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Fatos e ações tecnológicas para mitigar o Covid-19

Saiba o que são as Pandemic-Techs e como essas tecnologias podem fazer diferença!

A vida seguia no ritmo normal até que a pandemia do Covid-19 acelerou de forma global, mudando todas as rotinas, como, por exemplo, um simples aperto de mão. Essa foi a oportunidade para as tecnologias digitais (pandemic-techs) passarem a fazer diferença. As soluções de Digital Health tornaram-se poderosas aliadas em tratamentos, atendimentos, controle epidêmico ou qualquer outra iniciativa que, rapidamente, pudesse ajudar e minimizar os problemas do isolamento social. Além disso, elas ajudam na pesquisa, estudos, criação de medicamentos terapêuticos, na vacina e na produção de materiais que sejam eficazes no controle pandêmico. Confira 6 Pandemic-Techs:

Internet Overload

Com meio milhão de infectados ao redor do mundo, a pandemia Covid-19 sequestrou a atenção do mundo. Como esperado, a mais importante ferramenta de comunicação entre povos, entidades e pessoas passou a ser a Internet. A preocupação com a saúde passou a ser dividida com com a chamada internet overload (excesso de carga). Devido ao home office e as políticas de confinamento domiciliar, as operadoras passaram intensificar as preocupações. A Netflix e o YouTube, por exemplo, estão reduzindo a qualidade do streaming na Europa e no Brasil, evitando um colapso pelo uso sem precedentes. Nos Estados Unidos, o uso da VPN (virtual private network) aumentou 124% na segunda quinzena de março, segundo o AtlasVPN. A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) vem realizando reuniões com representantes das Operadoras para discutir medidas extraordinárias para o atual momento pandêmico. Um dos pontos que vai atrair intenso debate nos próximos meses é o aumento exponencial que ocorrerá no Brasil do uso da Telemedicina. Ela vai ampliar em muito a demanda por banda, o que requer estabilidade, segurança e garantias de non stop (sem interrupções). Na Alemanha, o setor de saúde se beneficiou da infraestrutura digital durante a pandemia do Covid-19, com plataformas de telemedicina, bots e sistemas de TI que ajudam a proteger remotamente os cuidados médicos e permitem o gerenciamento eficiente de crises e o planejamento preciso dos recursos. 

A Guerra pelos ventiladores mecânicos

Entre 15 e 21 de março de 2020, o número de novos internados na país com insuficiência respiratória grave saltou para 2.250 pacientes, de acordo com informações do Ministério da Saúde. Esse número alarmante, dez vezes maior do que a média histórica, requer uma atenção especial em uma tecnologia específica: o ventilador mecânico. O aparelho é usado para apoiar pacientes com problemas respiratórios críticos, centrados no pulmão. Essa demanda ocorre no mundo todo, e os ventiladores nunca tiveram tanta importância nos sistemas de saúde de qualquer país. O histórico dos pacientes graves em Covid-19, mostra o desenvolvimento de uma condição com risco de vida denominada síndrome do desconforto respiratório agudo (SDR): sem ventiladores essa insuficiência é letal. Pior que isso: um paciente pode precisar estar no ventilador por semanas. O Brasil tem 46 mil leitos de UTI com ventiladores, mas a taxa de ocupação desses leitos (rede pública e privada) já era ao redor de 90% antes do coronavírus. Ou seja, a corrida por esse aparelho tornou-se uma guerra dentro da cadeia mundial de equipamentos hospitalares. Nos EUA não é diferente. De acordo com o New York Times, existem cerca de 170 mil ventiladores em solo americano, enquanto a American Hospital Association estima que 960 mil pessoas precisarão deles ao longo da pandemia. Montadoras automobilísticas e outras linhas de manufaturas já estudam a fabricação do ventilador. Ocorre que a produção está longe de ser simples e rápida. Eles são rigorosamente regulamentados e devem passar por um intenso processo de aprovação e testes. Também existem problemas na cadeia de suprimentos com os insumos necessários para esses equipamentos. No Brasil, o Laboratório de Engenharia Pulmonar e Cardiovascular da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) publicou nas redes sociais um texto solicitando ajuda para fabricar ventiladores mecânicos. A UFRJ estuda a viabilidade de desenvolver um modelo de ventilador mecânico de baixo custo e baixa complexidade, e que possa ser construído em massa, em pouco tempo e com os recursos disponíveis no mercado nacional. Outras ações para a produção rápida de dos ventiladores  mecânicos mobilizam grupos nas redes sociais, como o projeto: Covid-19 Air BRASIL - Fast production of assisted ventilation devices.

Teleconsulta pode ajudar a virar o jogo

O Covid-19 é uma ameaça brutal a toda a comunidade médica, sem falar que a ausência dos profissionais de saúde impacta diretamente dezenas de pacientes. Imagine que um médico seja infectado por coronavírus e percebe que está dentro do isolamento, podendo já ter contaminado sua própria família e, obviamente, impossibilitado de exercer sua função e ajudar no atendimento de inúmeros pacientes. Mas com as plataformas de Telemedicina e Telehealth o cenário já seria diferente. Há muito já utilizadas em vários países, só agora devido a epidemia seu uso foi regulamentado no Brasil pelo Governo, Congresso e CFM, pelo menos até o fim da crise Covid-19. A Teleconsulta domiciliar possui vários benefícios, entre:

  • Evita o deslocamento dos pacientes suspeitos de infecção às unidades de atendimento; 
  • Protege os profissionais de Saúde da contaminação; 
  • Reduz os custos dentro da Cadeia de Saúde;
  • Induz o paciente a normatizar seu autocuidado, inserindo a conveniência no seu cotidiano.

