça DomoSafety. Fazendo parte do AAL Programme (“Ageing well in a digital world” – confira o vídeo), da Comunidade Europeia, eles desenvolveram o DomoCare, uma plataforma que permite monitorar adultos idosos com fragilidades ou com doenças crônicas, detectando automaticamente situações de emergência e alertando em tempo real um call center de 24 horas por dia, 7 dias por semana. A plataforma associa vários dispositivos e aplicativos que aferem sinais vitais e dados de monitoramento do sono, mobilidade e socialização. Confira o vídeo da plataforma DOMO.

Cuidadores com menos stress em casas de repouso e clínicas de reabilitação

Um dos problemas de maior atenção em unidades residenciais para idosos é o seu monitoramento presencial. A segurança e independência dos cuidadores pode reduzir em muito o seu stress, além de reduzir o risco dos pacientes. A detecção de quedas, por exemplo, e os alertas baseados em sua localização física, carecem de muita atenção. O monitoramento constante evita a sobrecarga dos profissionais de atenção aos idosos e melhora a segurança dos idosos. O mesmo se dá quando o idoso mora sozinho ou com acompanhamento periódico. O sistema 2PCS incorpora um device de pulso, com um sistema móvel de alerta e localização, projetado para as funções de atendimento profissional. A solução é da empresa alemã 2PCS Solutions, cujo device contem botão de emergência, sensor de queda, localizador de  pessoa desaparecida, alarme ao sair das zonas de proteção, relatório de status proativo, alarme ao sair de uma determinada área e chamadas de serviço. 

Monitorando o índice de fadiga e tensão fisiológica 

 Outro dispositivo de monitoramento remoto de sinais vitais, que já acumula experiencia de vários anos de utilização no mercado, é o Cosinuss. Trata-se de é um sensor vestível de orelha que incorpora um PPG (photoplethysmography sensor) com aferição de temperatura e acelerômetro. Ele pode coletar: ondas de pulso óptico; temperatura corporal central; aceleração 3D da cabeça; etc. Com base nesses dados, o aplicativo que acompanha calcula as métricas e identifica: temperatura corporal, frequência cardíaca, saturação de oxigênio, intervalo de Interbeat (RR), índice de perfusão, etc.  Muitas vezes funcionários precisam mudar frequentemente seu local de trabalho, saindo de salas de escritório (18 ° C) para locais ao ar livre sob luz solar direta (40 ° C). Essas condições contribuem para um dia de trabalho físico e mental estressante. O Cosinuss ajuda o funcionário a monitorar seu nível de Índice de fadiga e estresse físico, evitando possíveis acidentes graves e danos a longo prazo. Confira no vídeo.

Estações do Rádio nos Hospitais: experiencia britânica

Não poucas vezes as boas ideias são velhas ideias recicladas para tempos difíceis. As emissoras hospitalares de radiodifusão, geridas por voluntários, são uma tradição britânica. A radiodifusão proprietária de Hospitais voltou ao topo dos hits de inovação em vários países: em tempos de pandemia, elas estão obtendo resultados surpreendentes no ânimo e no controle do stress hospitalar. Atualmente existem mais de 200 estações proprietárias nos hospitais do Reino Unido, que mais do que nunca estão desempenhando um papel fundamental na vida dos pacientes. A rádio-hospital é uma forma de transmissão de áudio produzida especificamente para pacientes internados. Nascidas nas décadas iniciais do século XX, a primeira estação hospitalar surgiu no Reino Unido em 1925, no York County Hospital. O entretenimento era a missão, sendo os pacientes internados o seu público-alvo. Por décadas essas rádios foram um sucesso, principalmente pós-guerras, quando a moral era baixa, as terapias eram longas e os pacientes ficando internados por semanas ou meses. Foram perdendo seu contexto com os avanços tecnológicos e a modernidade da ciência médica. Todavia, as evidências dos ganhos para os pacientes passaram a ser tão claras e notórias, que elas permaneceram em muitos hospitais britânicos por todo o século XX, sendo mantidas por um voluntariado cativo que fazia funcionar os estúdios de modo barato e com boa efetividade. A virada veio neste século, quando estudos e pesquisas realizadas pela British Medical Association (BMA) mostraram o real impacto da rádio-hospital nas relações psicossociais da saúde: redução do sentimento de solidão, do tédio, da ansiedade, do medo, etc. Pesquisa de 2011 da BMA mostrou o enorme potencial da radiodifusão hospitalar no controle psicossocial dos internados. Os estúdios (que não precisam ficar nas instalações dos hospitais) apresentam música continua por 24 horas, sendo o repertório escolhido a dedo pelos DJs da rádio. A Hospital Radio Lynn, por exemplo, é um elo crucial entre os pacientes no hospital e suas famílias distantes sediadas em King's Lynn e West Norfolk. A estação tem até uma sessão de Pedidos e Dedicatórias, onde pacientes sugerem músicas e dedicam a quem desejarem. Alguns hospitais no Brasil testaram a radiodifusão hospitalar, mas abandonaram em função da pouca informação de sua efetividade. Nessa época tão conturbada, talvez fosse interessante ler o report “Hospital Broadcasting - An impact study”, de 2016, desenvolvido pela Hospital Broadcasting Association. Um estudo surpreendente sobre o efeito da radiodifusão hospitalar nas relações com os pacientes. Confira o estudo aqui

