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Dia Mundial da Luta Contra a Aids – Como o Brasil trata a população soropositiva

O dia 1º de dezembro marca o Dia Mundial da Luta Contra a Aids, encabeça diversas campanhas de conscientização e mostra os avanços no tratamento no Brasil

3.Aids Nos últimos anos, o Brasil vem conquistando avanços importantes no tratamento da população infectada pelo vírus HIV. O dia 1º de dezembro, que marca o Dia Mundial da Luta Contra a Aids, é uma data fundamental. Precisamos manter sempre ativas as campanhas de conscientização, responsáveis por incentivar a atenção da população ao tema, reduzindo o número de novos infectados. Mas não devemos ignorar tudo o que foi conquistado ao longo das últimas décadas graças aos esforços da OMS – Organização Mundial da Saúde, do Ministério da Saúde e da iniciativa privada.

O cenário, hoje, aponta que a epidemia no Brasil tem taxa de detecção em torno de 19,7 casos a cada 100 mil habitantes, ou seja, são cerca de 40 mil novos casos ao ano e é indispensável lutarmos para reduzir esse dado.

Paralelamente às campanhas que visam diminuir as novas infecções, temos uma população carente de tratamento e que vem recebendo uma boa assistência por meio do SUS – Sistema Único de Saúde. Como análise, podemos observar que o número de brasileiros com acesso ao tratamento com antirretrovirais mais do que dobrou nos últimos anos, passando de 231 mil a 455 mil pacientes entre 2009 e 2015.

Até pouco tempo atrás, o tratamento do paciente infectado com HIV não era iniciado imediatamente após o diagnóstico. Para definir quem receberia ou não as medicações, era realizado o teste CD4, que faz uma contagem dos linfócitos CD4 (células-alvo do vírus). Em um adulto saudável, o teste deve apontar mais de 500 células por milímetro cúbico. Quando o teste apresenta um número inferior a 200 células por milímetro cúbico é sinal de que o paciente já está em estado avançado de imunossupressão. Aí sim, o tratamento era iniciado.

Hoje, por intervenção da OMS, a orientação é de começar a medicação assim que é confirmado o diagnóstico do HIV, já que o tratamento precoce reduz o vírus circulante no organismo, diminuindo o risco de transmissão.

O Brasil foi o primeiro país em desenvolvimento a adotar essa medida. Fornece, gratuitamente no sistema público, o teste CD4 para todos os pacientes, medida realizada em parceria com a  BD, empresa global de tecnologia médica que produz e comercializa suprimentos médicos, anticorpos, reagentes, equipamentos e dispositivos para laboratórios e hospitais. O teste CD4, que agora é realizado de forma mais abrangente, é capaz de definir a estabilidade da infecção, já que o número de células CD4 diminui com a evolução da doença e quanto menos linfócitos maior a vulnerabilidade do sistema imunológico e maior o risco de complicações e infecções.

A qualidade de vida do paciente soropositivo não depende unicamente do acesso aos medicamentos antirretrovirais, mas também do monitoramento da resposta do sistema imunológico. E graças ao investimento no tratamento da maior parte da população, temos mais um dado a comemorar divulgado pelo Ministério da Saúde, via Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das IST, do HIV/Aids e das Hepatites Virais: 91% dos brasileiros adultos vivendo com HIV e aids, em tratamento há pelo menos seis meses, já apresentam carga viral indetectável no organismo. Isso significa que essas pessoas já não mais transmitem o vírus e que os medicamentos estão surtindo efeito.

Incorporação do dolutegravir no SUS – Os pacientes soropositivos integrados ao SUS contarão com uma nova opção de medicamento. O dolutegravir, que deve começar a ser ministrado em 2017, foi incorporado ao sistema e será direcionado inicialmente a novos pacientes e também àqueles que apresentam resistência aos medicamentos atuais.      

Hoje os pacientes recebem uma medicação que, conhecida como “três em um”, é composta por tenofovir, lamivudina e efavirens. A partir de 2017, poderá haver a substituição do efavirenz pelo dolutegravir. Os pacientes que estão adaptados à medicação atual, devem permanecer com ela. Já os novos infectados e aqueles que não tem boa aceitação à medicação tradicional receberão a novidade que promete menos efeitos colaterais.

Campanha 2016 – No ano de 2016, a campanha promovida pelo Ministério da Saúde no Dia Mundial da Luta Contra a Aids enfocará jovens gays de 15 a 24 anos de idade, integrantes das classes C, D e E para debate sobre a vulnerabilidade ao HIV sob a sombra do preconceito. O projeto visa estimular a reflexão sobre a falsa impressão de que a aids afeta apenas o outro, quando na verdade todos estão vulneráveis.

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