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Câncer infantil: documento traz orientação para pediatras

A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) lançou o documento científico “Atuação do pediatra: epidemiologia e diagnóstico precoce do câncer pediátrico”, elaborado pelo Departamento Científico de Oncologia da SBP, sob supervisão da presidente do grupo, Denise Bousfield. A proposta é oferecer orientações para ajudar especialistas a identificar sinais de alerta que, muitas vezes, aparecem como sintomas inespecíficos, direcionando os pacientes ao tratamento adequado.

A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) lançou o documento científico “Atuação do pediatra: epidemiologia e diagnóstico precoce do câncer pediátrico”, elaborado pelo Departamento Científico de Oncologia da SBP, sob supervisão da presidente do grupo, Denise Bousfield. A proposta é oferecer orientações para ajudar especialistas a identificar sinais de alerta que, muitas vezes, aparecem como sintomas inespecíficos, direcionando os pacientes ao tratamento adequado.

O documento alerta que é fundamental que o médico esteja atento à história clínica do paciente, ao exame físico e histórico familiar à presença de doenças genéticas. Pela complexidade implicada, os especialistas destacam que o atendimento deve ser feito em centro oncológico pediátrico por uma equipe multiprofissional.

No trabalho, o leitor também encontrará a revisão de alguns dados epidemiológicos e clínicos das principais doenças oncológicas pediátricas, oferecendo ao profissional mais subsídios para o diagnóstico precoce da doença. Na lista, há informações sobre a leucemia, que representa cerca de 30% do total de casos de câncer em pediatria, os tumores do sistema nervoso central (encéfalo e medula espinhal), que são a segunda neoplasia maligna mais frequente em pediatria e os tumores malignos sólidos mais comuns em crianças, e os linfomas, que assumem a terceira causa de câncer em pediatria (Linfoma de Hodgkin e linfomas não-Hodgkin), correspondendo a cerca de 15% das neoplasias em pediatria.

O texto ainda traz informações sobre o Tumor de Wilms (aproximadamente 7% das neoplasias que ocorrem nas crianças), que atinge os rins; o neuroblastoma, tumor sólido extracraniano mais comum nas crianças, sendo geralmente diagnosticado durante os dois primeiros anos de vida; o retinoblastoma, que é a neoplasia intraocular mais comum em crianças, acometendo cerca de um em cada 20 mil nascidos vivos; e os tumores ósseos, que são o sexto em incidência em crianças, sendo mais frequentes na adolescência, representando cerca de 8% de todas as neoplasias em crianças e adolescentes; dentre outros tipos.

Câncer infantil

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), a cada ano, 150 mil crianças são diagnosticadas com câncer no mundo. No Brasil, o Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima que cerca de 12.600 casos sejam descobertos até o final de 2017, com pico de incidência na faixa etária de quatro a cinco anos e um segundo pico entre 16 e 18 anos.

Atualmente, devido ao controle de doenças infectocontagiosas e à diminuição da mortalidade por causas evitáveis, o câncer representa a primeira causa de óbito por doença entre as crianças e adolescentes brasileiros. Apesar dos números, a Sociedade Brasileira de Oncologia Pediátrica (Sobope) afirma que o índice de cura pode chegar a 70% dos casos quando há o diagnóstico precoce. Hoje, no Brasil, a taxa gira em torno de 50%, número distante se comparado com países como os Estados Unidos, onde é de 80%.

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