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‘Podemos ter uma vacina até o final deste ano’, afirma diretor-geral da OMS

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Tedros Adhanon pede ainda que a população tenha esperança. Confira o andamento das vacinas para COVID-19 no Brasil

Hoje, estão sendo realizados diversos testes no Brasil e no mundo, por meio de ensaio clínicos, para se chegar a um resultado promissor para a população. A OMS (Organização Mundial de Saúde) e inúmeras organizações estão na luta para conseguir encontrar uma vacina para o novo coronavírus. De acordo com a OMS existem cerca de 196 vacinas sendo produzidas ao redor do mundo. No entanto, dessas todas, apenas seis estão em fases mais avançadas: Oxford/AstraZeneca; Sinovac; Moderna; BioNtech/Pfizer/Fosun; CanSino; e Sinopharm.

No início deste mês, Tedros Adhanon, diretor-geral da OMS, declarou que há esperança de que possa existir uma vacina até o final deste ano. No entanto, a vacinação em massa deve ocorrer somente em 2021. Abaixo, reunimos informações atualizadas sobre as vacinas mais promissoras contra a COVID-19 em andamento no Brasil. Confira:

Oxford|AstraZeneca

A vacina de Oxford continua na fase III, que é última fase de estudo antes da fase IV, quando é disponibilizada para a população. A vacina está sendo testada em quatro países: Reino Unido, Índia, África do Sul e Brasil. No Brasil, são cerca de 8 mil voluntários em testes coordenados pela Universidade Federal de São Paulo, em São Paulo, e coordenados pelo Instituto D’Or no Rio de Janeiro e em Salvador. Dos voluntários, alguns recebem uma dose imunizante e outros recebem placebo. Recentemente, no dia 19 de outubro, um médico brasileiro, voluntário nos testes da vacina, faleceu devido às complicações da COVID-19. A dose que ele recebeu, em julho, era de placebo, portanto os testes continuarão e o início da fase IV está prevista para o fim de 2021.

Sinovac

A vacina da empresa chinesa Sinovac, conhecida como CoronaVac também se encontra na fase III de testes. A vacina está sendo testada na Turquia, na Indonésia e desde julho no Brasil. Nesta fase, a vacina foi testada até agora em 9.000 voluntários. Destes, 35% tiveram efeitos adversos, como dor, edema e inchaço, mas nenhum voluntário demonstrou efeitos colaterais graves. Os resultados, divulgados no dia 19 de outubro, ainda são preliminares, e os pesquisadores continuarão monitorando os participantes desses testes. A vacina tem o menor índice de adversidade dentre todas as vacinas contra a COVID-19. Agora, será investigado se a vacina protege ou não do coronavírus. A expectativa é de conclusão dos testes e análises até o fim de outubro, para que seja aprovada pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) até o fim do ano, para que, então, seja dado o início da fase IV no começo do ano que vem.

Moderna

A empresa americana Moderna desenvolve uma vacina que usa uma técnica inovadora, conhecida como RNA mensageiro. O governo dos Estados Unidos investiu cerca de US$ 1 bilhão nessa pesquisa. A vacina também se encontra na fase III de testes, e cerca de 30.000 americanos participarão dos testes. Destes, 7.000 têm acima de 65 anos e 5.000 têm alguma comorbidade, como diabetes ou obesidade. Dentro do teste, pessoas do grupo de risco são 42%. A vacina depende de autorização do FDA para continuar os testes e segundo representantes da Moderna, se não houver atraso por parte dos políticos, a vacina deve estar disponível até julho de 2021.

No Brasil, a DASA será a responsável pelo delineamento do estudo clínico de fase II e III em conjunto com a COVAXX

BioNtech|Pfizer|Fosun

A vacina realizada em parceria de 3 empresas também se encontra na fase III. Ela também usa a técnica de RNA mensageiro para obter uma resposta imune. Os testes estão sendo realizados nos Estados Unidos, na Alemanha, na Argentina e no Brasil, com mais de 30.000 voluntários. Os voluntários, em primeira análise, não desenvolveram efeitos colaterais graves, e a vacina obteve resposta imune robusta. A expectativa é de que até o fim do ano, serão produzidas 100 milhões de doses e 1.3 bilhões de doses até o final de 2021. O motivo por trás dos pedidos de milhões de doses é uma precaução, porque caso a distribuição seja autorizada, a companhia já terá doses prontas em seu armazém.

CanSino

A empresa chinesa CanSino, em parceria com a Academia de Ciencias Médicas Militares da China, desenvolveu uma vacina baseada em um adenovírus chamado Ad5. Em agosto, testes da fase III começaram na Arábia Saudita, Russia e Paquistão. Em um movimento sem precedentes, os militares chineses aprovaram a vacina em 25 de junho por um ano como uma “droga especialmente necessária”. CanSino não disse se a vacinação seria obrigatória ou opcional para os soldados.

Sinopharm

A Sinopharm tem 2 vacinas em fase de testes. A vacina, em parceria com o
Instituo de Produtos Biológicos de Wuhan, começou a fase III no final de Julho nos Emirados Árabes.  Em 14 de setembro, o país deu aprovação de emergência para a vacina da Sinopharm para uso em profissionais de saúde. A outra vacina, em parceria com
Instituto de Produtos Biológicos de Pequim também está na fase III. Em outubro, o presidente da Sinopharm disse que a empresa estava preparando a fabricação de suas duas vacinas, com planos de produzir um bilhão de doses por ano.

 

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