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Veja as perspectivas globais da saúde, de acordo com a Deloitte

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A pesquisa apresentou também os principais desafios e identificou novas abordagens para combater as ameaças emergentes

A covid-19 causou um impacto direto na forma como os serviços de saúde são entregues em todo o mundo, afetando tanto as nações desenvolvidas como as que estão em desenvolvimento. 

Diante desse cenário global, as empresas e instituições de saúde tiveram que redefinir suas demandas e expectativas relacionadas à prestação de cuidados. Elas passaram a levar em ênfase aspectos críticos, como a sustentabilidade e a resiliência dos modelos de serviços de saúde.

Para compreender melhor essa transformação, a Deloitte, empresa líder em serviços de auditoria, consultoria, assessoria financeira e risk advisory, realizou o estudo "Perspectivas globais do Setor de Saúde 2023", que analisa o atual estado do setor de saúde identificando ameaças emergentes à saúde pública em um mundo pós-pandêmico.

O relatório ainda se compromete a investigar e abordar profundamente as cinco áreas críticas que estão impulsionando essa revolução nos cuidados de saúde: prestação de cuidados de saúde digital, transformação digital, equidade em saúde, força de trabalho e sustentabilidade.

 

A nova era da saúde digital

As tecnologias digitais emergiram como aliadas essenciais durante a pandemia de Covid-19, desempenhando papéis cruciais em todos os aspectos de resposta à crise de saúde.

O estudo da Deloitte ressalta que nos próximos anos, os stakeholders da saúde devem aplicar cuidadosamente as lições valiosas da prestação de serviços de saúde digital, que se mostraram benéficas para aprimorar o acesso ao tratamento médico, reduzir custos, aliviar a demanda sobre os profissionais de saúde e ainda melhorar a qualidade do atendimento aos pacientes.

 

Prestação de cuidados

De acordo com dados divulgados pela Organização Mundial da Saúde (OMS), os sistemas de saúde ainda enfrentam desafios significativos na prestação de serviços essenciais. Mais de 90% dos países pesquisados na terceira rodada da pesquisa de pulso global da Organização Mundial da Saúde (OMS) informaram interrupções nos serviços para todas as principais áreas de saúde.

Nesse quesito de prestação de cuidados, a pesquisa da Deloitte, analisou o cenário e destacou que as novas abordagens têm o potencial de revolucionar o setor. Entre elas está a telemedicina que se destaca como uma das soluções mais promissoras e permite a prestação de cuidados médicos a distância.

Isso reduz a necessidade de deslocamento dos pacientes, economizando tempo e recursos, e ajuda a superar as interrupções nos serviços de saúde relatadas pela OMS. Além disso, a telemedicina pode melhorar o acesso a especialistas médicos em regiões remotas e contribuir para a expansão dos serviços de saúde em áreas carentes.

Outra tendência destacada pela pesquisa da Deloitte é o uso de análise de dados e inteligência artificial na tomada de decisões clínicas e na gestão de sistemas de saúde. Os Registros Eletrônicos de Saúde, por exemplo, podem fornecer uma visão mais ampla tanto da população em geral quanto da saúde individual de cada paciente.

Isso significa que médicos e outros prestadores de cuidados podem acessar informações relevantes com facilidade e precisão, promovendo uma coordenação mais eficaz e integrada dos cuidados. Além disso, é particularmente benéfico em situações de emergência, onde o acesso rápido a informações médicas cruciais pode fazer a diferença na vida de um paciente.

 

Processo de transformação digital

A transformação digital molda cada vez mais o futuro do setor da saúde. Não é apenas uma questão de adotar novas tecnologias; trata-se de redefinir o futuro dos cuidados de saúde e a entrega de serviços médicos. Uma das mudanças mais notáveis que a transformação digital trouxe para o setor de saúde é a migração para tecnologias baseadas em nuvem.

