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Primeiro dia de Digital Journey reúne a comunidade de Atenção Domiciliar e Reabilitação

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Começou a Digital Journey by Hospitalar! O primeiro dia da jornada foi totalmente dedicado à comunidade de Atenção Domiciliar e Reabilitação. As discussões saíram do hospitalocentrismo e partiram para os cuidados de transição e atenção domiciliar.

A programação foi pensada para nos ajudar a entender como a pandemia alavancou os avanços tecnológicos nesses ambientes e como foi a aceitação por entidades de classe e operadoras de saúde.

Entre os assuntos discutidos incluem-se tecnologias assistivas, cuidados de transição, equipamentos e soluções para reabilitação.

Veja, abaixo, os principais conteúdos do dia 16 de agosto na Digital Journey by Hospitalar.

Entrevista: A atuação da Unidade de Transição e da Atenção Domiciliar na pandemia – oportunidade de integração de ações e serviços

A oferta racional e humanizada de cuidados continuados requer integração entre os serviços de saúde. Por isso, no primeiro evento da noite, André Minchillo, CEO da Casa e Saúde Home Care, entrevistou dois representantes expressivos do mercado da atenção extra-hospitalar, Leonardo Salgado, presidente do Nead (Núcleo de Empresas da Atenção Domiciliar), e Carlos Chiesa presidente da Associação Brasileira de Hospitais e Clínicas de Transição (ABRACHT).

No início da conversa, André abordou como a pandemia de covid-19 nos trouxe experiências distintas e perguntou quais são os diferentes perfis de atendimento que os entrevistados perceberam durantes as diferentes fases da pandemia.

O primeiro a responder foi Leonardo Salgado, que falou sobre a transformação do perfil epidemiológico. “Antes, a atenção domiciliar era necessária, na maioria das vezes, no início e no final da vida, mas hoje vemos que o jovem já tem uma maior demanda para a atenção domiciliar”, explicou. Essa demanda por atenção domiciliar se dá pela necessidade de desafogar os hospitais lotados, oferecendo tratamentos domiciliares de pacientes pós-covid, além do monitoramento e acompanhamento (medicamentos venosos e respiração assistida) desses pacientes.

Carlos Chiesa reforçou o que chamou a atenção nesse período: o grau de gravidade dos pacientes mais jovens. “O paciente pós-covid sofreu perdas funcionais, por decorrência da hospitalização, além da intubação que repercute na função muscular, autonomia física e gera pacientes com alto grau de dependência”, explicou.

Os entrevistados também falaram como a atenção domiciliar e a transição têm espaço nesse momento. Atenção domiciliar e transição se complementam, mas precisam ser mais divulgadas para que todos saibam que o paciente precisa estar no lugar certo a fim de que a sua reabilitação seja a melhor”, reforçou Leonardo.

A entrevista completa pode ser acessada na Hospitalar Hub, onde todo o conteúdo fica disponível um dia após o evento.

Painel de Debate: Tecnologias em Medicina de Reabilitação, um Olhar para o Futuro!

No segundo evento da noite, discutiu-se como a  funcionalidade é um destaque quando se pensa em saúde e bem-estar. As nossas habilidades refletem a nossa saúde e, portanto, reconhecer o mecanismo particular de cada lesão, superar a limitação e devolver a funcionalidade depende da compreensão sobre os mecanismos centrais que integram o controle motor, bem como a modulação periférica que controla os sintomas limitantes da funcionalidade, como dor e espasticidade.

Tecnologias que identificam marcadores cerebrais, tratamentos que controlam os danos cerebrais e melhoram a performance dos pacientes já são realidade. Linamara Battistela, MD. PhD, professora titular de Fisiatria da FMUSP-SP e mediadora do debate, entusiasmou o debate com outros três grandes nomes que discutiram sobre como as modernas tecnologias contribuem em casos de deterioração cerebral, repercutem no sistema neuromuscular e podem ajudar a superar as limitações físicas e cognitivas. 

Linamara dirigiu a primeira pergunta para Felipe Fregni, Professor de Medicina Física e Reabilitação da Harvard Medical School, que esclareceu que os biomarcadores são como um mapa. “No contexto de diversos tratamentos, você precisa de um guia, para que cada tratamento seja o mais adequado”, explicou. Para Felipe, entender o que está acontecendo, entender como o paciente está respondendo aos tratamentos e entender qual paciente responde melhor aos tratamentos é fundamental.

Marta Imamura, pesquisadora e médica fisiatra do Instituto de Medicina Física e Reabilitação (IMREA) e do Instituto de Reabilitação Lucy Montoro reforçou que marcadores são importantes para nortear o cuidado ao paciente e com o uso de imagem isso se torna mais fácil. “As imagens nos auxiliam a encontrar possíveis alterações cerebrais que possam indicar a verdadeira causa do problema, indicar se tratamentos estão sendo efetivos e se existem outros problemas que talvez possam imitar determinados tipos de tratamento.”

Gilson Tanaka Shinzato, Diretor do Tratamento por Ondas de Choque da Axis Clínica de Coluna foi o terceiro a falar e partilhou a sua experiência de mais de 15 anos com ondas de choque. “Já sabemos da eficácia dessas ondas com funções regenerativas, miocárdicas, anti-inflamatórias e outras, para o cuidado com o paciente, mas o futuro é promissor e novas técnicas podem melhorar esse cuidado ainda mais”, ressaltou.

A nova técnica em questão se refere ao uso de ondas de choque transcranianas para o tratamento de Alzheimer. Por mais que, segundo Gilson, isso ainda seja um caso relativamente novo, os resultados foram surpreendentes e é possível começar a pensar em tratamentos de outros distúrbios mentais ou, simplesmente, tratar dores por meio dessas ondas no cérebro.