No mundo food delivery, chegam as Restaurants Technologies 

A pandemia fez quintuplicar vários serviços utilitários, entre eles o delivery de referições. Não demorou muito para crescerem as tecnologias que suportam os retaurantes, grosseries, panificadoras e outros players de alimentação que precisam de qualidade e rapidez na confecção e entrega das refeições. A Caldo é uma dessas startups que está reiventando o setor, sendo turbinada em tempos de covid-19. Foi selecionada como uma das startups mais perturbadoras de 2019 pela Poets & Quants, alem de vencer o premio de inovação Jon Sebastiani Food Venture. Turbinada por fundos de capital de risco (SoftBank Investment e WeWork Labs), a sua estação OCTO vai entrar no mercado ainda este ano, e promete revolucionar o segmento. Sobre o que e como ela faz, veja o video.

Imperial College London prepara teste de impressão digital para o COVID-19

A empresa de diagnóstico do Reino Unido Intelligent Fingerprinting e o Imperial College London uniram forças para desenvolver um simples teste de impressão digital para o COVID-19 que fornece um resultado positivo ou negativo na tela em 10 minutos.  As duas entidades aceleram o desenvolvimento e validação do teste, que pode ser potencialmente usado por equipes não médicas em ambientes como casas de repouso e locais de trabalho. Eles utilizarão a tecnologia de fluxo lateral altamente sensível e técnicas de fluorescence measurement. Um leitor portátil identifica utilizado em ‘point of care’ permite que o teste COVID-19 seja realizado por pessoas não médicas. O teste funciona coletando o suor das impressões digitais em um pequeno cartucho de teste para análise. Isso é lido por uma unidade de análise portátil DSR-Plus, que fornece um resultado positivo ou negativo na tela em 10 minutos.  Lord Darzi, diretor do Instituto de Inovação em Saúde Global do Imperial College de Londres, explicou: “O acréscimo da capacidade rápida de teste de atendimento nos ajuda a ficar muito mais próximos da compreensão da propagação do vírus. O teste de impressão digital usando um sistema portátil também seria particularmente valioso no suporte a testes simples e fáceis por funcionários sem treinamento médico em vários locais do Reino Unido, como casas de repouso e locais de trabalho”. Veja vídeo sobre os testes de impressão digital.

Triagem OnLine: uma arma colossal na Covid-19

A plataforma de triagem NHS Pathways é um sistema de apoio à decisão clínica (CDSS) voltado a avaliar remota-mente as chamadas de emergência dos vários canais de acesso do sistema público britânico (NHS 111, 999, etc.). Sua utilização na crise do coronavirus é de vital importância na atuação da NHS. Trata-se de uma aplicação interligada a inúmeros algoritmos que vinculam perguntas clínicas a objetivos orientativos. As perguntas são feitas em uma hierarquia clínica, sendo no início realizadas aquelas que envolvem maior risco de vida. Sintomas menos urgentes sequenciam as perguntas, e com base nas respostas o sistema identifica a orientação clínica mais adequada, com um nível específico de atendimento, procedimento e prazo. O NHS Pathways possui três módulo que adotam uma abordagem baseada em sintomas, e não em vinculação diagnóstica. O Modelo 0, por exemplo, atua em situações de emergência e relaciona as perguntas a percepção de urgência, como, por exemplo, nível de consciência, respiração, ou condições sérias mas “declaradas" comuns, como cardiopatias, AVC, anafilaxia ou problemas de açúcar no sangue. Se as respostas dadas no Módulo 0 forem suficientemente graves, o sistema desencadeia o envio de ambulância de emergência e outros procedimentos de urgência. De 18 março a 25 maio de 2020 ocorreram perto de 2,5 milhões de triagens on-line da Covid-19 no NHS England. A pandemia veio mostrar definitivamente que não existem possibilidades de controlar surtos epidêmicos sem ferramentas de triagem on-line ou teletriagem. 

