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Telemedicina: conheça novas possibilidades e caminhos

Distância e tempo são conceitos que têm sido revolucionados pela era digital e influenciam todas as áreas do conhecimento. Na saúde, a Telemedicina, que é a prestação de serviços médicos a distância por meio de ferramentas tecnológicas, promete agilizar processos, aumentar a participação da sociedade nas decisões, promover a acessibilidade e ser um dos maiores agentes de transformação na configuração de hospitais, relação entre médicos e pacientes e do próprio conceito de assistência.
Distância e tempo são conceitos que têm sido revolucionados pela era digital e influenciam todas as áreas do conhecimento. Na saúde, a Telemedicina, que é a prestação de serviços médicos a distância por meio de ferramentas tecnológicas, promete agilizar processos, aumentar a participação da sociedade nas decisões, promover a acessibilidade e ser um dos maiores agentes de transformação na configuração de hospitais, relação entre médicos e pacientes e do próprio conceito de assistência.

As transformações acontecem não apenas pela chegada de novos aparelhos, mas pelas mudanças no olhar da sociedade trazida por eles. Quando se pensa em telemedicina, acompanhada das inovações e novos de comportamentos de toda a população, percebe-se que são abertas portas para especialização do home care e maior desospitalização.

A gama de serviços oferecidos pode variar de telemonitoramento, como acompanhamento da evolução de quadros de diabetes e pós-operatórios, por exemplo, até teleorientação. Nesse caso, o paciente poderia sanar a distância dúvidas sobre medicamentos e exames, e até informar-se sobre poder ou não fazer uma determinada viagem. Poderiam ser realizadas, inclusive, pré-consultas para um melhor direcionamento antes da ida a um hospital. Tais mudanças poderiam equilibrar a quantidade de visitas a prontos-socorros, reduzindo drasticamente custos logísticos e operacionais e diminuindo filas para o atendimento aos pacientes.

Outra possiblidade seria o atendimento a comunidades em regiões muito afastadas, com difícil acesso a transporte e serviços de saúde.

Tecnologia e segurança

Embora seja uma das grandes tendências atuais, sua correta utilização é ainda tema de discussão legal, já que envolve questões, éticas e de segurança, levando-se em conta que é uma área que lida com dados sensíveis dos pacientes. Atualmente, serviços de mensagem como o WhatsApp podem ser usados para comunicação entre médicos e pacientes, assim como entre os próprios médicos para trocar dúvidas (desde que o sigilo sobre os dados do paciente seja mantido). Contudo, o Conselho Federal de Medicina (CFM) proíbe consultas, inclusive para complementação diagnóstica, em qualquer tipo de plataforma.

A organização para lidar com o tema ainda engatinha no país, mas a tendência mundial é a da disrupção do modelo atual, por isso é preciso se mover. “Se não corrermos, o mundo vai colonizar o Brasil. Não adianta colocar a cabeça dentro de um buraco”, comenta Chao Lung Wen, chefe da disciplina de Telemedicina da Universidade de São Paulo (USP).

Para ele, é preciso investir na educação dos profissionais com matérias obrigatórias na faculdade que envolvam conceitos sobre ética e compartilhamento de informação na era digital. Wen também acredita na necessidade de se criar um ecossistema que defina o que é valor agregado e sustentabilidade financeira do setor. No caso da regulamentação do mercado, não bastaria esperar ações governamentais, mas sistematizar normas e orientações, além de organizar alianças institucionais, já que as inciativas vigentes são isoladas e pontuais.

Tal empreitada exige que se unam os diversos players do setor, integrando instituições privadas, sejam de caráter lucrativo ou filantrópico, sistema público, ações governamentais e acadêmicas, autarquias e outros interessados no debate. “Essa aliança é fundamental para discutir os melhores caminhos e pode ajudar, inclusive, a nos prevenir de iniciativas caça-níqueis que podem proliferar por aí”, analisa.

Chao Weng acredita que haverá uma grande oportunidade de discussão dessa pauta durante o HIMSS@Hospitalar, evento oficial de tecnologia da Hospitalar que acontece em maio. “É um centro de promoção de desenvolvimento dos novos negócios. Uma forma de reunir parceiros diferentes para definir as próximas etapas de discussão sobre telemedicina. Algumas pessoas acham que, na pesquisa acadêmica, é proibido ter dinheiro. Isso é um pensamento equivocado. Deve-se seguir o rigor acadêmico, mas promover o desenvolvimento de novas riquezas sociais. E estas são diretamente conectadas com o sucesso, que é o plano de negócio positivo. E a Hospitalar pode proporcionar essa integração”, finaliza.

O futuro

A partir de 2020/2021, uma série de adventos tecnológicos devem se popularizar e potencializar a disrupção da medicina, confira alguns deles:

Internet 5G: mudará o conceito de conectividade. Para se ter uma ideia, um filme que atualmente leva 23h para ser baixado demorará cerca de 3 segundos. “Com internet 5G, até o seu tênis vai ter endereço de internet. Eu posso ter um colete para monitorar o seu estado de saúde, como acompanhar um eletrocardiograma”, explica Chao Weng.

Tecnologia do grafeno: será possível dobrar e enrolar os equipamentos, inclusive celulares, o que aumentará as possibilidades de portabilidade e flexibilidade do uso de diversos aparelhos.

Biochip: com uma gota de sangue será possível realizar de 20 a 30 exames laboratoriais. Alguns poderão ser feitos em casa.

Impressora 3D: possibilita a impressão de modelos para próteses e órteses, medicamentos impressos e dosados sob medida, além da troca de arquivos para materialização de estruturas capazes de apoiar cirurgias em diferentes partes do planeta.

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