Para saber tudo o que foi debatido no painel, acesse o Hospitalar Hub e veja na íntegra o debate completo.

Industry Talks: Certificação em Cuidados Paliativos. Grupo Vidas: Onde estamos e para onde vamos!

A empresa Vidas Home Care começou no mercado em 2006, prestando atendimento domiciliar a um número pequeno de pacientes de uma única operadora de saúde. Atualmente, a organização mantém 74 contratos, entre autogestões, seguradoras, operadoras de saúde e serviços públicos. São mais de 48 mil atendimentos realizados por mês em domicílios.  

Presente em quatro estados – São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Bahia –, a Vidas Home Care está hoje entre as três maiores empresas de atendimento home care do Brasil.  “O nosso crescimento nos fez buscar o que ainda podemos melhorar, e assim, chegamos na busca pela certificação”, explica Roberto Correa Leite, gerente de qualidade do Grupo Vidas Home Care.

O grupo tem o Programa PaliVidas, desenvolvido para realizar cuidados domiciliares paliativos com o apoio do método internacional NewPalex, da New Health Foundation, instituição na qual o Grupo Vidas busca certificação. “Cuidado paliativo em home care proporciona alívio e bem-estar”, pontua Roberto.

Hoje em dia, cada vez mais, as famílias têm acompanhado o processo de morte de seus entes em casa, por meio da atenção domiciliar promovida pelas instituições privadas ou sistema único de saúde.

Por isso, o Grupo Vidas vem buscando essa certificação, para validar seu trabalho e expertise. “A conquista da acreditação simboliza que a instituição de saúde segue normas técnicas rígidas, pautadas em evidências científicas que asseguram qualidade e segurança para os pacientes, suas famílias e profissionais de saúde”, explica Roberto.

O Newpalex é um método de certificação fundamentado em 200 parâmetros que fazem parte de um sistema de gestão de melhoria contínua que atua não só no atendimento, mas também em áreas transversais, como comunicação, recursos humanos, marketing, indicadores, conscientização social e voluntariado.

O Grupo Vidas busca a excelência em todos esses aspectos para a melhoria da qualidade de vida do paciente e de sua família. “A aplicação do programa Newpalex e, consequentemente, a certificação, trarão uma série de benefícios”, explica Roberto. Entre os benefícios incluem-se  melhoria da eficácia clínica e satisfação aos pacientes e suas famílias; aumento de atendimento domiciliar e atividade ambulatorial; redução de internações desnecessárias, emergências e exames diagnósticos e redução de custos de atendimento de 20% a 30%.

Mais sobre o Grupo Vidas e os caminhos que ele vem traçando para obter a certificação em abril de 2022, você encontra no Hospitalar Hub na aba “Empresas”.

Keynote: O momento estratégico da indicação e captação de pacientes para a transição de cuidados

No último evento da noite (com exceção da Sala Comunidade, onde espectadores fazem perguntas a palestrantes), Adriana Grassmann Wander, CEO da ATS Home Care e coordenadora do Núcleo de Alta Segura e Desospitalização do Sindicato dos Hospitais e Clínicas de Porto Alegre (SINDHOSPA), foi a keynote speaker.

Para que o processo de desospitalização de pacientes ocorra de maneira segura e eficiente, as equipes hospitalares e dos serviços que darão continuidade aos cuidados, sejam Unidade de Transição ou Atenção Domiciliar, precisam estar alinhadas ao plano de atenção, que deverá ser seguido no pós-alta, prevenindo riscos de retorno de internações.

“Dentre os inúmeros eventos de saúde, podemos ressaltar a importância da gestão de saúde na jornada do paciente; a equipe médica precisa olhar essa jornada para criar uma transição”, afirmou Amanda. A palestrante explicou que a hospitalização é feita para diagnosticar, estabilizar e definir o tratamento para, então, preparar a alta e escolher o melhor caminho para esse paciente. “Está mais do que na hora de mudar do modelo hospitalocêntrico para o modelo de transição de cuidados”, reforçou.

Para Amanda, os cuidados pós-agudos e extra-hospitalares estão cada vez mais amplos; por isso é necessário que o ambiente se estruture para garantir uma desospitalização segura ao paciente. A transição eficiente é importante, segundo Amanda, porque diminui reinternações ou eventos adversos, reduz custos, melhora o desfecho clínico, aprimora a experiência do paciente, melhora a comunicação entre profissionais hospitalares e assistentes do pós-hospitalar e informa adequadamente o paciente, familiares e cuidadores sobre sua condição clínica.

A especialista propõe um novo modelo que oferece uma atenção domiciliar estruturada para pacientes com necessidades reais, em  edifícios completos feitos para acolhê-los. “O paciente estará ali para consumir tudo o que precisa”, afirmou. Com isso, é possível garantir a continuidade do tratamento com metas a serem atingidas e oferecer um cuidado mais personalizado e estruturado para a recuperação da qualidade de vida.

O conteúdo completo você consegue acessar no Hospitalar Hub.

2ª edição da Digital Journey

A jornada de conteúdo ocorre de 16 a 30 de agosto na Hospitalar Hub, plataforma on-line que promove oportunidades de troca de conhecimento e de networking para futuros negócios. Serão duas semanas de palestras e debates, cada uma direcionada a uma comunidade do setor da saúde.

O público poderá entrar em contato com os principais players do mercado e participar de debates com especialistas de diferentes áreas: Tecnologia, Inovação, Atenção Domiciliar, Gestão e Engenharia Clínica, entre outras.

Garanta aqui a sua participação gratuita e saiba mais sobre a 2ª edição da Digital Journey by Hospitalar.

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