Tempos Pandêmicos - Crescem as plataformas de ‘Mental Therapy’

 Empresas de aplicativos para monitorar a acessorar usuários com panes mentais não são novas. Ocorre que a covid-19 e seus isolamentos sociais infernizaram os individuos, não importante seu perfil ou localização geografica. Players como Mindstrong, Talkspace, Meru Health , SilverCloud  entre outras, estão fazendo da  terapia digital uma revolução. Segundo dados do mercado, nos EUA um em cada cinco adultos sofre de doença mental, 1 em cada 25 sofre de doença mental grave, com a pandemia piorando esses números. Por outro lado, mais  de 60% dos condados nos EUA não têm um único psiquiatra. "As pessoas que vivem com uma doença mental séria dirão que gerenciar  seus sintomas não é uma daquelas coisas que se encaixam perfeitamente no horário comercial ou podem ser adiadas por causa do COVID-19", explicou Daniel Graf, CEO da Mindstrong, em um comunicado. A combinação de tecnologia digital e uma solida equipe clínica pode apoiar sobremaneira os resultados psicoterapeuticos na pandemia. A Mindstrong, por exemplo, possui uma abordagem multimodal para o tratamento da saúde mental. Ela se une às organizações pagadoras e oferece aos pacientes-beneficiários mensagens de aconselhamento por vídeo, videochamadas emergenciais ou simplesmente coordenar planos de cuidados e gerenciamento de medicamentos. Para mostrar que a terapia mental on-line está em alta basta ver os investimentos de risco que essas empresas estão conseguindo. Num cenário de terra arrasada para os fundos de Venture Capital, a Mindstrong conseguiu em maio ultimo US$ 100 milhões em financiamentos (Série C). Da mesma forma, a  Talkspace  obteve US$ 50 milhões (Série D), a  Meru Health  captou US$ 8,1 milhões (Série A) e a  SilverCloud  levantando US$ 16 milhões em financiamento da Série C. Trata-se de um mercado super aquecido, ou talvez seja mais correto dizer um “coronavirus-hot”, ou seja, um legitimo mercado de pandemic-techs. Confira aqui 50 startups de Mental Health.

 Diagnóstico de Anemia pelo smartphone - Estudo

Uma anemia é diagnosticada adequadamente usando um exame de sangue que mede a hemoglobina. Correto, mas talvez insuficiente. Olhar por trás da pálpebra de um paciente pode ser uma alternativa muito boa se você souber o quão vermelho o tecido deve estar. Equipe da Universidade de Purdue desenvolveu uma tecnologia que permite ao clínico usar imagens de smartphones da pálpebra interna para obter automaticamente resultados precisos dos níveis de hemoglobina no sangue. Em breve o recurso deve estar totalmente integrado a um aplicativo que realize a análise da image. Ao contrário dos exames de sangue, os aplicativos para smartphones são fáceis de implementar e usar, mesmo em regiões remotas e com menos recursos clinicos. "Essa tecnologia não substitui um exame de sangue convencional, mas fornece uma contagem de hemoglobina comparável imediatamente, sendo realizada em tempo real e não invasiva”, disse Young Kim, professor associado de engenharia biomédica em Purdue e principal autor do estudo que aparece em jornal Optica. Confira aqui video do estudo.

Milhares de pesquisas publicadas sobre a Covid-19. Como pesquisá-las?

É provável que nunca na história da civilização tantas pesquisas e estudos sobre uma determinada patologia tenha sido feitas em tão curto espaço de tempo. Em 4 meses milhares de trabalhos foram publicados em todos os cantos do mundo. Não menos impressionante é a quantidade de médicos, profissionais de saúde, pesquisadores, empresas e mesmo usuários comuns busquem informações dobre a Covid-19. Uma forma de facilitar a busca nesse oceano de publicações é o aplicativo Covid Insights, desenvolvido pela britânica Deeper Insights e que permite pesquisar milhares de trabalhos publicados sobre o coronavirus (projeções mostram mais de 128 mil estudos publicados desde janeiro de 2020).  O aplicativo contém todos os trabalhos de pesquisa publicados em uma plataforma online central, onde os usuários podem pesquisar por tópico ou palavra-chave da área de saúde e descobrir links automáticos entre sintomas e medicamentos. O chamado ‘knowledge graph’ centraliza as buscas, sendo alimentado por Inteligência Artificial e Processamento de Linguagem Natural (PNL). Seu objetivo é permitir uma navegação fácil na vasta quantidade de dados, utilizando AI para identificar ‘agulhas em palheiros’ nos portais científicos, como, por exemplo, no PubMed. Vários são os apoiadores do portal, entre eles a Amazon Partner Network, NHS, Hospify, etc. Acesse a plataforma por aqui.

Virus Tracing Apps - as máquinas de rastreamento de contatos do coronavírus

 A ‘segundo onda’ da covid-19 é a bola da vez. Países ou cidades que saíram da cruzada pandêmica, e abriram seu comercio e escolas, ficam atentos as possibilidades de ondas, marolas e novos picos de contagio do coronavirus. Para isso, utilizam cada vez mais os aplicativos de Virus Tracing, que cresceram em sofisticação e tecnologia. O StopCovid France, por exemplo,  foi projetado para evitar uma nova onda de infecções e utiliza logs de smartphones para avisar os usuários se estiveram perto de alguém que mais tarde deu positivo para o vírus. Apesar dos atrasos no seu lançamento, 600 mil downloads foram feitos na França num único dia. Letônia, Itália e Suíça também lançaram seus aplicativos baseados na tecnologia "descentralizada" desenvolvida pela Apple e Google

