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Inclusão e acessibilidade: muito além das barreiras físicas

O termo acessibilidade, de acordo com a Lei Brasileira de Inclusão de Pessoas com Deficiência (PCD), significa “possibilidade e condição de alcance para utilização, com segurança e autonomia, de espaços, mobiliários, equipamentos urbanos, edificações, transportes, informação e comunicação”.

O termo acessibilidade, de acordo com a Lei Brasileira de Inclusão de Pessoas com Deficiência (PCD), significa “possibilidade e condição de alcance para utilização, com segurança e autonomia, de espaços, mobiliários, equipamentos urbanos, edificações, transportes, informação e comunicação”. Alguns dos mais conhecidos exemplos são os edifícios com rampas de acesso para cadeiras de rodas e pisos táteis que auxiliam a locomoção de deficientes visuais. Mas inclusão e acessibilidade vão muito além das dimensões arquitetônicas.

É exatamente esse debate que Maria da Conceição Monteiro, diretora da Accessible Consullting e especialista com 30 anos de trabalho na área, propõe para os grandes players do setor. Segundo Monteiro, muitas conquistas foram alcançadas durante esse período, provocando mudanças de mentalidade na questão de inclusão.

“Se fizermos uma análise dos últimos 30 anos, houve muita evolução em termos de legislação e de tecnologias que ajudam, cada dia mais, com novos dispositivos para favorecer a autonomia de PCD. No entanto, o avanço foi lento, e vemos que há muito trabalho a fazer”, analisa. Para Monteiro, ainda existe muita dificuldade para se falar em inclusão nas instituições de saúde. “Vemos uma preocupação legítima de fazer todas as adaptações necessárias e quebrar as barreiras do ponto de vista arquitetônico e comunicacional, por exemplo, mas a atitude inclusiva – que do meu ponto de vista é o principal – acaba ficando de lado.”

Essa dimensão atitudinal compreende a inexistência de preconceitos, generalizações, discriminações e estigmas contra as PCD. “Se essa barreira não for quebrada, ela acaba impactando de forma bastante negativa todos os esforços que as instituições fazem para se tornarem acessíveis. A falta de conhecimento em como lidar com ou orientar pessoas com deficiência acaba travando todo processo de sucesso de um programa de inclusão”, afirma a especialista.

Como exemplo, ela cita situações em que pacientes não querem ser atendidos por funcionários com deficiência e até a dificuldade de integração entre os próprios colaboradores. Ainda assim, Monteiro acredita que, nos segmentos fora do ambiente de saúde, as barreiras de atitude e as dificuldades no atendimento de PCD são maiores.

Monteiro acredita também que caminhamos para uma mudança de cultura. Ao analisar a história, ela relembra como antigamente não havia aceitação do diferente ao citar o exemplo de famílias que escondiam parentes com deficiência e acredita que o modo como a sociedade se comporta hoje é resultado da perpetuação desses comportamentos.

“É preciso entender que todos têm direito ao respeito e à autonomia, independentemente da condição física ou mental, e precisamos estar preparados para lidar com o diferente. Devemos orientar e inserir temas de inclusão de forma mais prática na formação acadêmica, realizar treinamentos, produzir manuais de orientação, fazer as pessoas vivenciarem situações para que tenham condição de atender pessoas com PCD – não por caridade, mas por uma questão de igualdade e respeito”, observa a especialista.

O tema “Inclusão e acessibilidade no ambiente hospitalar” foi abordado em um evento promovido pela TMJobs com importantes players do mercado de saúde. Tânia Machado, CEO da empresa, ressalta a importância de levantar debates como esse. “Buscar conhecimento sobre o assunto com todos os profissionais envolvidos é um passo muito importante para as instituições. Isso demonstra preocupação na entrega de valor ao paciente, bem como no que diz respeito aos seus colaboradores. A responsabilidade precisa ser coletiva, atendendo às normas de segurança, de acessibilidade e inclusão”, finaliza.

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