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AMB quer exame nacional para médicos recém-formados poderem atuar

AMB quer exame obrigatório para médico recém-formado Associação tem proposta para criação de um exame nacional de proficiência e pretende levá-la ao Congresso Nacional

Para Associação Médica Brasileira (AMB), os estudantes de medicina ou mesmo os médicos recém-formados, diplomados pelas universidades, só deveriam ter licença para atuar (registro profissional no CFM) depois de serem aprovados pelo Exame Nacional de Proficiência em Medicina. “Precisamos de um filtro minimamente razoável e seguro para evitar que profissionais malformados entrem no sistema de saúde. Isso é condição fundamental para garantirmos um atendimento de qualidade à população”, alertou Lincoln Ferreira, presidente da AMB.

 
Para a entidade, as escolas médicas e os alunos precisam ser avaliados, e o profissional que não estiver preparado não pode exercer a medicina. “Não podemos permitir que a população seja enganada. Se sabemos que os médicos estão sendo formados sem as condições necessárias para atender a população, por qual motivo devemos deixar que atuem?”, questiona Lincoln. “Médico bem formado custa caro, mas médico malformado custa mais caro ainda”, afirma.

Para viabilizar essas mudanças de forma a garantir a segurança jurídica, a AMB levará ao Governo Federal e ao Congresso Nacional uma proposta de Projeto de Lei.

Apoio popular
 
Segundo o Datafolha, é quase total o apoio da população à exigência de um exame para garantir a qualidade dos médicos de ingressarem no mercado de trabalho. Das 4.060 pessoas ouvidas na pesquisa, 35% disseram que a qualificação dos médicos brasileiros piorou nos últimos anos.
 
Há grande convergência de opinião em torno do tema. A maioria das entidades médicas é a favor de exame semelhante ao proposto pela AMB. Os conselhos de medicina devem ter a prerrogativa de não registrar o profissional que não tiver sido aprovado pelo Exame Nacional de Proficiência em Medicina. Hoje não há essa prerrogativa, e mesmo os médicos que tiveram performance insuficiente nos exames ou nem participaram deles podem receber o registro profissional.   
 
“Diante desse quadro, é praticamente inconcebível não avançarmos para resolver a situação. A quem interessa que a coisas sigam desta forma, em clara afronta aos interesses da saúde da população? Se todos querem e as divergências são pontuais, não há razões para que isso não seja implementado. Essa será uma das principais bandeiras da AMB em 2018”, anunciou Lincoln.  
 
Modelo do Exame

Para a AMB, é fundamental que o exame seja nacional e obrigatório. A entidade defende que o aluno seja avaliado não somente depois de concluído o curso, mas em avaliações seriadas, como é realizado em diversos países, ao final do segundo, do quarto e do sexto ano. Isso permitiria que o estudante identificasse seus pontos fracos e, junto com a escola, atuar para corrigir essas fragilidades.

  • Diplomas estrangeiros: a proposta da AMB é de que brasileiros ou estrangeiros formados em medicina fora do país também deverão passar pelo mesmo Exame de Proficiência em Medicina. E, só depois de aprovados, receberiam o registro profissional para atuar como médicos no território nacional. O exame só poderá ser feito depois do médico ter passado pelo Revalida, processo do Ministério da Educação que avalia a adequação do curso feito no exterior aos parâmetros brasileiros.
     
  • Médicos com baixa qualificação: diversos exames semelhantes têm sido realizados por entidades médicas brasileiras, mas de forma isolada, como o Exame do Cremesp por exemplo. Os resultados são alarmantes e deixam claro que há em curso um verdadeiro descaso com a qualidade do ensino médico no Brasil. “Precisamos de um exame nacional, construído de forma que se possa avaliar realmente e de forma assertiva o nível do ensino médico que está sendo dado aos alunos e a qualidade dos profissionais que estão sendo formados”, afirma o presidente da AMB.

No último exame do Cremesp, divulgado em fevereiro, 81% dos participantes não souberam interpretar uma mamografia, 78% erraram o diagnóstico de diabetes, 75% não identificaram tratamento para hemorragia digestiva alta.

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