O serviço de atendimento médico residencial é realizado remotamente entre paciente e médicos, utilizando plataformas online com o paciente podendo acessar o contato através de smartphones, desktops, tablets, etc. Por videoconferência o médico auxilia o paciente provendo informações, identificando inconformidades, produzindo diagnóstico e orientando sobre procedimentos básicos. Como todo serviço é realizado pela Internet, não importa onde médicos e pacientes estão localizados. A Associação Paulista de Medicina, em recente pesquisa, constatou que para 43,76% dos médicos, a falta de regulamentação era grande barreira na utilização da vídeo consulta. Vários países já fazem usam da tecnologia no combate a pandemia como Reino Unido, Dinamarca e França.  

Atrações do HIMSS@Hospitalar Fórum lançam ferramentas contra a pandemia

O  HIMSS@Hospitalar Fórum sempre procurou parceiros que contribuíssem em cases reais e, que acima de tudo, que tivessem propósito. Para a edição 2020, não foi diferente. Diante da pandemia do Covid-19, três empresas com presenças confirmadas no evento, tiveram diferentes ações na resolução deste cenário. 

Uma das empresas de Telehealth mais importantes da Europa, a Babylon Health, lançou uma plataforma específica para o combate ao coronavírus: Covid-19 Care Assistant. A ferramenta, lançada no Reino Unido, permite que os usuários registrem seus sintomas e oferece conselhos àqueles que podem ter contraído coronavírus, mantendo uma linha de segurança coletiva que os impede de espalhar a doença. Os contaminados recebem um plano de tratamento com base nas orientações do NHS e são incentivadas a registrar seus sintomas. A Spectator Healthcare Tecnology, também holandesa, adaptou uma solução de vídeo consulta para as demandas geradas pelo coronavírus. Sem falar na Denmark Telehealth, que além de prover conhecimento e inovação a Dinamarca, está apoiando a Noruega no combate ao vírus

Poder da Inteligência Artificial na identificação e gestão pandêmica

No final de 2019, pesquisadores usavam sistemas de inteligência artificial para vasculhar as mídias e plataformas sociais detectando a propagação de uma doença incomum semelhante à gripe em Wuhan, China. Levaria vários dias antes que a Organização Mundial da Saúde divulgasse uma avaliação de risco. Um mês depois, declarou emergência de saúde pública global para o novo coronavírus. Os sistemas de IA estão acelerando o processo de identificação e controle pandêmico. A Dataminr, empresa de tecnologia IA voltada a detecção de risco em tempo real, emitiu o primeiro alerta sobre o Covid-19 em 30 de dezembro, com base em relatos de testemunhas oculares de hospitais de Wuhan. Fotos da desinfecção do mercado de frutos do mar de Wuhan, onde o vírus se originou, eram um aviso de que havia algo diferente na China. Kamran Khan, fundador e executivo-chefe da empresa de rastreamento de doenças BlueDot, no Canadá, mostrou que os dados, não necessariamente clínicos, mostravam ecos do surto de SARS 17 anos antes, mas sem identificar o quão contagioso isso era. Os sistemas de IA e Aprendizado de Máquina estarão cada vez mais presentes na batalha virótica, passando pelo rastreamento do surto até a aceleração dos testes de drogas. 

O mais completo guide tecnológico on-line do Covid-19

Poucas organizações estão tão preparadas para analisar, avaliar e estimular o uso de digital health do que o HIMSS (Healthcare Information and Management Systems Society), a mais importante organização não governamental e non profit de estudo e conteúdo tecnológico para a Saúde. O painel “How Technology is Guiding COVID-19 Response Worldwide” é uma plataforma com vídeos, apresentações, entrevistas e artigos sobre o que está acontecendo na pandemia do coronavírus dentro da visão tecnológica. Uma real plataforma de informações, estudos e sugestões que já possui mais de um milhão de seguidores em todos o mundo. 

As epidemias através da História

Para aqueles que, mesmo com todas as facilidades das pandemic-techs ainda não conseguiu aderir ao mundo digital e gosta ou precisa entender os aspectos culturais e holísticos das epidemias, vale a sugestão de dois livros: 
“A história da humanidade contada pelo vírus”, a deliciosa odisseia do ser humano contada sob a ótica dos vários vírus que assediaram o homem ao longo do tempo. Stefan Cunha Ujvari é um craque. Médico infectologista com larga experiência virótica, também escreveu outros livros sobre o tema “Meio ambiente & epidemias”, “A história do século XX pelas descobertas da medicina” e outros. Cunha não perde tempo e faz uma análise delicada e, as vezes, bem humorada das várias crises epidêmicas mundiais e seus protagonistas: os vírus. 

Para aqueles que desejam se debruçar em leituras mais técnicas, são imperdíveis os livros “Epidemics and Society, From the Black Death to the Present” de Frank M Snowden; e “Viruses, A Very Short Introduction” de Dorothy H Crawford. 
 

Quer saber mais sobre as pandemic-techs e Digital Healthcare? Participe do HIMSS@Hospitalar 2020, principal fórum de tecnologia aplicada à saúde que acontece durante a Hospitalar.


Guilherme S. Hummel
Coordenador Científico - HIMSS@Hospitalar Forum 
EMI - Head Mentor

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