Os defensores da ‘abordagem centralizada’ afirmam que ela fornece aos epidemiologistas mais dados para analisar, ajudando-os a direcionar melhor os alertas de contágio, da mesma forma que eles também não são limitados por regras impostas pelas duas empresas de tecnologia, como a proibição de coletar dados de localização. Já os defensores do ‘modelo descentralizado’ exploram os beneficios que essa abordagem  protege melhor o anonimato e a privacidade dos usuários. Já o app Immuni - escolhido pelo governo italiano - foi lançado em 03/06 com meio milhão de downloads. Desenvolvido pela empresa de Milão Bending Spoons, a ferramenta saltou rapidamente como um dos apps mais baixados, superando os TikTok, Whatsapp e Instagram. Quatro regiões italianas - Ligúria, Abruzzo, Marcas e Apúlia - começarão a testar o Immuni a partir de 8 de junho, que em seguida poderá ativado no resto do país. A Suiça lancou o seu SwissCovid, também desenvolvido na espinha dorsal da API desenvolvida pelo Google e Apple. Em pouco tempo boa pasrte dos países estará adotando um rastreador viral, não importanto qual modelo seguirá (centralizado ou cedescentralizado). Essas ferramentas vieram para ficar e no futuro é provável que sejam obrigatórios e já incorporados aos smartphones. Confira clip do Washington Post sobre contact-tracing.

Covid-19 Accelerometer – UNESP monitora a velocidade de disseminação 

Pesquisadores da Universi-dade Estadual Paulista (Unesp) desenvolveram um ferramenta um portal que monitora a velocidade de disseminação da covid-19 em mais de 200 países. Disponível em português, espanhol, italiano e inglês, o site traz os dados atualizados, em tempo real, do registro de casos da European Center for Disease Prevention and Control (ECDC), a gência da União Europeia que atua contra a disseminação de doenças infecciosas. O portal democratiza o acesso à informação sobre a disseminação da doença, e fornece dados para avaliar se uma determinada medida adotada para conter o contágio está ou não surtindo efeitos em outros locais do mundo. A ferramenta também vizualiza as curvas de contaminação de qualquer agrupamento, bairro ou cidade a partir de dados fornecidos pelo usuário (como a quantidade de casos confirmados e o período). A auxilia também a interpretação dos gráficos de crescimento do contagio, bem como sobre a metodologia utilizada. Accesse o portal aqui.

Acompanhamento de pacientes da Covid-19 após receberem alta

 O software “Acompanhamento Covid-19” já está monitorando pacientes da Covid-19 atendidos no Hospital de Clínicas (HC) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) após receberem alta. A Motorola doou ao hospital uma aplicação que permite acompanhar o enfermo durante 14 dias após a sua internação, sem que ele precise se deslocar até o HC. Ao receber alta, o paciente recebe um paper de QR Code com o nome e o CRM do médico responsável pelo monitoramento remoto. Ao ser escaneado, o código abre um browser customizado no smartphone, sem a necessidade de baixar e instalar nenhum aplicativo. O paciente tem de responder diariamente a cinco perguntas simples sobre seu estado de saúde (temperatura corporal, tosse, cansaço e falta de ar nas últimas 24 horas). Com base nas respostas, caso sejam detectados sintomas do coronavírus e identificados sinais de alerta, os dados serão enviados aos médicos, que entrarão em contato com o paciente, orientando e eventualmente encaminhando-o a uma Unidade de Saúde. Com a solução, o monitoramento ficou muito mais rápido e eficiente. Antes do aplicativo, um atendente do HC Unicamp fazia as perguntas em ligações diárias aos pacientes, tabulando as informações para depois encaminhá-las a um médico. Agora, o responsável clínico recebe o questionário dos pacientes em tempo real, podendo entrar em contato, caso necessário, imediatamente. 

Um ‘bafômetro’ para detectar Covid-19

Pesquisadores da Ohio State University desenvolveram (em fase de teste) um bafômetro que pode detectar metabólitos relacionados à infecção por COVID-19. Mais que isso: pode fazê-lo em 15 segundos. A tecnologia permite a triagem em massa de viajantes em aeroportos, ou pessoas que participam de grandes eventos públicos, além de qualquer instalação que queira ajudar a prevenir infecções. Os testes existentes em geral envolvem uma haste nasal profunda (zaragatoa) que obtém uma amostra de fluido, que deve ser transferida a uma máquina de laboratório para o devido processamento, sendo que os resultados geralmente demoram horas ou até dias. Também existem testes de cinco minutos no mercado, mas eles ainda exigem uma máquina em cada local de teste. A análise da respiração não é uma técnica amplamente usada na medicina, todavia, a Universidade desenvolveu um dispositivo-sensor que detecta o óxido nítrico e COV (compostos orgânicos voláteis) na respiração, podendo ser usado para informar sobre o aparecimento de uma doença infecciosa. Junto o óxido nítrico, outros dois metabólitos são examinados pelo novo bafômetro que estão relacionados ao COVID-19. O dispositivo indica as concentrações de metabólitos e pode ajudar no monitoramento da doença e na sua progressão. O projeto recebeu um subsídio de quase US$ 200.000 da National Science Foundation EAGER. Veja mais detalhes no link.

