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TIC Saúde 2017: houve melhorias, mas há muito a ser feito

Com o objetivo de investigar a penetração das tecnologias de informação e comunicação (TIC) nos estabelecimentos de saúde do Brasil e sua apropriação por profissionais de saúde, o Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) lançou a pesquisa TIC Saúde.

Com o objetivo de investigar a penetração das tecnologias de informação e comunicação (TIC) nos estabelecimentos de saúde do Brasil e sua apropriação por profissionais de saúde, o Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) lançou a pesquisa TIC Saúde. Em sua quinta edição, o estudo apontou não somente que a oferta de serviços ao paciente via Internet cresceu, mas também que a proporção de estabelecimentos de saúde do país que possuem sistema eletrônico para armazenar dados dos pacientes aumentou consideravelmente, chegando a 81%.

Nos estabelecimentos públicos que utilizaram a Internet, a evolução da presença de sistemas para armazenamento passou de 55%, em 2014, para 68%, em 2017. A presença dessa tecnologia nos estabelecimentos privados, contudo, continua sendo significativamente maior em relação aos públicos, correspondendo, respectivamente a 92% das instituições.

Ainda assim, mesmo com a expressiva presença, apenas 21% das instituições mantêm em formato eletrônico as informações clínicas e cadastrais nos prontuários dos pacientes. Guilherme Hummel, coordenador científico do HIMSS@Hospitalar, destaca que sistemas eletrônicos não são prontuários eletrônicos, nos quais a carga de dados clínicos dos pacientes deve prevalecer sobre os dados unicamente cadastrais.

Para Hummel, o crescimento no número de implantações de Registro Eletrônico de Saúde (RES) ainda não corresponde à demanda. “Da mesma forma, a sua usabilidade ainda é tímida se confrontada com os problemas de gestão organizacional e clínica do setor. A Pesquisa do CGI.br é sempre uma luz na escuridão clínico-digital do país. Por um lado, mostra que os números podem crescer. Por outro, que ainda caminhamos como Diógenes, que mendigava pelas ruas de Atenas durante o dia carregando uma lamparina em busca das pessoas certas para os lugares certos”, reflete.

Serviços via Internet e telemedicina

Os dados da pesquisa TIC Saúde 2017 apontam que os serviços online disponibilizados ao paciente apresentaram uma tendência de crescimento. Um exemplo é a visualização de resultados de exames, que passou de 24% dos estabelecimentos que usaram a Internet, em 2015, para 31%, em 2017. Em relação ao agendamento de exames no mesmo período, o número subiu de 20% para 24%.

O estudo também mostrou que há diversas iniciativas relacionadas à telessaúde e telemedicina, sobretudo nas instituições públicas: 39% desenvolveram atividades de educação a distância, e 29%, atividades de pesquisa a distância. Nos estabelecimentos privados, essas proporções foram 9% e 11%, respectivamente. "A telessaúde é uma ferramenta fundamental para melhorar o acesso à saúde em regiões remotas e com escassez de serviços e profissionais de saúde. Além disso, possibilita a promoção de treinamentos e educação continuada para os profissionais que não estão localizados em centros urbanos ou próximos deles. É um tipo de prática fundamental para reduzir gastos e otimizar os atendimentos", afirma Alexandre Barbosa, gerente do Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br), em comunicado oficial à imprensa.

Infraestrutura, gestão e envolvimento das equipes com as TIC

A pesquisa indicou que, apesar do uso de computadores (90%) e do acesso à Internet (77%) ter se mantido estável nos estabelecimentos públicos, a disponibilidade de infraestrutura básica nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) se mostrou crítica. Dessas instituições, 12% não possuíam computador e 28% não contavam com acesso à Internet.

Em relação a estabelecimentos que possuem área de tecnologia da informação (TI), que totalizam 22.600, a TIC Saúde 2017 mostra que quase 2.400 contam com ao menos um profissional de saúde especializado em TI na equipe. O dado é relevante porque a presença desses profissionais com essa formação funciona como um indicador do nível de maturidade do estabelecimento na adoção das tecnologias digitais na saúde.

Por fim, o estudo apontou que somente 17% dos médicos e 26% dos enfermeiros participaram de algum curso, treinamento ou capacitação na área de TIC em saúde nos 12 meses anteriores à pesquisa. Ainda assim, depois da adoção de sistemas eletrônicos, 93% dos médicos e 91% dos enfermeiros atestaram melhorias na eficiência dos processos de trabalho das equipes; 85% dos médicos e 88% dos enfermeiros acreditam que houve melhora no tratamento como um todo.

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