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Comunidade de Compras e Supply Chain discute desafios e aprendizados da pandemia na Digital Journey by Hospitalar

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A segunda semana da Digital Journey by Hospitalar foi um sucesso Nos dias 11, 12 e 13 de maio as comunidades do setor de saúde se encontraram em uma jornada 100% online, repleta de conteúdos especializados em uma plataforma que disponibiliza experiências de networking para oportunidades de negócios.

O encontro acontece até 20 de maio e todo o conteúdo está disponível on demand e pode ser acessado gratuitamente. Inscreva-se aqui.

Na noite da última quinta-feira, 13, a comunidade de Compras e Supply Chain discutiu o grande impacto da pandemia de COVID-19 nas cadeias de suprimentos, os benefícios e caminhos para um last mile tecnológico e a otimização do processo de compras de insumos para vacinas. 

Confira abaixo os destaques da noite

Keynote - Como tornar a área de compras mais estratégica?

Abrindo a noite, às 18h05, Carlos Oyama, Healthcare Senior Advisor e ex-Diretor de Suprimentos e Logística na UHG e Hospital Israelita Albert Einstein, falou sobre os desafios da pandemia do coronavírus, em especial na questão do abastecimento, dos custos e da logística.

O que a gente precisa refletir é que a área de compras não pode ser tratada como uma simples atividade, ela tem que estar inserida dentro de um processo bastante complexo no sistema de saúde”, explicou Carlos. Esse processo deve ser focado no atendimento das necessidades da população. 

O objetivo da palestra, segundo Carlos, não é trazer conceitos, mas conectar as pessoas e trazer a realidade sobre o motivo pelo qual a cadeia de suprimentos tem se tornado tão relevante e como as Compras podem se tornar mais estratégicas ao longo da cadeia de saúde.

O que vemos na saúde é um movimento muito grande de sair do modelo de remuneração “Fee for service” para transformar em um modelo “Fee for value”, ou seja entregar valor para saúde. “Para isso, não basta comprar bem, você precisa saber utilizar bem”, explicou Carlos.

Entre os novos modelos de remuneração estão: os Diagnosis Related Groups (DRG), o Risk Sharing, os procedimentos gerenciados, os pacotes (bundles), as diárias parciais e completas, o Adjusted Budget Payment, a captação, o Pay for Performance e o cuidado baseado em valor. “Todos esses vão perceber a importância da área de suprimentos, seja na aquisição, seja na distribuição, seja na questão de compliance”, esclareceu Carlos.

Então, é necessário que haja uma formatação desses serviços de tal forma que você consiga ser competitivo e fazer uma boa entrega. “Nesse momento é necessário conectar toda a cadeia para fazer uma boa entrega com um bom desfecho”, ressalta Carlos.

A cadeia de suprimentos utiliza o Strategic Sourcing que apresenta os seguintes passos: análise da categoria, necessidade da empresa, avaliação do mercado fornecedor, elaboração da estratégia, execução e implementação e o monitoramento. Na relação com os fornecedores, a organização deve compartilhar seus valores éticos de forma transparente e estimular a boa prática. “O relacionamento deve estar baseado em ética empresarial seguindo aderência às políticas de compliance”, explicou Oyama.

Se esses todos esses elementos não forem considerados, o serviço corre riscos, e consequentemente, a cadeia de saúde também. O que Carlos propõe é a necessidade de ter uma matriz estratégica em que haja a segmentação dos produtos de acordo com a sua importância e sua disponibilidade. O resultado, através dessa segmentação, é o mapeamento de quais são as categorias de materiais e medicamentos que necessitam de maior atenção.

O grande propósito é verificar os gastos mais relevantes para que você possa, dentro da própria instituição, trabalhar com o corpo clínico, com o corpo assistencial, para verificar onde existem as oportunidades que a gente tenha o menor custo com o melhor desfecho”, explicou.

O conteúdo completo está disponível no site da Digital Journey by Hospitalar. É necessário fazer a inscrição gratuita para acessá-lo.

Industry – Talks - Biosalud - Chaves para sobrevivência em tempos de crise

No segundo evento da noite, que aconteceu às 18h35, Irene Salguero, International Sales Manager da Biosalud Global e Javier Torá, CEO e Fundador da ES Group apresentaram as soluções da Biosalud Global, os desafios enfrentados e as experiências adquiridas na pandemia.

A Biosalud é especializada em Saúde, com a produção de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs); em Moda, com a fabricação e design de produtos de couro; em Trading, com experiência de compra e venda de materiais médico hospitalares; e em Consultoria, com serviços de internacionalização de empresas que pretendem estabelecer relações comerciais com a China.

A pandemia nos trouxe muitos problemas, mas em todas as crises e situações complicadas, podemos aprender, podemos sempre tirar algo positivo”, afirmou Javier. Em momentos de crise, são importantes a solidariedade e a capacidade de adaptação e como toda a crise traz transformações, as empresas podem obter vantagens, se entenderem e aproveitarem oportunidades.