AI suporta Triagem de Temperatura em locais públicos

Teremos que aprender a conviver com inumeras novas formas de controle. A pandemia elevou o nivel de desconfiança do contagio e, por definição, todos passamos a ser “suspeitos”  de transmissor do coronavirus. Em outras palavras, a biometria (térmica) vai entrar definitivamente em nossas vidas. Os novos dispositivos de aferição da temperatura dos invidividuos em local publico emergem no mercado com inumeras configurações. O novo TPS950T, da Telpo, mede temperatura com calibragem de 0,3 graus Celsius a uma distância de aproximadamente 50 a 70 centímetros. Um prompt de voz ou alarme soa quando uma febre é detectada. A verificação é feita por  reconhecimento facial, com os indivíduos acesssando por meio de código QR (ou cartão NFC). As câmeras térmicas também estão sendo cada vez mais utilizadas, principalmente para chacagem de funcionarios de grandes empresa. Rastreiam a temperatura e ainda utilizam AI para analisar dados e parametors epidemiológicos. A solução da D-Link (DCS-9500T), por exemplo, pode monitorar até 30 pessoas ao mesmo tempo. Foi projetada para movimentados, como escolas, hospitais, aeroportos, hospitais e edifícios de escritórios. Combina a imagem térmica com inteligência artificial (AI), que faz disparar um alarme de houver risco febril, com margem de erro também ao redor de 0,3 graus C. Em Cingapura, a agência Nacional HIT (Integrated Health Information Systems), firmou parceria com a KroniKare (provedora local de serviços de Saúde) para pilotar o iThermo,  uma solução de aferição da temperatura corporal, também usando AI, que rastreia os febris. O iThermo usa um telefone inteligente equipado com câmeras térmicas e laser 3D: o aplicativo AI processa e analisa as imagens da câmera do smartphone e as mapeia para imagens da câmera térmica e da câmera a laser. Veja exemplo no link de aferição em massa.

Esterilizador portátil para uso hospitalar e pessoal

Começam a aparecer os primeiros esterilizadores portáteis domésticos, com versões disponíveis para profissionais de saúde e consumidores comuns. O UVLicht, por exemplo, possui nível hospitalar e pode desinfetar itens pessoais, como telefones celulares, chaves e cartões bancários. Disponível em duas edições, pode também ser usado para desinfetar pequenas ferramentas médicas. Funciona higienizando itens através de irradiação germicida ultravioleta (UVGI), um método de desinfecção que usa luz ultravioleta de comprimento de onda curto (UV-C) para matar ou inativar microorganismos. Como nenhum líquido é  usado no processo, esse tipo de dispositivo é particularmente adequado para itens eletrônicos. Ainda não existem estudos conclusivos sobre o impacto da UV no coronavírus [SARS-CoV-2], mas provou ser eficaz contra outras bactérias e o primo genético do COVID-19, o SARS. Teoricamente, esses dispositivos devem livrar a superfícies do coronavírus, por exemplo, no caso do celular. Embora a maioria das marcas ainda esteja testando a eficiência, em curto espaço de tempo inumeros modelos estarão surgindo, já que durante a pandemia, demanda é o que não falta.

Plataforma aberta com dados demográficos da Covid-19

 A pandemia é capaz de realizar surpreendentes eventos positivos. Uma parceria entre o Grupo Fleury e os Hospitais Sírio-Libanês e Israelita Albert Einstein, está disponibilizando informações, infraestrutura, tecnologias e recursos humanos próprios para viabilizar o compartilhamento do repositório dados COVID-19 Data Sharing/BR. Com apoio da FAPESP e da USP, pesquisadores poderão agora acessar informações clínicas de pacientes anonimizados para subsidiar pesquisas científicas em diversas áreas de conhecimento clínico. A FAPESP estará convidando outras instituições para compartilhar informações no repositório COVID-19 Data Sharing/BR, que é composto de registros de 75 mil pacientes, com 6500 dados de desfecho clínico e mais de 1,6 milhão de exames clínicos e laboratoriais realizados na cidade de São Paulo pelo Fleury, Sírio-libanês e Albert Einstein desde novembro de 2019. O repositório disponibilizará aos pesquisadores três categorias de informação: dados demográficos (gênero, ano de nascimento e região de residência do paciente), dados de exames clínicos e/ou laboratoriais, além de informações, quando disponíveis, sobre a movimentação do paciente, como internações, por exemplo, e desfecho dos casos, como recuperação ou óbitos. Em uma segunda etapa, que já sendo fomentada pela iniciativa, o COVID-19 Data Sharing/BR abrigará também dados de imagens, como radiografias e tomografias. Até o dia 24 de junho, os grupos de pesquisa interessados poderão enviar dúvidas e comentários para os responsáveis pelo repositório, sendo que esse feedback durante o período piloto será usado para melhorar as informações e a documentação do repositório. O conjunto inicial completo dos dados estará público a partir do dia 1º de julho. Trata-se de uma iniciativa inédita, de grande relevância e que pode abrir caminho para muitas realizações semelhantes com outros grupos. 

