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Entidades médicas lançam manifesto aos presidenciáveis com questionamentos e propostas para os rumos da saúde no país

As entidades médicas nacionais se uniram para elaborar o Manifesto dos Médicos em Defesa da Saúde do Brasil, uma lista de questionamento e proposições para a melhoria da qualidade da saúde do país. 

As entidades médicas nacionais se uniram para elaborar o Manifesto dos Médicos em Defesa da Saúde do Brasil, uma lista de questionamento e proposições para a melhoria da qualidade da saúde do país. Assinado pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), Associação Médica Brasileira (AMB), Federação Médica Brasileira (FMB), Federação Nacional dos Médicos (Fenam) e Associação Nacional dos Médicos Residentes (ANMR), o documento será encaminhado aos candidatos a cargos executivos e legislativos, tanto federais quanto estaduais.

O manifesto traz questionamentos e reivindicação de soluções para os obstáculos que estão no caminho do desenvolvimento do setor. O objetivo das entidades com o documento é que seja criada uma agenda pública com medidas prioritárias e executáveis para assegurar os direitos dos pacientes e a qualidade do exercício da medicina e do atendimento em saúde no país.

Foram reunidos cinco grandes temas: defesa do ato médico e dos direitos individuais em saúde; interiorização da medicina e trabalho médico; ensino e residência médicos de qualidade; melhoria urgente da infraestrutura e condições de trabalho e atendimento; fortalecimento do financiamento, gestão e controle do SUS; e fim do desequilíbrio na relação com as operadoras de planos de saúde.

Dentre os assuntos abordados estão a maior participação da União no investimento e no custeio da saúde, a qualificação da gestão para a melhoria da infraestrutura para atendimento a pacientes e a criação de políticas de recursos humanos que valorizem os profissionais brasileiros e estimulem sua migração e fixação em áreas de difícil provimento.

“Nossa intenção é a melhor assistência à saúde da população, com a correção das distorções que temos diagnosticado e denunciado constantemente à sociedade. [O mais importante] é estabelecermos canais de diálogo e trabalharmos junto aos tomadores de decisão para sensibilizá-los sobre a importância de mudar os rumos da saúde no Brasil, com atenção aos princípios legais que regulam a assistência nas redes pública, suplementar e privada”, ressalta Carlos Vital, presidente do CFM, em comunicado oficial à imprensa.

Jorge Darze, presidente da Fenam, corrobora com a opinião do dirigente. “Este momento pode representar a bússola do movimento médico, ao se constituir em uma importante plataforma de debate, especialmente para orientar o próximo presidente da República sobre as pautas dos médicos e da saúde.”

O Manifesto traz à tona o cenário de crise pelo qual passa o setor de saúde, evidenciado por pesquisas e levantamentos divulgados pelo CFM nos últimos anos. Em um dos estudos, encomendado pelo Conselho ao Instituto Datafolha, 55% dos brasileiros classifica a saúde – seja ela administrada pela rede pública ou privada – como péssima ou ruim. Outros dados alarmantes listados pela organização Contas Abertas, solicitados pelo CFM, são o fechamento, nos últimos oito anos, de mais de 34 mil leitos de internação da rede pública e a má qualidade da gestão de recursos financeiros na saúde pública, que deixou de contar com cerca de R$174 bilhões não aplicados pelo Ministério da Saúde entre os anos de 2003 e 2017.

Para conferir o Manifesto na íntegra, acesse este link.

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