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Hospital 4.0: um futuro cada vez mais presente

Como uma evolução do conceito de Indústria 4.0 ou quarta revolução industrial, o Hospital 4.0 é um tema que vem sendo amplamente discutido no setor da saúde.

Como uma evolução do conceito de Indústria 4.0 ou quarta revolução industrial, o Hospital 4.0 é um tema que vem sendo amplamente discutido no setor da saúde. Trata-se de uma integração total entre os serviços hospitalares e as soluções tecnológicas que envolvem diversos tipos de inovação, como Inteligência Artificial, Big Data, cirurgia robótica, softwares de apoio à decisão médica, Internet das Coisas, entre outros conceitos. A ideia é criar um ambiente muito mais ágil, seguro, eficaz e de alta qualidade tanto para os profissionais envolvidos nos processos hospitalares quanto para o principal beneficiado nesse tipo de serviço: o paciente.

Para falar sobre o assunto, reunimos as opiniões de gestores e especialista que estão trabalhando com essa temática atualmente no Brasil. Para eles, o Hospital 4.0 não se trata mais de uma tendência futurística, mas de uma realidade que vem sendo construída a partir da adoção de novas tecnologias nas instituições de saúde.

“No Hospital 4.0, nós trazemos as tecnologias disruptivas para dentro do ambiente hospitalar para, dessa forma, aumentar a eficiência das operações de saúde. A ideia é utilizar a tecnologia em todas as tarefas e funções que possam auxiliar a equipe médica ou de enfermagem, aumentando ainda mais a segurança e a qualidade nas operações hospitalares”, comenta Marco Bego, diretor de Infraestrutura e Inovação do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP. Ele é um dos nomes à frente do Projeto Hospitais 4.0 - InovaHC, lançado durante a Hospitalar 2018, iniciativa que busca implantar esse novo conceito nos hospitais brasileiros.

A Intersystem é uma das empresas que vem desenvolvendo soluções em gestão de informação, propondo a integração de bancos de dados e prontuários eletrônicos para aprimorar o gerenciamento das instituições. Recentemente, a empresa foi responsável pela integração dos dados das quatro unidades do A.C. Camargo em São Paulo.

“Cada produto que desenvolvemos adere ao que chamamos de princípio IRIS, sigla em inglês para Interoperable, Reliable, Intuitive and Scalable (Interoperável, Confiável, Intuitivo e Escalável). A InterSystems contribui para a criação de sistemas de saúde sustentáveis e de alto valor com sua tecnologia e soluções para a área da saúde. A visão por trás de nossos produtos é simples: capacitar os prestadores de cuidados e conectar as comunidades de atendimento em torno de informações de saúde apresentadas de forma clara, fáceis de usar e abrangentes”, explica Alexandre Tunes, Country Sales Manager da InterSystems Brasil.

Alexandre também fala sobre os impactos que a tecnologia e a ideia de Hospital 4.0 vêm causando nos profissionais da saúde, nas instituições e também para os pacientes.

“O Hospital 4.0 está promovendo um impacto geral na gestão das instituições de saúde, nos serviços ao paciente e também na rotina de todos os profissionais envolvidos. Há hoje uma percepção de atuação cooperada, que aumenta a eficácia do trabalho desenvolvido por cada membro da equipe de saúde. O paciente, por sua vez, tem mais autonomia e mais conhecimento, tudo isso graças à tecnologia”, detalha.

A MV, que também atua no ramo da tecnologia e saúde, tem como destaque o Soul MV, uma plataforma de gestão estratégica que concentra, gere, administra e cria possiblidades de administração otimizadas nos hospitais. Grandes clientes, como a Unimed, já aderiram à solução da empresa, que participa ativamente dessa revolução tecnológica dentro do setor. Para a MV, a matéria-prima de toda essa inovação é a informação e a capacidade de gerenciá-la.

“Se olharmos exemplos como Airbnb ou Uber, teremos um contexto que podemos trazer para a área hospitalar. As duas empresas partem do contexto de alguém que precisa de um serviço e de alguém que pode oferecê-lo. Essas relações sempre existiram. As empresas inovaram pela capacidade de processar as informações que envolvem a relação entre prestador e cliente, aproximando os dois sujeitos de forma muito mais rápida por meio de um aplicativo. Por isso, precisamos compreender como processar as informações dos nossos clientes para atendermos de uma forma melhor e mais rápida na área da saúde”, comenta Alceu Alves, vice-presidente da MV.

Nesse contexto, Alves comenta a necessidade de atender cada vez melhor o paciente e alcançar não apenas o tratamento da doença, mas criar novas estratégias de prevenção e manutenção da saúde de todas as formas possíveis por meio da informação.

“Nós fazemos um trabalho de inovação chamado Global Health em que analisamos todas as informações possíveis do paciente para focarmos na prevenção. É uma forma de monitoramento de todas as questões de saúde dentro de uma visão sistêmica, que ajudará a prever as necessidades do paciente. Não devemos mais pensar na doença, e sim na saúde. A tendência é que, com o volume de informações que estamos produzindo a cada momento, não permitiremos mais que a saúde seja tão fragmentada. Estamos falando de um atendimento unificado, personalizado, em que teremos um conhecimento prévio de todo histórico de saúde e necessidades daquela pessoa. Essa é uma inovação real e que cada vez mais tem atraído o olhar dos profissionais e do mercado da saúde”, detalha Alceu.

As tecnologias citadas pelos entrevistados já são parte do case de aplicações e desenvolvimento de inovações no setor da saúde no Brasil. De acordo com os gestores, quanto mais o mercado se abrir para novas tecnologias, maior será a integração e o desenvolvimento de soluções que auxiliaram tanto os profissionais de saúde quanto os pacientes, que poderão contar com um serviço mais seguro, rápido e eficaz.

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