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Ricardo Barros reafirma compromisso de melhorar gestão de recursos

Ministro da Saúde participou de evento patrocinado pela Hospitalar

debateliiiiiiiideDra. Waleska Santos e o Ministro da Saúde, Ricardo BarrosAconteceu ontem (8) mais um debate promovido pelo Lide (Grupo de Líderes Empresariais), em São Paulo.  O evento tem o patrocínio da Hospitalar e recebeu o Ministro da Saúde, Ricardo Barros para tratar do tema: “Gestão Transformadora Para Saúde Pública”.

Mais de 400 empresários, representantes de entidades e de órgãos públicos estiveram presentes, entre eles o secretário de Estado de Saúde de São Paulo, David Uip, que destacou os problemas que – segundo ele - mais atingem o setor: o subfinanciamento no repasse de verbas ao SUS, o desperdício e desvios de dinheiro público e a excessiva judicialização que, nas suas palavras, “torna o Estado brasileiro inadministrável”. Os prejuízos decorrentes de ações judiciais contra o SUS chegaram a R$ 5 bilhões no ano passado e, neste ano, devem atingir R$ 7 bilhões, segundo o ministério.

Com a palavra, Barros ganhou apoio de empresários após reafirmar sua convicção na melhoria da gestão dos recursos que a pasta recebe: Temos o maior repasse da União”, disse. “​Com uma boa gestão, conseguiremos entregar muito mais a população. Em seguida, vamos buscar mais recursos para a saúde”, disse.

Em sua exposição, o ministro da saúde citou entre as metas a interligação pela informatização de todas as esferas de gestão do SUS (federal, estadual e municipal), intensificação da participação de brasileiros no programa Mais Médicos, modernização da atual forma protocolar de atendimento, incorporaração de novas tecnologias sem aumentar os custos assistenciais, qualificação permanente aos profissionais da saúde e o fortalecimento das ações de prevenção de doenças e promoção da saúde, a fim de evitar ou combater sedentarismo, obesidade e enfermidades.

PLANOS DE SAÚDE POPULARES

Durante o debate, Barros foi questionado sobre a proposta, por ele defendida, de criação de planos de saúde mais baratos, mas com menos serviços de atendimento obrigatórios. Para o ministro, o acesso a convênios médicos mais baratos pode ajudar a ampliar o número de beneficiários de saúde suplementar, reduzir a demanda do SUS e, consequentemente, dar maior folga de recursos para financiar o atendimento na rede pública.

Barros também se mostrou favorável ao atendimento de beneficiários de planos de saúde por hospitais públicos, mediante pagamento pelas operadoras de saúde a que estão ligados os convênios médicos, medida que é criticada por especialistas em saúde por criar o que se chama de “porta dupla”, dando suposta preferência ao atendimento de clientes de saúde suplementar em detrimento aos usuários do SUS. Para o ministro, ao contrário, este acesso é benéfico para o SUS, pois faria com que o dinheiro do ressarcimento feito a posteriori pelas operadoras à Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e repassado pelo órgão regulador ao governo, já entrasse diretamente no caixa do SUS, sem intermediação da agência.

O ministro convidou representantes de entidades, públicas e privadas de defesa do consumidor, da classe médica e de planos de saúde a participarem do Grupo de Trabalho (GT) que vai debater o projeto. “O grupo de trabalho permitirá que todos contribuam - órgãos e entidades representativas - para a criação de uma visão de como podemos ampliar a oferta de produtos de saúde suplementar, de modo que as pessoas possam contribuir, evidentemente, com a saúde, e ter também uma contrapartida que seja adequada. São serviços já ofertados pelo mercado. Não haverá um modelo estabelecido pelo governo”, explicou o ministro da Saúde, Ricardo Barros. A medida, segundo o ministro, permitirá colocar entre R$ 20 bilhões e R$ 30 bilhões por ano na saúde pública.

Farão parte do grupo, representantes da Agência Nacional de Saúde (ANS) e da Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (CNSEG), além de outras instituições convidadas ao longo do processo.

PDPs

Sobre as Parcerias Público-Privadas (PPPs) o ministro disse que pretende especializar as plataformas dos laboratórios, a fim de que todos tenham escala e capacidade de absorver tecnologias, dando preferência para os mais inovadores, e não só fabricar para o público interno, mas também exportar medicamentos feitos no Brasil para outros países. “Também vamos ampliar a capacidade de fabricação de equipamentos médico-hospitalares, levando-os às regiões que mais necessitam desses aparelhos”, afirmou Barros.

MEDICAMENTOS

Entre outras medidas, Barros declarou que a pasta pretende conceder a empresas especializadas a logística de distribuição de medicamentos para todo o SUS, adequar soluções específicas junto aos fornecedores em cada região atendida pela rede pública e adotar métricas para avaliar a qualidade e eficiência do trabalho do servidor público.

PREVENÇÃO

Para o ministro, o Brasil precisa agir rapidamente contra a obesidade, em especial a infantil. “Pela primeira vez, estamos reduzindo as expectativas e qualidade de vida das pessoas devido ao sedentarismo e má alimentação. Crianças obesas terão sua saúde afetada no futuro. Por isso, é importante que elas tenham uma alimentação saudável”, enfatizou Barros, citando programas governamentais que promovem a saúde e prevenção de doenças e iniciativas que retiram o excesso de sódio e reduzem o açúcar.

DIGITAL HEALTH

Barros destacou a necessidade de extensão do prontuário eletrônico único a todas as cidades brasileiras – hoje, dos 5.570 municípios, somente 832 já aderiram ao prontuário informatizado. Barros disse que é fundamental o apoio dos gestores municipais e estaduais e profissionais de saúde.  A intenção de Barros é informatizar toda a estrutura do SUS para encontrar onde estão os desperdícios de recursos. "Ao informatizarmos um prontuário médico, por exemplo, evitamos um diagnóstico equivocado e distribuição de remédio inapropriado", explicou.

A expectativa é que até 2018 uma plataforma reúna prontuários eletrônicos, registro eletrônico de saúde e um conjunto mínimo de informações.

Waleska Santos, presidente da Hospitalar, que tem acompanhado o ministro de perto, diz-se muito bem impressionada e destaca a visão de administrador que o Barros tem demostrado.  “Ele tem uma visão muito geral da saúde e muito aprofundada em determinados assuntos relevantes como a judicialização, que é uma aclamação geral há anos em todos os nossos eventos”.

Para a diretora da feira, Mônica Araújo, Barros não se limita apenas à saúde: “Ele tem uma visão bastante sistêmica, incluindo a educação, quando se refere à necessidade de prevenção”, diz ela.

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