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IoT a favor do relacionamento médico-paciente

iot tecnologiaA Internet das Coisas Conceito de Internet das Coisas emergiu em meados dos anos 80 para ilustrar um futuro onde tudo se comunica. Hoje, novos recursos tecnológicos vêm aperfeiçoando a comunicação no setor e oferecendo experiências positivas a médicos e pacientes

Por Flávia D’Angelo

Quando surgiu, em meados dos anos 80, a comunicação entre máquinas era vista como coisa do futuro e era retratada como ficção científica em filmes como Blade Runner (1982) ou De volta para o futuro II (1989). Quem não se lembra da roupa automatizada de Marty McFly, dos carros voadores ou até mesmo dos garçons holográficos que atendiam no bar em que o personagem visitou em 2015? Embora intangível na época, nascia ali o conceito de Internet das Coisas (Internet of Things – IoT). Ali era um simples exercício de futurologia, mas o que não se previa era que a revolução estava prestes a explodir e, em poucas décadas, o impacto da internet seria tremendo.

Hoje, a Internet das Coisas promove mais que uma mudança de paradigma. Em linhas gerais, ela representa a interação de objetos físicos e reais através de uma conexão de Internet e armazenamento em nuvens. Ou seja, com o uso de tecnologias de rastreamento, identificação e troca de informações esse novo padrão de comunicação é capaz de gerar uma avalanche de dados que fica armazenado e disponível ao mundo físico no chamado Big Data. Em um futuro próximo, uma imensa quantidade de informações sobre temperatura, trânsito, consumo de energia, localização, entre outros, será enviada periodicamente por todos os carros, medidores elétricos, torradeiras e celulares para a internet.

A IMS Research estima que, em 2020, existirão cerca de 22 bilhões de sistemas embarcados e outros dispositivos portáteis conectados à Internet que produzirão mais de 2,5 quintilhões de bytes de dados novos a cada dia. Segundo a consultoria Gartner, entre 2014 e 2015, houve um aumento de 30% no uso de aparelhos inteligentes, alcançando 4,9 milhões de dispositivos conectados no período, e esse número deve chegar a 23,4 milhões, em 2017, e 25 bilhões, em 2020.

Na área de saúde, a contribuição é ainda maior visto que o conceito de IoT engloba não só a conexão de dados em tempo real, mas também a análise e a reação com base no entendimento dos dados capturados. Por exemplo, a conexão de monitores acoplados pode permitir ao médico, por exemplo, acompanhar pacientes e até fazer prescrições de remédios com base nas informações coletadas. A tecnologia RFID, que utiliza código de barras, também permite o monitoramento de medicamentos, localização de arquivos ou movimentação de um paciente no hospital.  Basicamente, é a IoT faciltando os processos, atuando a favor da saúde e aprimorando o relacionamento entre médico e paciente.

Em estudo sobre os impactos da IoT no mercado de Saúde, a Deloitte aponta que a análise dos dados é fundamental para o sucesso do uso desse conceito. “Em cinco anos, a maioria dos dados clinicamente relevantes será recolhido fora do ambiente clínico”, aponta estudo do instituto. Ainda, de acordo com o levantamento do instituto, nas próximas décadas, mudanças demográficas aumentarão as oportunidades para aplicar a IoT no apoio aos cuidados de bem-estar e saúde para segmentos específicos da população. No entanto, a Deloitte alerta: é preciso melhorar a infraestrutura e a segurança para a geração e análise desses dados. Devido à natureza distribuída, a IoT multiplica os riscos das organizações, forçando a revisão das políticas de segurança dos sistemas.

De todas as indústrias, a de saúde será a mais beneficiada com a IoT. Ela permite a criação, por exemplo, de novos tratamentos, mais precisos e com uma maior riqueza de informações, já que se baseiam em informações obtidas em tempo real. Os diagnósticos passam a ser mais precisos, uma vez que o perfil do paciente é criado com registros de longa duração. Isso pode eliminar a necessidade de rotina check-ups e compromissos, mas permitirá, por outro lado, um relacionamento mais próximo com o médico.

Por exemplo, um portador de Alzheimer pode se beneficiar da integração de sensores com smartphones, que rastreiam a intensidade do tremor das mãos e cruzam com o local em que o usuário se encontra. Com esses dados, o médico pode identificar os avanços da doença e o impacto que ela possui na rotina da pessoa. Tudo isso remotamente e em tempo real. Aplicativos móveis podem se conectar a dispositivos diversos para obter e relacionar dados sobre o nosso corpo em busca de insights médicos.

Nossos carros, relógios e celulares passarão a serem vistos como uma fonte de registros digitais sobre a nossa vida. Camisetas com sensores para monitoramento da frequência cardíaca e temperatura, além de dispositivos em miniatura embutidos embaixo da pele do paciente para monitorar os níveis de açúcar, ou até sensores ingeríveis, que podem ser consumidos junto com o medicamento para verificar como ele age no organismo, também tendem a revolucionar e promover um relacionamento ainda mais próximo entre médico e paciente. 

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