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Dia Internacional da Mulher: Conheça a voz por trás dos 26 anos da Hospitalar

O Dia Internacional da Mulher, celebrado no dia 8 de março, pode ser considerado uma data para se lembrar do avanço do papel da mulher na sociedade. Cada vez mais, o sexo feminino tem ocupado cargos de liderança e se destacado em tarefas antes executadas apenas por homens.

O Dia Internacional da Mulher, celebrado no dia 8 de março, pode ser considerado uma data para se lembrar do avanço do papel da mulher na sociedade. Cada vez mais, o sexo feminino tem ocupado cargos de liderança e se destacado em tarefas antes executadas apenas por homens.

Na área da saúde não é diferente. É  isso que destaca a fundadora e presidente da Feira Hospitalar, Dra. Waleska Santos. “É uma mudança significativa, mas lenta. Não podemos ignorar que o setor de saúde em geral ainda é um reduto masculino. Porém, debito também às mulheres uma certa falta de atitude e coragem para se imporem de igual para igual nesse mercado de trabalho. Nós, mulheres e homens inteligentes e seguros, devemos estimular sempre a capacidade, a competência e a coragem para que mais mulheres capacitadas aceitem o desafio e a responsabilidade do ônus que determinadas posições profissionais exigem de todos,” sugere.

A presidente ainda lembra que durante mais de duas décadas à frente da Hospitalar, tem acompanhado a atividade feminina no setor. “A grande modificação nesses últimos 25 anos que tenho acompanhado é a da chegada delas a cargos de destaque na direção, tanto de hospitais quanto de instituições de classe. Paralelamente, outros postos também têm sido ocupados por mulheres em Secretarias municipais e estaduais de saúde, comemora.

Confira mais detalhes da entrevista especial de Dia das Mulheres com a presidente da Hospitalar, Dra. Waleska Santos.

O que motivou a criação da Hospitalar? Como aconteceu esse processo?

Foi minha percepção de uma lacuna que havia na área da saúde, de um ponto de referência, de uma fonte segura de informações sobre produtos, equipamentos e serviços de fornecedores aos usuários, desde estudantes de medicina até médicos, enfermeiros e gestores hospitalares. Isso, por experiência própria, muito antes de me formar em medicina.

A falta de informação e de opções de quem necessitava comprar qualquer produto para uso próprio na área da saúde gerava uma situação desfavorável aos usuários desses equipamentos. Proporcionar, com minha atuação, uma ruptura nos padrões de negócios no mercado da saúde, traduzida por estimular a concorrência saudável por preços competitivos, uma maior facilidade para aquisição de bens e serviços, um aprimoramento contínuo da qualidade e o atendimento pós-venda garantido foi, do início até bem pouco tempo atrás, minha maior bandeira. Mas o grande beneficiado de fato seria sempre o paciente final, objetivo maior de quem se dedica à área da saúde.

Esse processo iniciou por uma ideia que se transformou em um sonho profissional, acalentado por observação e pesquisas pessoais sobre as características desse setor que sempre me encantou. Passaram-se uns dez anos para que eu e meu marido, Francisco Santos, decidíssemos finalmente que havia chegado a hora de criar uma outra empresa de promoção comercial: a Hospitalar Feiras e Congressos. Sim, porque já éramos empreendedores em outra, que ele havia fundado, totalmente focada na promoção e estímulo ao desenvolvimento de produtos de moda, calçados e tecnologia.

Houve alguma resistência para colocar em prática este projeto?

Nenhuma. O setor da saúde era completamente naïf no sentido da importância do autoconhecimento e valorização próprios. Quando inicialmente comecei a conversar       sobre minha ideia com médicos mais velhos e amigos, que haviam expandido suas atividades para outras áreas de atuação além do setor saúde, ouviam com surpresa e arriscavam dizer que o setor era desunido, que médico só entendia de paciente, etc. Mas sempre acrescentavam que eu era corajosa em pretender mudar o status quo do setor. No entanto, eu percebia que todos eles ficavam pensativos e com um brilho no olhar por observarem meus argumentos, minha convicção e minha determinação.

A empresa foi criada, o projeto foi implementado com nosso entusiasmo, com uma equipe competente e com capital próprio, sem ingerência de nenhuma instituição ou financiador.

Começamos a regar um solo tão árido e abandonado como o mais agreste dos sertões, sem pedir nada mais em troca do que o apoio e a confiança de todos a quem convidamos para a primeira Hospitalar, que ocorreria dali a dois anos, em 1994. Viajamos muito pelo Brasil e pelo mundo contatando instituições e empresas nacionais e internacionais que iam desde a Federação Internacional de Hospitais, a IHF, então com sede em Londres, até grandes congressos internacionais de saúde, feiras na Alemanha, até a OMS, cujo diretor mundial veio passar dois dias inteiros em São Paulo para inaugurar o Congresso Latino-Americano de Saúde, braço científico da primeira HP!

Foram 234 empresas expositoras de 19 países num evento que marcou época na área da saúde na cidade de São Paulo.