Algoritmos turbinam bomba de insulina

 Os algoritmos SmartGuard (Medtronic) e MD-Logic (DreaMed Diabetes) foram incorporados a bomba de insulina MiniMed 780G (Medtronic), mostrando uma tendência cada vez maior: utilização crescente de health analytics em devices de gestão dde patologias crônicas. O 780G é indicado para pacientes com diabetes tipo 1, entre 7 e 80 anos. Graças aos algoritmos, o device prove rigoroso e automático controle da insulina basal, e bolus de correção, a cada cinco minutos. Além disso, reduz a preocupação do paciente esquecer de rastrear todos os casos de ingestão de alimentos. Já aprovado pela agência de certificação CE, da União Europeia, o 780G aciona alarmes e compartilha suas leituras com o smartphone do paciente, bem como de seus cuidadores e médicos. Esse grau de funcionalidade só possível aos algoritmos do sistema. É sabido o desafio de ter que calcular a ingestão de carboidratos antes de cada lanche ou refeição (diariamente) para garantir que a quantidade certa de insulina. Com esse sistema, os usuários terão uma camada extra de cobertura nos momentos em que calcularem incorretamente seus carboidratos ou esquecerem de fazer um pré-bolus. O algoritmo corrige automaticamente a glicose quando necessário. O ensaio clínico demonstrou que os algoritmos empoderam o MiniMed 780G, gerando benefícios para uma ampla gama de pacientes e principalmente adolescentes. 

Wearable de Sinais Vitais para COVID-19

 A startup Neopenda, sediada em Chicago, adaptou seu monitor vestível de sinais vitais,  originalmente criado para recém-nascidos, para ser usado em pacientes pediátricos e adultos em resposta à pandemia do COVID-19. O neoGuard é um monitor contínuo de sinais vitais que afere a taxa de pulso, de respiração, a saturação de oxigênio e a temperatura, sendo  transmitidos wireless (via bluetooth) para um painel centralizado em um tablet. É utilizado, por exemplo,  como solução de monitoramento para recém-nascidos em hospitais de Uganda. A solução foi rapidamente adaptada para ajudar pacientes com COVID-19, pois apoia a equipe médica em responder mais rapidamente as emergências médicas, identificando os casos suspeitos que estão sendo monitorados. 

Singapura faz Rastreamento da Covid-19 para quem não tem Celular

 Sim, ainda existe muita gente sem celular no mundo, inclusive no primeiro mundo. Para eles foi desenvolvido um dispositivo de rastreamento:  o token TraceTogether. Lançado pela SNDGO (Smart Nation and Digital Government Office), agência nacional digital do Governo de Singapura, os tokens serão utilizados pelos que não estão conectados digitalmente, mas que correm risco maior com o coronavírus, em geral as pessoas idosas. A distribuição começou no domingo e os dispositivos usam Bluetooth, possuem um código QR personalizado, e podem alertar os usuários se eles tiverem entrado em contato com alguém que testou positivo para a Covid-19. O rastreamento despertou preocupações com a privacidade em todo o mundo, mas o SNDGO diz que todos os dados gravados serão criptografados e armazenados por apenas 25 dias. Os tokens coletam apenas dados de proximidade, em vez de dados de geolocalização, e não têm conectividade celular ou à Internet. Isso significa que os dados criptografados não podem ser obtidos remotamente, sendo baixados apenas se o indivíduo apresentar um resultado positivo para coronavírus. O TraceTpgether tem uma vida útil de bateria de 6 a 9 meses e não precisam ser carregados, além de serem pequenos e leves o suficiente para serem pendurados em um cordão. Equipes de voluntários entregarão os tokens e fornecerão instruções de uso. Singapura foi um dos primeiros países a lançar um aplicativo de rastreamento Bluetooth totalmente funcional. 

Nova geração de Sensores de Suor

O suor excretado pela pele contém importantes biomarcadores para várias doenças, além de ser um parâmetro crítico no desempenho atlético. Atua também na função geral do corpo e até mesmo como um indicador de alerta de uma doença que se aproxima. 
Uma equipe de engenheiros da Penn State e da Universidade de Xiangtan, na China, desenvolveu um dispositivo microfluídico que supera problemas importantes de coleta de amostras em sensores de suor, levando esperança paro maiores funcionalidades desse modelo de tecnologia. A nova abordagem usa uma única abertura para coletar uma amostra de suor em pequenos canais dentro de um frasco. Os canais são hidrofílicos e, portanto, absorvem o suor, enquanto a válvula dentro da entrada é feita de componentes hidrofóbicos, de modo que todo o suor passa através dos canais. Como existe apenas uma extremidade aberta de cada canal, o suor não tem chance de evaporar, resultando em tamanhos de amostra substancialmente maiores para análise. "Queremos poder analisar o suor do exercício diário ou do calor do sol, porque no suor temos muitos biomarcadores como pH e glicose que serão um bom indicador para a progressão ou diagnóstico da doença", disse Huanyu "Larry" Cheng, professor de ciência da Penn State. O dispositivo estará em um adesivo aplicado na pele perto das glândulas sudoríparas. 