A Covid-19 agiu como um catalisador nesse processo, forçando os sistemas de saúde a adotar rapidamente soluções baseadas na nuvem para fortalecer suas operações e permitir interações mais robustas com os pacientes no mundo digital. Isso levou os grandes provedores de Registros Eletrônicos de Saúde (Electronic Health Record, EHR) a reavaliar suas abordagens e migrar seus produtos e serviços para a nuvem.

De acordo com o estudo da Deloitte, a pandemia da Covid-19 impulsionou os provedores a acelerar todas essas mudanças tecnológicas com base em nuvem e ainda desenvolver parcerias com provedores de Gerenciamento de Relacionamento com o Cliente (CRM) e Planejamento de Recursos Empresariais (ERP). Isso resultou em um aumento de financiamento de 29,1 bilhões de dólares em healthtechs.

 

Desafios da equidade

O mundo da saúde é um complexo ecossistema no qual ainda encontramos profundas disparidades de acesso. As desigualdades estão ligadas a questões de idade, localização geográfica, gênero, renda, raça, etnia, religião e orientação sexual, entre outras.

A pandemia de Covid-19 escancarou ainda mais essas desigualdades, afetando de forma mais intensa os grupos mais vulneráveis. Isso levou organizações de saúde a repensar suas estratégias para lidar com essa questão.

No entanto, não podemos ignorar o fato de que o racismo e o preconceito também são barreiras significativas para a promoção da equidade em saúde. Embora a telemedicina seja um componente-chave, sua adoção, por exemplo, não aconteceu de forma uniforme entre as diferentes populações. Muitos grupos carentes não tiveram acesso, devido a fatores socioeconômicos e culturais.

Apesar de o ecossistema global de saúde apresentar esforços contínuos para reduzir as desigualdades, ainda é possível visualizar disparidades significativas. A pandemia, em particular, evidenciou de forma dolorosa como essas disparidades podem afetar desproporcionalmente a população.

De acordo com o estudo, o compromisso com a equidade em saúde deve ser uma prioridade global, com a implementação de políticas e programas que abordem não apenas as necessidades médicas, mas também os determinantes sociais que moldam a saúde das comunidades.

 

Compromisso global com a sustentabilidade

Em um mundo cada vez mais impactado pelas mudanças climáticas, a sustentabilidade se tornou uma preocupação essencial para as organizações de saúde. De acordo com a empresa, se o setor fosse um país, seria o quinto maior emissor global de gases de efeito estufa.

Após a pandemia, as instituições estão diante de mais um desafio: assegurar a prestação de cuidados com qualidade e adotar práticas que reduzam o desperdício e minimizem seu impacto ambiental.

Conforme destacado pela Deloitte, as organizações precisam estar preparadas para responder prontamente a eventos climáticos. Para isso, é necessário fortalecer a resiliência e a sustentabilidade dos sistemas de saúde, adotando práticas mais responsáveis e investindo em soluções inovadoras que protejam tanto os pacientes quanto o planeta.

 

Força de trabalho sustentável

A pandemia de Covid-19 também provocou mudanças na maneira como o trabalho é realizado. Projeções da empresa indicam que até o ano de 2030, o setor de saúde global precisará de aproximadamente 80 milhões de profissionais adicionais para atender à crescente demanda e cerca de 18 milhões deles serão necessários em países de baixa renda.

No entanto, mesmo com essa demanda crescente, observa-se uma tendência entre médicos e enfermeiros em reduzir suas horas de trabalho, porque as organizações têm se esforçado para criar ambientes de trabalho mais atrativos e sustentáveis.

A escassez de habilidades, combinada com a pressão crescente fez com que muitas instituições buscassem novas soluções inovadoras, incluindo o uso da tecnologia e a implementação de abordagens como a telemedicina, para preencher essas lacunas e alcançar maior eficiência financeira.

Segundo dados da Deloitte, em relação à automação no setor de saúde ela ainda é mais prevalente para tarefas administrativas do que para atividades diretas de atendimento ao paciente. A tendência é que se aproveite cada vez mais a tecnologia com o objetivo de reduzir essas tarefas administrativas.

Quer saber mais sobre as perspectivas de saúde levantadas pela Deloitte? Leia os dados compilados aqui.

 

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