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Sistema de saúde: as rupturas emergentes e o papel dos hospitais

“Quando falamos em hospital do futuro temos a ideia dos que estão na ponta, mas temos que pensar em como cada um acompanhará. É uma questão de grandes contrastes”. A afirmação foi feita por André Medici, economista especialista em Saúde do Banco Mundial, ao comentar sobre a singularidade de cada hospital na adoção de tecnologias.

“Quando falamos em hospital do futuro temos a ideia dos que estão na ponta, mas temos que pensar em como cada um acompanhará. É uma questão de grandes contrastes”. A afirmação foi feita por André Medici, economista especialista em Saúde do Banco Mundial, ao comentar sobre a singularidade de cada hospital na adoção de tecnologias.

Para Medici, todo o sistema, incluindo os hospitais, deve passar por uma transição de processos até se chegar a um modelo de assistência e de gestão ideal, cobrindo todas as áreas essenciais de uma organização de saúde: cuidado centrado no paciente, integração clínica, financiamento, foco no valor. “São tendências mundiais”, ressaltou.

O economista destaca que nem sempre ter leitos disponíveis significa qualidade hospitalar. O que importa é a capacidade resolutiva de cada atendimento. “Tem países que possuem níveis de eficiência maiores e o tempo de permanência tem sido menor, com acompanhamento domiciliar para a continuidade do cuidado fora do hospital.”

Para Medici, o avanço do processo de desospitalização e as redes de especialização em atendimento primário e a domicílio são fundamentais para uma saúde mais eficaz, com a participação ativa do paciente no processo. “Vamos passar a descentralizar. O sistema de informação passa a ser integrado em toda a rede e é direcionado ao paciente, além da integração de uma equipe multiprofissional. O paciente não é mais passivo e é cada vez mais fundamental sua participação.”

Além da implementação de novos processos e serviços, é importante ter um novo modelo de pagamento para os prestadores e mensurar os resultados, com o objetivo de evitar desperdícios e direcionar como será feita a remuneração desse atendimento. “Indicadores e métricas já existem, cabe encontrar qual se adequa melhor. É obrigação do hospital planejar uma saúde cada vez mais individualizada, com foco na redução de custos e deixando de comprar tecnologia desnecessária”, finalizou.

André Medici foi palestrante do 5º Congresso Nacional dos Hospitais Privados (Conahp), promovido pela Associação Nacional dos Hospitais Privados (Anahp), em São Paulo. Ele participou da plenária “Sistema de Saúde: as rupturas emergentes e o papel dos hospitais”, no dia 22 de novembro.

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