Máscaras Anti-virais elétricas

Usar mascaras contra a contaminação da Covid-19 tornou-se senso comum. Passaram a ser onipresentes em locais públicos, som as pessoas reutilizando-as à medida que vão de um lugar para outro. Ocorre que patógenos são depositados no exterior das máscaras e dentro do tecido, podendo residir nas superfícies por um longo tempo. Assim, quando não cuidadas, as próprias máscaras podem ser uma forma de disseminação de doenças.
Pesquisadores da Indiana University acreditam que a eletricidade pode ser usada para desativar patógenos em máscaras faciais. Recentemente eles mostraram que um tecido "eletrocáutico" mata partículas de coronavírus em contato e pode ser altamente útil para ajudar a garantir a segurança das máscaras faciais e potencialmente torná-las adequadamente reutilizáveis. O material, já comercializado pela Vomaris, uma empresa do Arizona e autorizada pela FDA para o tratamento de feridas, consiste em uma série de minúsculas baterias que trabalham juntas para gerar um campo elétrico através de um tecido. Quando a umidade está presente, uma corrente é evocada dentro dela e quaisquer patógenos dentro da umidade são afetados. A tecnologia, chamada V.Dox, parece ser particularmente adequada para os vírus coronarianos, porque eles usam a eletrostática para se ligar a um hospedeiro e assumir uma forma infecciosa. Enviar uma corrente por onde as partículas virais estão conectadas pode estar atrapalhando esses processos. Acompanhe mais no video, clicando aqui. 


Nebulizador portátil para pacientes respiratórios

 As doenças respiratórias continuam a ser problema crescente, sendo que o número de pessoas com comprometimento respiratório apenas nos Estados Unidos chega a 100 milhões. É composto por indivíduos com asma, DPOC, vírus respiratórios como COVID-19, pneumonia e fibrose cística. Esses indivíduos têm uma taxa de mortalidade impressionante de 50 mortes por 100 mil A maior parte dessa taxa de mortalidade é motivada pelo atraso no diagnóstico, atraso no tratamento, baixa adesão e hospitalização desnecessária. A pandemia COVID-19 afeta aqueles com comprometimento respiratório, pois é uma população considerada de risco. Ter acesso aos medicamentos e poder tratar as condições respiratórias em casa, antes que eles aumentem, é crucial. O nebulizador portátil (com aplicativo complementar) AireHealth pode ser carregado (USB) e levado numa bolsa ou no bolso para facilitar o transporte e o uso em movimento. O aplicativo aumenta o envolvimento do paciente e a adesão ao medicamento, o que é importante para maximizar os resultados terapêuticos entre pacientes respiratórios crônicos.

Dispensador de desinfecção vestível

Inúmeras tecnologias, gadgets e dispositivos foram lançados nos últimos meses por conta da Covid-19. Um deles é o dispensador de desinfecção vestível PumPiX, que oferece acesso direto a um desinfetante o tempo todo. Ele reduz a necessidade de sempre termos de levar desinfetante quando sair. Pequeno, ele se liga ao pulso como um relógio e, com o pressionar de um botão, pode dispensar o desinfetante a qualquer hora e em qualquer lugar. Em um recipiente cheio de desinfetante oferece 100 sprays, economizando plástico em vários frascos de desinfetante para as mãos. Também é respirável e possui capacidade de absorção do suor e pode ajudar na defesa de resfriados, gripes, insetos estomacais e outros. 

Estudo mostra os resultados das Terapias Comportamentais Digitais

Pesquisa realizada e publicada pela SilverCloud Health, empresa centrada em saúde mental digital, com a Universidade de Dublin e a Universidade de Sheffield. Ela veio num momento de grande ansiedade devido a COVID-19 e enfatiza como a terapia comportamental cognitiva digital (iCBT) pode proporcionar fortes melhorias e recuperação clínicas. Mais da metade das pessoas com diagnóstico de ansiedade e/ou depressão se recuperou após três meses, de acordo com o estudo publicado na npj Digital Medicine. As descobertas, reveladas no estudo envolvendo mais de 360 ​​usuários de serviços na Inglaterra, dentro do programa “Improving Access to Psychological Therapies (IAPT)”, endossa fortemente o papel que a saúde mental digital pode desempenhar no tratamento de transtornos de depressão e ansiedade. O estudo ocorre quando os profissionais de saúde mental antecipam um aumento significativo em uma série de distúrbios relacionados à ansiedade e à depressão decorrentes da pandemia. Os possíveis gatilhos incluem sofrimento, perda e insegurança no emprego, solidão e isolamento. As descobertas sublinham os benefícios de longo prazo e o custo-efetividade da inclusão de intervenções digitais em saúde mental como parte dos cuidados clínicos, incluindo modelos de assistência por etapas, como o IAPT. Como parte do estudo, um grupo de tratamento da IAPT recebeu oito semanas de intervenção digital em saúde mental para tratar depressão e ansiedade, em comparação com um grupo de controle da lista de espera que não recebeu o tratamento inicialmente. Entrevistas psiquiátricas dos participantes três meses após o tratamento constataram que, em geral, 56,4% não tinham mais diagnóstico de ansiedade, depressão ou diagnóstico conjunto. Uma redução significativa adicional nos escores de sintomas foi observada após 12 meses, em média uma redução de 50%. Os resultados provaram a eficácia do tratamento da ansiedade e depressão usando o iCBT com excelentes resultados para o paciente.

