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Como a impressão 3D pode revolucionar a medicina

Recentes pesquisas que unem medicina e avanços tecnológicos, especialmente na última década, podem nos surpreender ao revelar como a realidade já se equipara à ficção científica. Uma das maiores promessas para essa revolução está nas impressoras 3D – dispositivos que constroem objetos tridimensionais, camada por camada – para uso em diferentes áreas ligadas à saúde, abrangendo ensino, pesquisa, cirurgia, diagnóstico, entre outros.

Recentes pesquisas que unem medicina e avanços tecnológicos, especialmente na última década, podem nos surpreender ao revelar como a realidade já se equipara à ficção científica. Uma das maiores promessas para essa revolução está nas impressoras 3D – dispositivos que constroem objetos tridimensionais, camada por camada – para uso em diferentes áreas ligadas à saúde, abrangendo ensino, pesquisa, cirurgia, diagnóstico, entre outros.

Mais do que o conceito de imprimir, segundo Dr. Chao Lung Wen, especialista em impressão 3D, da Universidade de São Paulo, ela tem a capacidade de materializar uma informação digital. É possível criar estruturas personalizadas, com cores, texturas, graduações e transparências, capazes de produzir o aspecto, a sensação e a função das estruturas orgânicas. A logística de entrega também é mais simples. “Você pode produzir um modelo específico de um coração para uma aula de anatomia em uma universidade paulista e enviar os arquivos para alguém que esteja dando aulas do outro lado do país”, explica.

Além disso, o planejamento de cirurgias complexas ganha mais possibilidades de colaboração. Equipes especializadas, ainda que seus profissionais estejam distantes uns dos outros, podem participar de diferentes etapas de um mesmo procedimento, sendo, inclusive, uma alternativa interessante de ser incorporada às clínicas radiológicas. “Alguém no Distrito Federal pode realizar uma tomografia computadorizada e enviar as imagens para uma unidade em São Paulo. A partir delas, é possível criar a peça digitalmente com o apoio de um designer, imprimi-la e utilizá-la para elaborar estratégias cirúrgicas”, diz Dr. Chao Lung Wen.

Um exemplo desta ampla utilização é um estudo clínico liderado por Nicole Wake, pesquisadora doutoranda no Instituto Sackler da Graduação de Ciências Biomédicas da Faculdade de Medicina da New York University (NYU). No estudo aleatório e controlado, estão sendo impressos modelos em 3D de tumores de rim e de próstata para uma amostra dos 300 pacientes participantes. O intuito é avaliar o impacto específico de cada um no planejamento pré-cirúrgico versus os métodos de visualização 2D tradicionais. Os participantes são separados em três categorias de tratamento para análise e comparação de imagens pré-operatórias 2D convencionais, modelos de realidade aumentada e modelos impressos em 3D de última geração, da Impressora 3D Stratasys J750.

“Estamos contentes por conduzir um estudo que analisa como os modelos impressos em 3D podem melhorar o processo de planejamento cirúrgico e, finalmente, incidir no tratamento”, afirma o coautor do estudo, William C. Huang, Doutor em Medicina, professor associado de Urologia na Faculdade de Medicina da NYU.

Por outro lado, a possibilidade da criação de próteses e órteses impressas tem gerado bastante expectativa para implantes. No, Brasil ainda não se pode inseri-las diretamente no paciente. Enquanto as pesquisas avançam neste sentido, porém, já é possível usar a tecnologia para criação de modelos para cirurgias plásticas, além de biomodelos e formas personalizadas para apoiar na criação das órteses e próteses tradicionais, como em cirurgias do crânio e bucomaxilofaciais. 

A perspectiva é que, nos próximos 15 anos, haja um salto nas pesquisas e utilização dessas estruturas, um caminho em que tecidos, cartilagens e até órgãos possam ser sintetizados. Em um futuro não tão distante, o conceito de bioimpressão será parte do vocabulário dos mais variados especialistas, consolidando a parceria cada vez mais estreita entre medicina e tecnologia.

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