O que funcionou para a Biosalud foi:  a velocidade e flexibilidade; firmeza nos valores; transparência e honestidade; sinergias entre empresas e países; inovação; e o serviço ao cliente. A empresa se esforçou para atender a todas as necessidades apresentadas pelo cenário, para conseguir entregar um serviço de qualidade para os clientes.

Painel de Debate - Digitalizando o last mile: entrega e distribuição interna

No terceiro evento da noite, que aconteceu às 18h50, Raphael Gordilho, Médico, co-fundador e CEO da Rapicare foi mediador do debate com o tema “Digitalizando o last mile: entrega e distribuição interna”.

Logo no ínicio já fez a primeira pergunta para os convidados: Que mudanças estruturais vocês têm percebido no mercado de saúde e principalmente dentro das instituições que vocês trabalham?

O primeiro a responder foi João Alvarenga, Diretor de TI & Digital do Grupo Hermes Pardini. João falou de como a pandemia forçou a companhia a acelerar movimentos já existentes. “Já tínhamos projetos em andamento de digitalização, análise de dados e centralização do cliente, portanto isso não foi uma surpresa para nós”, explicou João. Por causa dessa estrutura mais bem preparada, o impacto da pandemia foi menor, mas a empresa teve que acelerar esses processos.

“Notamos internamente, claramente, uma preferência pelo atendimento domiciliar das coletas dos exames e diagnósticos, por isso focamos em aprimorar isso”, ressaltou João. O Pardini, então, passou a oferecer diversos serviços no aplicativo, como agendamento completo, autorização com o plano de saúde, “uberização” do atendimento ( o paciente consegue acompanhar que horas o atendente vai chegar na casa dele, parecido com o Uber), avaliação do atendimento pelo paciente e o pagamento. “Criamos um ambiente mais automatizado para que nosso paciente fosse atendido em casa”, completou João.

Antes de passar a palavra, João ainda falou sobre o que a empresa percebeu em relação a suprimentos, que foi um grande crescimento no percentual de compras feitas no Portal de Compras; e sobre a possibilidade de abertura de contas digitais por novos clientes, o que tornou o processo completamente digitalizado.

A segunda a falar foi Leonisa Obrusnik, Diretora de Suprimentos do Hospital Alemão Oswaldo Cruz. No Oswaldo Cruz, já existia a característica de buscar automação nos processos e uma área de suprimentos que trabalhava com uma interligação com os fornecedores otimizada e com automação.

“A Covid veio como oportunidade de aperfeiçoamento desses processos”, explicou Leonisa. O Centro de Inovação do hospital permitiu o acesso a diversas tecnologias que incentivaram a busca por automação. O hospital também oferece agora, tecnologia para a marcação de consultas digitalizadas e o Centro de Transformação trabalha processos ágeis que incentivam internamente todos os processos de automação e digitalização.

Na área de suprimentos com B2B, o hospital tem uma área centralizada para a aquisição com software automatizado de inteligência artificial que permite todo o relacionamento com fornecedores de forma online e automática. “O Covid aumentou a preocupação da agilidade na entrega e o monitoramento desta entrega  para garantir o reabastecimento do hospital”, concluiu Leonisa.

O terceiro a responder foi Enrico de Vettori, Chief Operating Officer da UHG Brasil. O COO dividiu suas experiências em temas. O primeiro foi a telemedicina/teleatendimento. “Saímos de algo rarefeito no nosso negócio para mais de 100.000 consultas/mês”, explicou Enrico. Surgiu para a empresa uma nova conduta, em que prezar e preservar a segurança do paciente e preservar a própria capacidade de exercer a profissão dos médicos e profissionais da saúde e sua capacidade de manter sua cartela de clientes e seu fluxo financeiro é fundamental.

O segundo ponto abordado foi o Home Office. “Das 40.000 pessoas do grupo, cerca de 7.000 precisaram o mais rápido possível estar disponíveis e acessíveis para fazer toda a operação rodar”, ressaltou Erico. Esse enorme grupo operacional, que envolve call centers, setor de faturamento e toda a parte de supply, precisou se adaptar para manter os níveis de qualidade, níveis de acesso, níveis de suporte a operação.

O terceiro ponto foi o entendimento das novas categorias de medicamentos. Em um primeiro momento, a dependência de EPIs, respiradores, bomba de infusão, etc era grande e em um segundo momento, onde você já tinha uma separação do paciente covid do paciente essencial (oncológico, crônico, cardiológico) e do paciente eletivo, novas demandas apareceram. “Essa nova postura e um novo perfil epidemiológico apresentaram uma pressão por anestésicos, anticoagulantes, neurobloqueadores e antibióticos em função da maior permanência dos pacientes em UTIs”, concluiu Enrico de Vettori.

Depois disso, Raphael fez algumas outras perguntas que instigaram o debate entre os participantes. O debate completo está disponível no site da Digital Journey by Hospitalar. É necessário fazer a inscrição gratuita para acessá-lo.

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