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Setembro Amarelo: como as instituições de saúde podem ajudar na prevenção ao suicídio

Dor, desesperança, sofrimento, sentimento de desamparo e, muitas vezes, o desespero levam as pessoas a acreditarem que a morte é a única solução. No Brasil, uma pessoa a cada 45 minutos tira a própria vida. No mundo, uma a cada 40 segundos. Os dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) reforçam a importância do tema. Diante disso, desde 2015, o mês de setembro é dedicado à conscientização da população sobre a realidade do suicídio.

A campanha brasileira, criada pelo Centro de Valorização da Vida (CVV), Conselho Federal de Medicina (CFM) e a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), foi inspirada no Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio, celebrado todo dia 10 de setembro. E, a partir dela, a sociedade passou a ficar mais alerta sobre o problema que é tratado, muitas vezes, como algo vergonhoso.

O Médico do Serviço de Psiquiatria do Hospital Moinhos de Vento, Dr. Jair Segal, explica que o comportamento suicida não deve ser visto apenas como uma resposta lógica a um estresse extremo. Geralmente, o suicídio é o desfecho trágico pelo sofrimento causado por doenças psiquiátricas como os transtornos afetivos (em especial a depressão), transtornos psicóticos (esquizofrenia) e alcoolismo. Em quase 90% dos casos de suicídio há o diagnóstico de doença mental ou de abuso de drogas ilícitas e bebidas alcoólicas. As doenças orgânicas também aumentam o risco de atos suicidas e em pacientes com doenças graves, crônicas ou terminais.

Ele ainda afirma: “Devemos abandonar a ideia errônea de que se falarmos sobre o suicídio podemos induzi-lo. Falar diretamente sobre o sofrimento de quem está vivenciando uma situação de dor promove alívio e pode auxiliar a pessoa a superar sua crise e estimular a busca por ajuda especializada. Mas as pessoas que tentam suicídio estão de alguma maneira pedindo ajuda e, geralmente, não são compreendidas. Deixar de falar sobre o assunto só colabora para esse distanciamento social. O assunto suicídio deveria fazer parte, de forma muito natural, da roda de amigos, nas escolas, nos cultos religiosos, mas, especialmente, dentro das casas.”

Segundo a Organização Mundial da Saúde, identificar, avaliar e manejar pacientes suicidas é uma importante tarefa do médico, que tem um papel fundamental na prevenção do suicídio.

A Psicóloga do Hospital viValle (SP), Paula Magalhães, acredita que deve haver divulgação e esclarecimento adequado, principalmente aos profissionais de saúde de todos os níveis, desde o nível primário de atendimento. “Muitas vezes, o paciente com algum transtorno psiquiátrico em andamento não procura um profissional de saúde mental no momento adequado, mas tem contato com um clínico, um ginecologista, ou um cardiologista, por exemplo. E cabe a estes profissionais o encaminhamento adequado desta condição”, finaliza.

Sabemos que não é fácil perguntar aos pacientes sobre suas ideias suicidas. Abaixo você pode conferir uma sequência útil de questões, deixadas pelo Dr. Jair Segal, para chegar ao tópico de maneira gradual.

1. Você sente-se infeliz ou sem esperança?

2. Você sente-se desesperado?

3. Você sente-se incapaz de enfrentar os dias?

4.Você sente que sua vida é um fardo?

5. Você acha que não vale a pena viver?

6.Você pensa em cometer suicídio?

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