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HIMSS@Hospitalar apresenta o cenário de investimentos em startups de saúde no Brasil

No segundo dia do HIMSS@Hospitalar – International Digital Healthcare Forum, realizado em São Paulo nesta quarta-feira (23/05) durante a Hospitalar

No segundo dia do HIMSS@Hospitalar – International Digital Healthcare Forum, realizado em São Paulo nesta quarta-feira (23/05) durante a Hospitalar, principal plataforma de negócios e networking da área da saúde, foram abordadas as seguintes temáticas: Venture Capital Supporting eHealth Revolution e eHealth Interoperability Challenges.

Luiz Henrique Noronha, da DNA Capital, abriu a plenária falando dos desafios de investimento na área de tecnologia dentro do setor de saúde no Brasil. Ele explicou que, para que o Brasil avance de forma significativa, é preciso haver um ecossistema de agregue todo o suporte à inovação, com empresas de toda a cadeia de valor.

“O fato de ter a inovação viabiliza o investimento no modelo de negócio. Um belo exemplo disso é o Vale do Sílicio, que tem toda uma infraestrutura de empresas por trás para dar suporte e investimento”, disse Noronha.

Da Irlanda, Melissa Feddis, manager South America Enterprise Ireland, contou que há mais de 1.200 empresas de tecnologia na Irlanda, em diversos segmentos. O trabalho deles é ajudar empresas irlandesas a se estruturar e se consolidar, com foco em inovação e educação. O investimento tem como foco startups, em média de 200 empresas por ano.

“Os dois programas principais que fazemos é de viabilidade, chamado de fundo de início competitivo. Pessoas avaliam os pedidos que chegam para nós. Investimos 50 mil euros nesse programa e fornecemos muito apoio e aceleração para ver se a ideia é viável”, contou Melissa. O outro programa é para startups de alta valor. São investidos de 250 a 400 mil euros no negócio e convidados outros investidores para participar. “Ajudamos a crescer e ter escala para a startup decolar com um plano de negócios viável no longo prazo.”

Interoperabilidade e Integração da Informação

Don Sweete, CEO da Snomed nos EUA, abordou a importância da interoperabilidade para viabilizar o avanço da administração da informação nos serviços de saúde. Estamos trabalhando com genoma, Big Data, medicina de precisão, AI, e tudo precisa estar conectado. Ainda não conseguimos resolver a questão da integração, mas estamos avançando a medida que as instituições percebam que devem trabalhar juntas e não de forma independente, como tem acontecido há anos.”

O engenheiro de vendas da InterSystems, Rochael Ribeiro Filho, deu uma aula de interoperabilidade e integração de protocolos. Explicou que a interoperabilidade passa por uma série de processos e protocolos, documentos clínicos e padrão de linguagem.

O engenheiro falou também que o modelo HL7 de linguagem é o protocolo de comunicação universal usado em todo o mundo e possui sete camadas. A sétima camada de aplicação é dedicada à saúde, que está presente também no Brasil.

“É uma linguagem de protocolo clínica em que todos têm acesso a informação. É uma estrutura complexa, mas universal. É o principal ganho na utilização desse protocolo.”

Michael Jackson, Business Leader for Public Health da Amazon Web Services (AWS), trouxe uma outra visão de integração e compartilhamento da informação: o serviço em nuvem. De acordo com Jackson, há um volume exponencial de dados, mas ainda é difícil extraí-los para entregar valor. “Estamos começando a entender em como usar toda essa informação e também permitir que os usuários usem esses dados, além de proporcionar segurança e evitar que eles sejam hackeados.”

Para Jackson, quando você tiver todos os dados organizados, deve-se compartilhar essas informações com médicos, profissionais de saúde, outras instituições e pacientes. “E a nuvem é a tecnologia ideal para isso”, completou.

O HIMSS@Hospitalar desta quarta-feira encerrou com dois workshops promovidos pela Associação Brasileira CIO da Saúde (ABCIS) e o College of Healthcare Information Management Executives (CHIME), representados por Jacson Barros e Sam King respectivamente. Felipe Colucci, CIO do Complexo Hospitalar São Bernardo do Campo também participou do evento.

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