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HIMSS@Hospitalar debate a análise de dados na saúde

Hospitalar promoveu evento com players da área de digital healthcare

Com o tema “Centralize Data & Decentralize Care”, a HIMSS@Hospitalar deu o pontapé inicial para o International Digital Healthcare Forum 2018, um dos principais eventos de digital healthcare do Brasil, que acontece durante a Hospitalar Feira+Fórum em São Paulo, entre os dias 22 e 25 de maio.

O Warm Up HIMSS@Hospitalar, realizado no dia 31 de outubro, foi uma prévia do que será o encontro. Com speakers de grandes corporações de tecnologia do Brasil, o evento abordou temas relevantes para o mercado de saúde do país. Medicina de precisão e Health Data Analytics foram os principais assuntos, além de um debate sobre a implementação de soluções para assistência e gestão da saúde. A iniciativa contou com apoio da Abbott, AxisMed/Telefonica, Optum, Intersystems e Healthways.

Guilherme Hummel, coordenador científico da HIMSS@Hospitalar, abriu o encontro lembrando que tudo começou no século XIX, quando o médico fazia as anotações manualmente e, hoje, o papel e a caneta migraram para o prontuário eletrônico do paciente (PEP). “As informações não são mais só usadas para facilitar o acesso as informações. Hoje, o digital healthcare auxilia o médico a tomar decisão, é a máquina conversando com o médico”, afirmou.

Medicina de Precisão

Syllene Nunes, gerente de soluções médicas da Abbott, iniciou sua palestra conceituando o digital healthcare. “Pensar em inovação e em digital health é pensar em aprender todos os dias uns com os outros, e disso faz parte o paciente: eu tenho que ouvi-lo.”

Para a médica, o grande volume de informações que há disponível hoje ainda não atingiu o seu potencial de exploração. “Se nós temos os dados centralizados e o cuidado está descentralizado, eu tenho que aprender a recortar esses dados para poder gerir esse cuidado.”

Syllene ainda falou da importância da tecnologia como ferramenta para predição e prevenção. “Temos plenas condições nos dias atuais de trabalhar a prevenção com foco populacional e proporcionar mais qualidade de vida as pessoas, ou seja, manter o paciente dentro de uma condição equilibrada de saúde. Isso traz sustentabilidade para o sistema, qualidade de vida para o paciente e melhora a condição de um sistema de saúde para todos nós”, completou.

Health Data Analytics

O CEO da Axismed, Cesar Rodriguez Dominguez, lembrou do aumento exponencial de idosos previsto para população brasileira e também o de doentes crônicos. Para ele, sem o uso adequado da tecnologia com um sistema que permita a interoperabilidade, o sistema de saúde brasileiro entrará em colapso. “As pessoas nunca são o problema. Se eu tenho uma população grande de idosos e crônicos, devo usar a inteligência tecnológica e a integração dos sistemas para gerenciar esse serviço de saúde. A informação está disponível, tenho que achá-la e saber utiliza-lá a favor do paciente”, explicou.

Dominguez também abordou a questão do Big Data e o mar de informações que ele oferece. Atualmente, o grande desafio é saber qual é a informação que pode resolver o nosso problema. Temos ótimos exemplos no Brasil de empresas que usam o Big Data para aplicar os protocolos corretos.”

O executivo também lembrou que a informação deve estar em um ambiente seguro. “O volume de dados dos pacientes deve estar bem protegido. Ataques de hackers são cada vez mais comuns e isso afeta consideravelmente o sistema de saúde a ponto de prejudicar o atendimento de um hospital ou de várias organizações”, concluiu.

Debate

Com o tema “eHealth Brasil: o que vai acontecer em 10 anos que não aconteceu em meio século”, Guilherme Hummel convidou para participar da mesa o COO da Optum, Telmo Pereira, a diretora de Healthcare da Intersystems, Teresa Sacchetta, e a diretora de produtos e soluções digitais da Healthways Brasil, Ana Claudia Pinto.

Teresa começou contando um caso pessoal, em que precisou pesquisar um centro especializado para tratar de uma doença rara da sua mãe. Encontrou uma organização conceituada no exterior e iniciou o atendimento de forma virtual. “A parte ruim foi a digitalização de todos os documentos, informações clínicas e demográficas, inserir todo o histórico da minha mãe na plataforma para que o médico conseguisse estudar o caso e iniciar a consulta online. Isso é um exemplo clássico de como a falta de integração e interoperabilidade prejudica o paciente e, consequentemente, todo o sistema, porque gera desperdício. Imagina isso para toda uma população.”

Já Pereira, falou da importância de políticas voltadas para a prevenção. “Nós temos que entender que, com o aumento populacional, teremos a necessidade de diagnosticar a saúde e não a doença. Sabemos que tratar a saúde é muito mais barato e eficaz que tratar a doença”. Para o COO, os hospitais devem focar seus serviços na alta complexidade. “A demanda que não é complexa deve ser atendida por clínicas e ambulatórios, e essas instituições já permitem que o paciente faça um monitoramento digital da sua saúde utilizando devices, contribuindo, assim, para a prevenção e o autocuidado.”

Ana Claudia completou dizendo que o paciente é peça-chave para o desenvolvimento da eHealth em todo o mundo. “O paciente terá um papel cada vez mais relevante no cuidado com a sua saúde. Acho que o momento da virada da digital healthcare será quando o paciente estiver completamente inserido no contexto, passando de agente passivo para ativo. Isso será disruptivo”, finaliza.

O evento

O Warm Up HIMSS@Hospitalar recebeu diversos convidados. Entre eles, Mônica Campos, gerente de comunicação da Abimed – Associação Brasileira da Indústria de Alta Tecnologia de Produtos para Saúde. Mônica comentou da importância da tecnologia para área de saúde.

“Essa iniciativa da Hospitalar é excelente. O Brasil enfrentará novos desafios, como o envelhecimento da população, e a tecnologia vem para somar e oferecer soluções para essas barreiras que vem surgindo”.

Clara Porto, gerente de Projetos e Marketing Internacional da Abimo – Associação Brasileira da Indústria de Artigos e Equipamentos Médicos, Odontológicos, Hospitalares e de Laboratórios, também falou sobre o evento.

“Esse é um tema carro-chefe da Abimo. Estamos trabalhando muito com esse conceito do hospital conectado, indústria 4.0 e como o mercado brasileiro se insere nesse contexto.”

Já Diego Guimarães, CEO da Lucerna, mostrou-se animado com o conteúdo apresentado na HIMSS@Hospitalar. “Eventos como esse ajudam a compartilhar conteúdo de qualidade e conhecimento com as empresas que já estão atuantes no mercado, e também com as entrantes, para saber o que há de mais recente em digital healthcare no Brasil e no mundo.”

Marco Aurélio Roder, da Indrel Scientific, destacou como a tecnologia traz segurança para a área da saúde. “Ela te dá ferramentas para agilizar e aperfeiçoar diagnósticos e criar evidências de segurança. Ano após ano, a eHealth está mais avançada e bem mais segura.”

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