Prescrições eletrônicas no Reino Unido

Servindo de exemplo para nações com sistemas públicos de saúde, que ainda pouco utilizam ePrescription, o Reino Unido aumenta o seu volume de prescrições digitais em tempo de Covid-19. Mais de 85% das prescrições de cuidados primários na Inglaterra agora são processadas eletronicamente devido a pandemia de coronavírus. Os últimos números do NHS Digital, referentes a abril de 2020, mostram que 86% das prescrições dispensadas na atenção primária na Inglaterra foram feitas usando o Electronic Prescription Service (EPS). Isso representa um aumento superior a 10% com relação a fevereiro, quando o uso era de 73%. Em abril de 2019, o uso foi de 68%. Cerca de 54% das práticas de GP (médicos de família) usam agora a Fase 4 do EPS, permitindo que o serviço seja usado para pacientes sem uma farmácia indicada, com as prescrições sendo baixadas usando o ID exclusivo da prescrição. A implantação da fase 4 do EPS começou em novembro de 2019. O envio de prescrições eletronicamente não apenas aumenta a eficiência e economiza o dinheiro do Serviço Público, mas também ajuda os pacientes e os médicos no distanciamento social, reduzindo os contatos.

Pesquisa mostra satisfação dos pacientes com a Telemedicina 

A maioria dos pacientes de gastroenterologia e hepatologia e seus respectivos médicos favoreceram as visitas de telemedicina durante a pandemia do COVID-19, de acordo com pesquisa recente. Pesquisadores da Penn Medicine, da Filadélfia (EUA), avaliaram a opinião de quase 800 pacientes (gastroenterologia e hepatologia) entre 16 de março e 10 de abril, sendo que 94% das consultas de gastroenterologia e hepatologia foram realizadas via telemedicina. Cinco resultados da pesquisa: (1) 67% consideraram as teleconsultas como substitutos positivos e aceitáveis ​​para as visitas pessoais; (2)  Pacientes com pelo menos 60 anos de idade e pacientes negros, de qualquer idade, acharam as teleconsultas um pouco menos positivas em comparação aos pacientes mais jovens e de outras etnias; (3) 61% dos pacientes com 60 anos ou mais, e 62% dos pacientes negros disseram que as visitas de telemedicina eram "boas/melhores" que as visitas tradicionais; (4) 67% dos pacientes que participaram de uma consulta virtual disseram que a visita era "boa / melhor" que as consultas presenciais tradicionais, com 96% dos participantes dizendo que estavam "um pouco/muito satisfeitos com os cuidados médicos"; (5) 88% dos médicos que participaram de consultas virtuais responderam que ela foi "boa/melhor" que as consultas presenciais tradicionais, com 80% dos participantes dizendo que estavam "um pouco/muito satisfeitos" com os cuidados médicos eles foram capazes de fornecer. 

Estão chegando as Clínicas drive-through 

A empresa de arquitetura norte-americana NBBJ, especializada em planejamento e design global, apresentou um novo conceito que poderá reduzir o risco de contaminação de pacientes que visitam hospitais: uma clínica médica drive-through. Embora existam muitas instalações de testes drive-through no mundo para aqueles que apresentam sintomas do COVID-19, uma unidade de atendimento completo, em que os médicos podem tratar pacientes em seus carros, é a boa nova. "A COVID está impedindo muitas pessoas de irem ao hospital", diz Ryan Hullinger, diretor da NBBJ. "Estamos procurando maneiras de tornar as clínicas hospitalares mais seguras, proporcionando aos pacientes um ambiente mais atrativo e menos arriscado no contágio", explica ele. A clínica drive-through é concebida para ser um ponto intermediário entre Telehealth, onde os médicos podem aferir sintomas críticos, e a visita presencial. Ele foi projetado para ser facilmente implantado em garagens de estacionamento de hospitais, ocupando cerca de 18 metros de espaço (equivalente a uma vaga entre duas colunas em um estacionamento hospitalar).

 

Quer saber mais sobre as pandemic-techs e Digital Healthcare? Participe do HIMSS@Hospitalar 2020, principal fórum de tecnologia aplicada à saúde que acontece durante a Hospitalar.


Guilherme S. Hummel
Coordenador Científico - HIMSS@Hospitalar Forum 
EMI - Head Mentor

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