Daí em diante, o próprio setor se encarregou de valorizar e promover um evento que foi criado para o servir.

Como a senhora enxerga nesses 25 anos da Hospitalar a participação de mulheres no mercado de saúde?

A história e a tradição nos mostram que cuidados de saúde, acompanhamento de familiares e pacientes à beira do leito tiveram sempre a presença constante das mulheres, encarregadas do cuidado e bem-estar de todos. Cuidadoras e enfermeiras sempre se destacaram nessa atividade. De mais ou menos um século para cá, as mulheres conquistaram espaço na medicina e são tão competentes quanto seus colegas do sexo masculino.

No entanto, a grande modificação nesses últimos 26 anos que tenho acompanhado da atividade feminina no setor é a da chegada delas a cargos de destaque na direção, tanto de hospitais quanto de instituições de classe. Paralelamente, outros postos também têm sido ocupados por elas em Secretarias municipais e estaduais de saúde.

É uma mudança significativa, mas lenta. Não dá para ignorarmos que o setor de saúde em geral ainda  é um reduto masculino. Porém, debito também às mulheres uma certa falta de atitude e coragem para se imporem de igual para igual nesse mercado de trabalho. Nós, mulheres e homens inteligentes e seguros, devemos estimular sempre a capacidade, a competência e a coragem para que mais mulheres capacitadas aceitem o desafio e a responsabilidade do ônus que determinadas posições profissionais exigem de todos.

Tem alguma novidade para a 26ª edição da feira que poderia adiantar?    

Ao longo desses 25 anos de atuação no setor da saúde, nossa maior característica tem sido o pioneirismo e a originalidade em influenciar ações e propostas inovadoras para o desenvolvimento setorial.

Tomamos para nós a responsabilidade da observação e análise das tendências mundiais desse que é um setor dinâmico, em constante e rápida transformação.

Nosso planejamento estratégico está sempre com uma visão ampliada para os 5 anos à frente. Cultivamos nosso DNA inovador desenvolvendo ações que irão impactar positivamente o evento não só para a edição 2019, mas também para as próximas. Por isso, nossos planos são sempre a curto, a médio e a longo prazos.

Em 2019 estamos desenvolvendo o “Portfólio da Saúde” que forma uma jornada anual de contato com o mercado e cujo tema do ano é “Engajamento e Experiência do Paciente: uma abordagem de negócio”, que se reflete nos eventos ao longo do ano.

Em paralelo, estamos trabalhando em projetos que serão desenvolvidos com mais força para 2020.

Além disso, em 2018 iniciamos um trabalho com ações junto a vários setores, entre eles o de “Atenção Domiciliar”. Na área de Enfermagem, potencializamos a nossa já tradicional parceria com o HCFMUSP, em Reabilitação, e intensificamos nossa parceria com a Dra. Linamara Rizzo Battistella.

Na América Latina, com o CISS – Congresso Internacional de Serviços de Saúde, nosso tradicional congresso, passamos a ser o braço Latino-Americano da Isqua no Brasil.

Para completar, trabalhamos conteúdos com foco em “Saúde Suplementar”, com os projetos para a áreas de “Facilities” e de “Tecnologia” através do Fórum HIMSS@Hospitalar e do Congresso de Hotelaria e Facilities Hospitalar.

Enfim, trabalhamos a cada ano para gerar negócios, apoiar o desenvolvimento do setor e aproximar mercados.

Como a senhora enxerga o futuro da saúde e dos hospitais no Brasil?

Vejo o setor da saúde com um otimismo saudável, sem ignorar os grandes entraves dos serviços ofertados à grande maioria da população. Dos custos à manutenção e investimentos contínuos, a falta de financiamento é constante. Porém, a gestão, que é tão fundamental quanto o aporte de verba, tem sido valorizada como o ativo mais precioso na condução de um serviço de saúde. Esse exemplo tem sido dado ao longo dos anos pela iniciativa privada, e por algumas instituições públicas comprometidas com boas práticas e compliance.

Meu otimismo é nutrido pela constatação de que jamais a saúde esteve tão em pauta junto ao cidadão comum. Ela passou a ser objeto do desejo tanto quanto qualquer outro bem de consumo para as famílias. Em paralelo a isso, vejo uma mobilização geral de lideranças e inteligências setoriais lutando para juntas chegarem a uma solução que seja boa e acessível para todos. E, pessoalmente, estou convicta de que se nenhum país de primeiro mundo resolveu esta equação está na hora de governos, empresas e cidadãos se cotizarem para juntos contribuírem em um pacote com direitos, deveres e responsabilidades.

É chegada a hora de cada cidadão planejar seu orçamento de primeiras necessidades, e a saúde precisa ser incluída nesse pacote. Por outro lado, vivemos um paradoxo, onde a procura pela melhor qualidade de vida e o avanço da ciência e da tecnologia têm aumentado exponencialmente a longevidade.

Prevejo grande crescimento e investimentos na área de estrutura, equipamentos, tecnologia e conhecimento em toda a rede hospitalar e de serviços de saúde.

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